A Presidência sul-coreana afirmou esta quinta-feira que continuará os esforços de paz, apesar da revisão constitucional da Coreia do Norte, que suprimiu todas as referências à reunificação da península dividida.
Os dois vizinhos continuam tecnicamente em guerra, uma vez que o conflito terminou em 1953 com um armistício e não com um tratado de paz. Na última versão da Constituição norte-coreana, a cláusula que referia que o país “luta para concretizar a unificação da pátria-mãe” já não aparece, indicou o documento partilhado pelo Ministério da Unificação da Coreia do Sul.
“Vamos examinar de forma aprofundada as questões relacionadas com a revisão da Constituição norte-coreana”, reagiu esta quinta-feira o gabinete do Presidente sul-coreano, Lee Jae Myung. “Com base nesse exame, o Governo continuará a promover a política de coexistência pacífica na península coreana”, realçou a Presidência.
A Constituição sul-coreana contém igualmente um compromisso a favor da unificação pacífica. Após a Presidência de Yoon Suk Yeol (2022—2025), defensor de uma linha dura em relação a Pyongyang, o atual líder sul-coreano, Lee Jae Myung, multiplicou apelos para retomar o diálogo e solicitou conversações com o Norte sem condições prévias.
Estas tentativas, até ao momento, têm falhado sistematicamente. Em fevereiro passado, o líder norte-coreano, Kim Jong-un, declarou que o seu país não tem “absolutamente nada a ver com a Coreia do Sul”, que classifica como “o inimigo mais hostil”. Recentemente, Kim descreveu os esforços de paz de Seul como “enganadores”.
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