A versão mais pequena, mais leve e mais acessível do Classe G, o SUV mais robusto da Mercedes, é uma necessidade para o construtor germânico, que continua a reforçar a sua gama, tanto com modelos topo de gama como com veículos mais pequenos e acessíveis, alargando a base de clientes. Mas apesar das dimensões mais reduzidas e de mecânicas menos possantes, essenciais para reduzir os custos de produção, o baby G vai continuar a respeitar a tradição e as formas do célebre SUV da marca alemã, que nasceu como veículo militar e cujas robustez e capacidade fora-de-estrada ainda mantém, mas reforçadas com doses maciças de luxo.
De acordo com a publicação alemã Automobilwoche, a Mercedes vai fazer coincidir a revelação do baby G com o anúncio da reestruturação da fábrica que possui na Hungria, que está em vias de se tornar uma das maiores do construtor, aumentando o número de empregados de 3000 para 7500 e duplicando a capacidade de produção para cerca de 400.000 unidades/ano.
Mercedes lançará em 2026 o Baby Classe G. Será eléctrico mas não só
É possível que alguns clientes, especialmente os alemães, não vejam com bons olhos os Mercedes serem fabricados fora do país. Mas a realidade é que o Classe G nunca foi produzido na Alemanha, mas sim em Graz, na Áustria, fruto de uma parceria com a Magna Steyr, desde o lançamento da primeira geração, em 1979. Acresce que as vantagens da fabricação na Hungria são um poderoso argumento, pois a fábrica de Kecskemét tem vindo a expandir-se e a afirmar-se como um trunfo industrial na produção massiva de compactos, permitindo por um lado propor modelos mais acessíveis e, por outro, incrementando as margens de lucro do construtor alemão.
O anúncio do reforço da fábrica e a revelação do baby G estão agendados para 13 de Julho, com o pequeno SUV a começar a chegar aos clientes no início de 2027. E, como já avançámos aqui, a estratégia de oferecer o baby G exclusivamente em versão eléctrica alimentada por baterias foi abandonada, com a Mercedes a ter optado por disponibilizar também mecânicas híbridas a gasolina, apoiando-se no quatro cilindros a gasolina de origem Renault que, segundo a imprensa germânica, deverá anunciar uma potência total de aproximadamente 210 cv e deverá ser utilizado para motorizar as versões mais acessíveis e com apenas tracção traseira.
Mas é provável que uma das mais desejadas versões do baby G seja a eléctrica, que deverá contar com dois motores para assegurar tracção integral e usufruir de sistemas de controlo de tracção adaptados ao TT para ser capaz de um desempenho em fora-de-estrada ao nível dos pergaminhos do Classe G da Mercedes. Segundo o que tem transpirado para a imprensa, as mecânicas a utilizar pela versão eléctrica não andarão longe das colocadas à disposição do novo CLA, dos dois motores a totalizar 354 cv, à bateria do tipo NMC com 85 kWh, que garante uma autonomia ligeiramente superior a 700 km. Da fábriga húngara já saem igualmente o GLB, o Classe A e o CLA.