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O comando militar iraniano negou “categoricamente” ataques contra os Emirados Árabes Unidos, que esta terça-feira indicaram ter ativado as suas defesas aéreas pelo segundo dia consecutivo contra mísseis e drones lançados do Irão.
“As Forças Armadas da República Islâmica do Irão não realizaram qualquer operação com mísseis ou drones contra os Emirados Árabes Unidos nos últimos dias“, declarou o porta-voz do Comando das Forças Armadas, citado pela televisão estatal.
Khatam Al-Anbiya observou que, se o Irão tivesse tomado a iniciativa, os ataques seriam anunciados “de forma firme e clara” pelas suas autoridades.
“Em consequência, o relato do Ministério da Defesa daquele país é categoricamente negado e completamente infundado“, acrescentou.
Os Emirados Árabes Unidos anunciaram esta terça-feira que as suas defesas aéreas intercetaram pelo segundo dia consecutivo mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones lançados a partir do Irão, apesar do cessar-fogo entre Teerão e Washington.
Numa mensagem na rede social X, o Ministério da Defesa relatou que os seus sistemas antiaéreos estavam “a combater ataques de mísseis e drones originários do Irão“, relatando que foram escutados sons em várias partes do país em resultado da interceção dos projéteis iranianos.
تتعامل حالياً الدفاعات الجوية الإماراتية مع اعتداءات صاروخية وطائرات مسيرة قادمة من ايران وتؤكد وزارة الدفاع أن الاصوات المسموعة في مناطق متفرقة من الدولة هي نتيجة تعامل منظومات الدفاعات الجوية الإماراتية للصواريخ الباليستية، والجوالة والطائرات المسيرة.
UAE Air Defences system… pic.twitter.com/CVJeI7MMcA
— وزارة الدفاع |MOD UAE (@modgovae) May 5, 2026
Na segunda-feira, os Emirados informaram que foram intercetados 15 mísseis e quatro drones lançados a partir do Irão, que causaram três feridos. Estes foram os primeiros ataques contra a nação do Golfo desde que o cessar-fogo entrou em vigor em 8 de abril.
O Irão não reivindicou oficialmente a responsabilidade pelos bombardeamentos, enquanto uma fonte militar citada pela televisão estatal iraniana afirmou na segunda-feira que Teerão não tinha “planos prévios” para lançar ataques contra o país vizinho.
Desde o início da ofensiva aérea desencadeada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica, os Emirados intercetaram 549 mísseis balísticos, 29 mísseis de cruzeiro e 2.260 drones iranianos.
O secretário da Defesa dos Estados Unidos afirmou esta terça-feira que o cessar-fogo com o Irão se mantém em vigor, apesar dos recentes ataques atribuídos a Teerão contra alvos nos Emirados Árabes Unidos.
“O cessar-fogo não acabou”, disse Peter Hegseth, em conferência de imprensa, sublinhando que caberá ao Presidente norte-americano, Donald Trump, avaliar se uma eventual escalada configura uma violação do acordo.
O líder do Pentágono descreveu a operação “Projeto Liberdade”, lançada por Washington, como uma missão “defensiva e temporária”, destinada a proteger navios comerciais no golfo Pérsico face à “agressão iraniana”, aludindo ao bloqueio militar parcial de Teerão ao tráfego de navios mercantes no estreito de Ormuz.
Apesar dos esforços da mediação do Paquistão, Washington e Teerão não voltaram à mesa de negociações desde a primeira e única ronda negocial em 21 de abril.
Após o fracasso das conversações, Donald Trump ordenou um bloqueio naval aos portos iranianos numa tentativa de asfixiar a economia da República Islâmica.
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