Foi um discurso intenso. A antiga vice-Presidente dos Estados Unidos da América (EUA) Kamala Harris deixou várias críticas à guerra no Irão e à atuação do Presidente norte-americano: “Ele falou sobre obliterar [as armas nucleares iranianas] e depois ele diz outra coisa — isso é tudo uma treta”, atacou a antiga candidata às eleições presidenciais de 2024.
Num evento do Partido Democrata no estado do Nevada, Harris foi aplaudida quando usou a expressão bulls***: “Vocês fizeram-me fazer isso. Eu não ia dizer mais palavrões em público”. A antiga candidata assegurou que os “norte-americanos não queriam” a guerra do Irão, que nem sequer foi “autorizada” pelo Congresso. “Nunca deveria ter acontecido.”
Former Vice President Kamala Harris: "When you look at this war in Iran, which the American people do not want, which was not authorized by…should not have been initiated…he talked about obliterating…it's all just bullshit!" pic.twitter.com/RirBTgI9fs
— CSPAN (@cspan) May 8, 2026
“O que está a acontecer é que nós não estamos apenas a perder a nossa autoridade, nós estamos literalmente envolvidos e a gastar mil milhões de dólares”, afirmou, recordando o “aumento de preços da gasolina” e o facto de “milhares de pessoas estarem a sofrer”: “E para quê? Isso faz parte da forma como temos de compreender a profundidade da irresponsabilidade desta administração”.
A ex-vice-Presidente enfatizou que o conflito “não tem sentido” e aproveitou para atacar Donald Trump: “Eu não o vou chamar idiota. Ele é perigoso”. Na opinião de Kamala Harris, a atual administração norte-americana converteu os Estados Unidos num “aliado menos fiável para os seus amigos”, denunciando que o país “perdeu influência”.
Harris acredita que a “grande vencedora” da guerra no Irão é “a Rússia”, recordando que a administração Trump “levantou as sanções ao petróleo” russo. “Eles estão a fazer dinheiro ao vender o petróleo que de outra forma estariam proibidos de o fazer.”
Os Estados Unidos estão ainda, prosseguiu a democrata, a “enviar artilharia, munições e sistemas de defesa aéreas para a guerra no Irão” que poderia ter sido enviados para a Ucrânia. “As consequências” do conflito no Irão “são bastante sérias”, avisou.
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