1245,3kWh poupados 1245,3 kWh poupados com a
i

A opção Dark Mode permite-lhe poupar até 30% de bateria.

Reduza a sua pegada ecológica.
Saiba mais

Angola decreta luto nacional sexta-feira em homenagem às vítimas dos conflitos políticos

A bandeira nacional angolana vai ser colocada a meia haste e serão cancelados todos os espetáculos e manifestações públicas no território nacional, bem como nas missões diplomáticas.

O Presidente de Angola, João Lourenço, discursa durante a cerimónia de Abertura do Ano Judicial, no Complexo Protocolar da Presidência da República, em Luanda, Angola, 03 de março de 2026. AMPE ROGÉRIO/LUSA
i

▲Há dois anos, João Lourenço criou a Comissão para uma Implementação do Plano de Reconciliação em Memória das Vítimas

AMPE ROGÉRIO/LUSA

▲Há dois anos, João Lourenço criou a Comissão para uma Implementação do Plano de Reconciliação em Memória das Vítimas

AMPE ROGÉRIO/LUSA

O Presidente angolano, João Lourenço, decretou luto nacional para sexta-feira, 22 de maio, em homenagem às vítimas dos conflitos políticos ocorridos em Angola entre novembro de 1975 e abril de 2002, segundo um decreto presidencial.

O decreto, divulgado na página do Facebook da presidência angolana, determina que na sexta-feira a bandeira nacional seja colocada a meia haste e sejam cancelados todos os espetáculos e manifestações públicas em todo o território nacional, bem como nas missões diplomáticas e consulares angolanas.

O luto tem a duração de um dia, das 00h00 às 23h59. O diploma invoca “a necessidade de honrar a memória de todos os cidadãos angolanos que perderam a vida em consequência dos conflitos políticos que assolaram o País” e o “sofrimento coletivo vivido pelo povo angolano”, reafirmando “os valores da paz, reconciliação nacional e unidade entre todos os angolanos”.

O período coberto pelo decreto abrange a longa guerra civil angolana, de quase trinta anos, que opôs o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) à União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) e no qual terão morrido entre 500.000 a um milhão de pessoas.

A guerra começou logo após Angola se tornar independente de Portugal, em novembro de 1975, numa luta de poder entre os dois ex-movimentos de guerrilha anticolonial que se tornou também palco de disputa entre potências rivais da Guerra Fria — União Soviética, Cuba, África do Sul e Estados Unidos da América.

A esperança de paz renasceu em 1991 com a assinatura do Acordo de Bicesse, mas depois das eleições terem dado a vitória ao MPLA, o confronto armado regressou. Os combates só terminariam em 2002 com a morte do líder da UNITA, Jonas Savimbi.

O Acordo de Paz foi assinado a 4 de abril de 2002 em Luena (província do Moxico). O luto nacional é decretado na véspera do 49.º aniversário do chamado “27 de Maio” — data em que, em 1977, uma alegada tentativa de golpe de Estado, supostamente liderada por Nito Alves, foi violentamente reprimida pelo Governo de Agostinho Neto, com a ajuda das tropas cubanas então presentes em Angola.

A Amnistia Internacional estima que pelo menos 30.000 pessoas foram assassinadas na repressão que tocou quase todas as famílias angolanas. Há dois anos, o Presidente João Lourenço criou a Comissão para a Implementação do Plano de Reconciliação em Memória das Vítimas, com a missão de elaborar um plano geral de homenagem às vítimas dos conflitos políticos desde a independência nacional, a 11 de novembro de 1975, até à assinatura dos Acordos de Paz de Luena, a 4 de abril de 2002.

Ofereça este artigo a um amigo

Enquanto assinante, tem para partilhar este mês.

A enviar artigo...

Artigo oferecido com sucesso

Ainda tem para partilhar este mês.

O seu amigo vai receber, nos próximos minutos, um e-mail com uma ligação para ler este artigo gratuitamente.

O seu plano não inclui a oferta de artigos

Para poder oferecer artigos aos seus amigos, faça upgrade para um plano de subscrição superior.

Ofereça até artigos por mês ao ser assinante do Observador

Partilhe os seus artigos preferidos com os seus amigos.
Quem recebe só precisa de iniciar a sessão na conta Observador e poderá ler o artigo, mesmo que não seja assinante.

Este artigo foi-lhe oferecido pelo nosso assinante . Assine o Observador hoje, e tenha acesso ilimitado a todo o nosso conteúdo. Veja aqui as suas opções.

Atingiu o limite de artigos que pode oferecer

Já ofereceu artigos este mês.
A partir de 1 de poderá oferecer mais artigos aos seus amigos.

Aconteceu um erro

Por favor tente mais tarde.

Atenção

Para ler este artigo grátis, registe-se gratuitamente no Observador com o mesmo email com o qual recebeu esta oferta.

Caso já tenha uma conta, faça login aqui.