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O comando militar iraniano negou “categoricamente” ataques contra os Emirados Árabes Unidos, que esta terça-feira indicaram ter ativado as suas defesas aéreas pelo segundo dia consecutivo contra mísseis e drones lançados do Irão.

“As Forças Armadas da República Islâmica do Irão não realizaram qualquer operação com mísseis ou drones contra os Emirados Árabes Unidos nos últimos dias“, declarou o porta-voz do Comando das Forças Armadas, citado pela televisão estatal.

Khatam Al-Anbiya observou que, se o Irão tivesse tomado a iniciativa, os ataques seriam anunciados “de forma firme e clara” pelas suas autoridades.

“Em consequência, o relato do Ministério da Defesa daquele país é categoricamente negado e completamente infundado“, acrescentou.

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram esta terça-feira que as suas defesas aéreas intercetaram pelo segundo dia consecutivo mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones lançados a partir do Irão, apesar do cessar-fogo entre Teerão e Washington.

Numa mensagem na rede social X, o Ministério da Defesa relatou que os seus sistemas antiaéreos estavam “a combater ataques de mísseis e drones originários do Irão“, relatando que foram escutados sons em várias partes do país em resultado da interceção dos projéteis iranianos.

Na segunda-feira, os Emirados informaram que foram intercetados 15 mísseis e quatro drones lançados a partir do Irão, que causaram três feridos. Estes foram os primeiros ataques contra a nação do Golfo desde que o cessar-fogo entrou em vigor em 8 de abril.

O Irão não reivindicou oficialmente a responsabilidade pelos bombardeamentos, enquanto uma fonte militar citada pela televisão estatal iraniana afirmou na segunda-feira que Teerão não tinha “planos prévios” para lançar ataques contra o país vizinho.

Desde o início da ofensiva aérea desencadeada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica, os Emirados intercetaram 549 mísseis balísticos, 29 mísseis de cruzeiro e 2.260 drones iranianos.

O secretário da Defesa dos Estados Unidos afirmou esta terça-feira que o cessar-fogo com o Irão se mantém em vigor, apesar dos recentes ataques atribuídos a Teerão contra alvos nos Emirados Árabes Unidos.

“O cessar-fogo não acabou”, disse Peter Hegseth, em conferência de imprensa, sublinhando que caberá ao Presidente norte-americano, Donald Trump, avaliar se uma eventual escalada configura uma violação do acordo.

O líder do Pentágono descreveu a operação “Projeto Liberdade”, lançada por Washington, como uma missão “defensiva e temporária”, destinada a proteger navios comerciais no golfo Pérsico face à “agressão iraniana”, aludindo ao bloqueio militar parcial de Teerão ao tráfego de navios mercantes no estreito de Ormuz.

Apesar dos esforços da mediação do Paquistão, Washington e Teerão não voltaram à mesa de negociações desde a primeira e única ronda negocial em 21 de abril.

Após o fracasso das conversações, Donald Trump ordenou um bloqueio naval aos portos iranianos numa tentativa de asfixiar a economia da República Islâmica.

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