A administração norte-americana anunciou esta quarta-feira a suspensão da exigência de cauções até 15 mil dólares (cerca de 12.800 euros) para adeptos estrangeiros com bilhete confirmado para o Campeonato do Mundo de futebol de 2026.

A decisão foi anunciada pelo Departamento de Estado norte-americano e aplica-se a adeptos abrangidos pelo sistema ‘FIFA Pass’, criado para acelerar o processamento de vistos para a competição, que arranca em 11 de junho e será organizada por Estados Unidos, Canadá e México.

“Os Estados Unidos estão entusiasmados por organizar o maior e melhor Campeonato do Mundo da história”, afirmou a secretária adjunta para os Assuntos Consulares, Mora Namdar, acrescentando que o país vai dispensar as cauções para adeptos qualificados que tenham adquirido bilhetes para jogos do torneio.

A medida representa uma flexibilização excecional das regras migratórias impostas pela administração norte-americana, que no último ano introduziu cauções entre cinco mil (aproximadamente 4.200 euros) e 15 mil dólares para viajantes de países considerados de maior risco em matéria de permanência ilegal ou segurança.

Entre os 50 países abrangidos pelas exigências de caução encontram-se Argélia, Cabo Verde, Costa do Marfim, Senegal e Tunísia, cujas seleções estão qualificadas para o Mundial2026.

A política migratória dos Estados Unidos tem sido alvo de críticas de organizações de direitos humanos e entidades ligadas ao turismo, que alertam para dificuldades no acesso de adeptos estrangeiros ao torneio.

A Amnistia Internacional e várias associações norte-americanas emitiram recentemente um aviso dirigido a viajantes internacionais, enquanto o setor hoteleiro alertou para o impacto das restrições na procura ligada ao Mundial.

A 23.ª edição do Campeonato do Mundo realiza-se de 11 de junho a 19 de julho e conta pela primeira vez com 48 seleções, incluindo Portugal, numa inédita organização tripartida entre Canadá, México e Estados Unidos.

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