A comunidade nepalesa de Coimbra promove, na tarde de sábado, uma vigília em memória das vítimas das cheias de 26 de agosto, catástrofe natural que provocou mais de 1.300 mortes e para cima de 5.000 desaparecidos.

Em nota enviada à agência Lusa, a “Nepal Cultural Community Coimbra” anunciou a realização de “uma pequena cerimónia de acendimento de velas, em memória das vítimas e em solidariedade com todas as famílias que estão a atravessar este momento de dor”.

A iniciativa está agendada para as 15h30 de sábado, em frente à igreja de Santa Cruz, na Praça 8 de Maio, no centro da cidade de Coimbra.

É justificada, assinalaram os promotores, “perante a trágica catástrofe natural que atingiu o Nepal, deixando pessoas falecidas, desaparecidas e muitas famílias profundamente afetadas”.

“Convidamos, com todo o respeito e carinho, os jornalistas e profissionais de comunicação locais a estarem presentes. A vossa presença dará ainda mais significado, dignidade e força a este momento de solidariedade da comunidade nepalesa em Coimbra”, acrescenta o comunicado.

Adianta que no atual momento de dor, a comunidade nepalesa pretende simplesmente juntar-se, “lembrar as vidas perdidas e transmitir uma mensagem de esperança e solidariedade ao Nepal”.

O número de mortos nas devastadoras cheias de 26 de agosto, que atingiram a região fronteiriça entre o Nepal e o Tibete, foi esta sexta-feira novamente atualizado pelas autoridades, registando-se pelo menos 1.295 mortes e 4.898 desaparecidos no lado nepalês e 31 mortes e 531 desaparecidos no lado chinês.