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A Coreia do Norte não tenciona abandonar o seu “estatuto de potência nuclear” e irá continuar a “reforçar o arsenal atómico“, afirmou Kim Yo-jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong-Un, numa mensagem divulgada pela agência estatal KCNA.

“O nosso estatuto de potência nuclear é absolutamente inegociável. Não toleraremos qualquer ameaça”, reiterou Yo-jong, considerada a mulher mais influente do país.

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Esta mensagem, de acordo com a imprensa internacional, é uma resposta a um comunicado da Casa Branca divulgado após o encontro entre os Presidentes chinês, Xi Jinping, e norte-americano, Donald Trump, no qual Washington afirmou que os dois líderes tinham “reafirmado o objetivo comum da desnuclearização da Coreia do Norte”.

Kim Yo-jong rejeitou as alegações dos EUA, classificando as afirmações como “falsas” e afirmando que Pyongyang dispõe de informação mais rigorosa sobre o assunto.

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Segundo a norte-coreana, a política de reforço contínuo da capacidade de dissuasão nuclear do país, definida por Kim Jong-Un, constitui uma decisão “final e irreversível” que deve ser realizada sem exceções. Kim Yo Jong acrescentou, ainda, que alguns políticos norte-americanos continuam presos ao que descreveu como um “sonho anacrónico” de desnuclearização da Coreia do Norte.

Pyongyang declarou o seu estatuto nuclear “irreversível” em 2022 e consagrou-o na Constituição no ano seguinte.

As declarações da irmã do líder da Coreia do Norte surgiram antes da visita do Presidente chinês ao país, marcada para esta segunda-feira. Trata-se da primeira deslocação de Xi Jinping a Pyongyang em quase sete anos e acontece numa altura em que os dois países procuram reforçar laços.

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