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O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou esta quarta-feira ter obtido “importantes promessas” de apoio adicional à guerra do país contra a Rússia por parte dos líderes mundiais presentes na cimeira do G7.
Os líderes das principais economias industriais do mundo prometeram reforçar as defesas aéreas da Ucrânia e garantir o seu fornecimento de energia, além de intensificar a pressão económica internacional sobre Moscovo.
The G7 Summit in France delivered important results for Ukraine. Most importantly, we agreed on additional strengthening of Ukraine’s air defense. There will be new steps to put pressure on Russia over its war – pressure for the sake of peace. Our partners will ensure support for… pic.twitter.com/QhKnciR4T7
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) June 17, 2026
“A cimeira do G7 em França trouxe resultados importantes para a Ucrânia. O mais importante é que foi acordado o reforço adicional da defesa aérea ucraniana”, disse Zelensky, que participou esta quarta-feira no encontro.
“Os nossos parceiros vão garantir o apoio da nossa defesa e resiliência energética”, referiu, acrescentando que também serão impostas novas sanções à Rússia.
Desde o início da invasão russa à Ucrânia, em fevereiro de 2022, o líder ucraniano tem-se dedicado a tentar garantir apoio internacional ao seu país e a isolar diplomaticamente o Presidente russo, Vladimir Putin.
A guerra com o Irão afastou Washington do esforço, em grande parte infrutífero, que levou a cabo durante um ano para interromper os combates na Ucrânia, mas os líderes dos sete membros do G7 — Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido (UE está também representada) — manifestaram o seu apoio numa declaração conjunta publicada durante a noite de quarta-feira.
“Elogiamos a Ucrânia pela sua resiliência e progresso no campo de batalha nos últimos meses e sublinhamos que há agora um novo ímpeto” na resistência de Kiev, afirmaram em comunicado.
O desempenho da Ucrânia no campo de batalha contra o exército russo, em maior número, tem melhorado nos últimos meses devido, sobretudo, produção de drones de alta tecnologia, mas Kiev queixa-se de ter poucos mísseis de defesa aérea “Patriot”.
De fabrico norte-americano, as provisões destes mísseis estão a esgotar-se no conflito no Médio Oriente, o que deixa a Ucrânia mais vulnerável aos mísseis balísticos que a Rússia utiliza na sua campanha de bombardeamentos estratégicos.
Na declaração divulgada pelo G7, os líderes prometem também dar à Ucrânia mais capacidades de defesa aérea, sem especificar o tipo de armamento nem responder diretamente ao pedido de Kiev para fabricar mísseis ‘Patriot’ por conta própria.
Zelensky deverá também participar numa cimeira da União Europeia, agendada para quinta-feira em Bruxelas.
Na segunda-feira, a Ucrânia iniciou oficialmente as negociações de adesão à UE, dando início a um processo que pode demorar anos, mesmo enquanto luta contra a Rússia.