O FBI está a oferecer uma recompensa de 200 mil dólares (cerca de 170 mil euros) por informações que levem à captura de Monica Witt, ex-militar da Força Aérea e antiga agente de contraespionagem, acusada por um tribunal federal em 2019 de transmitir informações “ultrassecretas” de defesa nacional ao regime iraniano. Em comunicado, a agência de investigação dos Estados Unidos disse acreditar que Witt desertou para o Irão em 2013.

“O FBI não se esqueceu e acredita que, neste momento crítico da história do Irão, há alguém que sabe alguma coisa sobre o paradeiro dela”, afirmou Daniel Wierzbicki, agente especial responsável pela Divisão de Contraespionagem e Cibernética do Gabinete de Campo do FBI em Washington, em comunicado. “O FBI quer ouvi-lo para que nos possa ajudar a prender Witt e levá-la à justiça”, pode ainda ler-se.

A antiga agente especial do Gabinete de Investigações Especiais da Força Aérea, Witt terá servido nas forças armadas entre entre 1997 e 2008, tendo depois sido contratada pelo Governo norte-americano como funcionária pública. Segundo a CNN, entre 2003 e 2008 participou em missões de espionagem no Médio Oriente. “O seu serviço militar e o seu emprego como funcionária proporcionaram-lhe acesso a informações secretas e ultrassecretas relacionadas com informações estrangeira e a operações de segurança interna, incluindo os nomes verdadeiros de pessoal infiltrado”, revela o FBI.

Em 2019, a ex-militar foi acusada por um tribunal federal do Distrito de Columbia de ter sido alvo de recrutamento por parte do regime iraniano, fornecendo “documentos e informações relacionados com a defesa nacional dos Estados Unidos, com a intenção e a razão para acreditar que os mesmos seriam utilizados em prejuízo do país e em benefício do Irão”, segundo a agência de investigação dos Estados Unidos.

O então Procurador-Geral Adjunto, John Demers, afirmou acreditar que, após ter desertado para o Irão em 2013, Monica Witt terá revelado a existência de um “programa de recolha de informações altamente sigiloso” e a identidade de um oficial dos serviços de informação dos EUA, “colocando em risco a vida desse indivíduo”, relata a CNN.

Após a sua deserção, de acordo com os procuradores , funcionários do Governo iraniano terão fornecido a Witt “bens e serviços, incluindo alojamento e equipamento informático”, com o objetivo de facilitar a sua atuação. Não é claro se a arguida dispõe de representação legal nos Estados Unidos.

A acusação acusa ainda quatro iranianos de conspiração, tentativa de pirataria informática e roubo de identidade qualificado, segundo a emissora norte-americana.

[Renato Seabra matou Carlos Castro, isso ninguém contesta. A pergunta a que os jurados têm de responder é outra: o jovem modelo português pode ou não ser responsabilizado pelo crime? Sentiu raiva ou estava mentalmente perturbado? Ouça o sexto e último episódio de “Os ficheiros do caso Carlos Castro”, o Podcast Plus do Observador narrado pela atriz Joana Santos, com banda sonora original de Júlio Resende. Pode ouvir aqui, no site do Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E pode ouvir também aqui o primeiro episódio, aqui o segundo, aqui o terceiro episódio, aqui o quarto episódio e aqui o quinto episódio]