Arrancar a ganhar
O campeonato começa na Luz, quando agosto ainda vai a meio. O Paços de Ferreira é o primeiro a bater à porta do campeão, a entrar e a de lá sair com uma derrota. Os golos são de Maxi Pereira e Salvio, os cilindros uruguaio e argentino que dão potência à direita do ataque.
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A primeira vitória além Luz. E o primeiro azar
À segunda jornada calha ao Benfica ser a primeira equipa a experimentar o que é jogar em relva sintética. Os encarnados vão ao Bessa e só uma bomba de Eliseu resolveu o assunto (1-0). Pelo meio, o azar junta-se à festa sem pedir autorização: o joelho volta a tramar Rúben Amorim e o médio só volta a jogar em fevereiro.
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Um clássico para empatar as coisas
A Luz recebe um dérbi logo à terceira jornada, que Nico Gaitán faz com que comece bem. Mas, ainda na primeira parte, os pés de Artur traem a equipa e inventam a bandeja a que dá um golo a Islam Slimani. O Benfica empata com o Sporting e perde os primeiros pontos no campeonato. Apenas perderia mais 13, mas já lá vamos.
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Alô Talisca
Ainda ninguém sabia bem para onde tinha vindo Anderson Talisca: se para jogar ao meio, fazer de trinco ou de “oito”, jogar a extremo ou atrás de um avançado. Foi aí, nessa posição, que à quarta jornada foi a Setúbal marcar três golos e ajudar o Benfica a conseguir a primeira goleada (5-0) da temporada.
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Liderança, aqui está ela
Um 3-1 em casa frente ao Moreirense dá a vitória que senta os encarnados no primeiro lugar da liga. Foi na quinta jornada Benfica não mais voltaria a levantar-se dessa cadeira. A equipa minhota até dá boa réplica, mas a equipa de Jorge Jesus é melhor e resolve o assunto — e fá-lo, pela primeira vez no campeonato, com um golo de um avançado. Neste caso, Lima. Mais: este foi o primeiro jogo de Júlio César pelo Benfica.
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Coisa só uma vez vista: sofrer dois golos
Acontece à sexta jornada: os encarnados entram no autocarro, vão até ao Estoril, sobem ao relvado do Estádio António Coimbra da Mota, jogam e, hora e meia depois, acabam com dois golos sofridos. Os canarinhos da Linha são a única equipa que consegue marcar duas vezes na baliza do Benfica, mas Anderson Talisca e Lima conseguem dar a vitória (3-1) à equipa.
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Olha quem é ele
Jesus bem o avisara: Jonas chegara atrasado, com forma a menos e teria de se habituar ao andamento da equipa. Demorou até 5 de outubro a fazê-lo. À sétima jornada, o brasileiro entrou em campo ao intervalo e foi a tempo de marcar um golo ao Arouca (4-0). Era um prenúncio do que aí vinha.
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O Braga que começou a ser maldito
O clube da Luz até entra bem nos ares de Braga e Anderson Talisca marca logo ao segundo minuto. Mas depois, além dos bracarenses carregarem no acelerador e pressionarem os encarnados até mais não, aconteceu o que tantas vezes se vira com Jorge Jesus: o Benfica não soube guardar uma vantagem. E assim apareceu a primeira de três derrotas no campeonato (2-1).
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Reagir com um dominó de vitórias
O Benfica volta à Luz para vencer o Rio Ave (1-0) com outro golo de Talisca — o brasileiro apenas voltaria a marcar quase dois meses e meio depois. Esta foi a primeira de nove vitórias consecutivas dos encarnados no campeonato.
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A exceção no meio de nove jogos
O Benfica, já se sabe, partiu para uma série de nove jogos seguidos a ganhar. Pelo meio, só um rapaz, Edgar Abreu, conseguiu fazer uma coisa: marcar um golo aos encarnados. O médio do Nacional da Madeira, então com 20 anos, conseguiu fazê-lo logo no primeiro minuto do jogo no Funchal. Os encarnados dariam a volta com a ajuda de Jonas, que marcou o segundo golo na liga.
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Nove anos depois, um Dragão encarnado
No meio desta série de vitórias houve uma visita ao Estádio do Dragão. E que visita. A equipa esteve mais encolhida que o habitual, sim, mas saiu do Porto com uma vitória (2-0) e dois golos marcados por Lima. Tal e qual Nuno Gomes fizera em 2005, no último clássico que os encarnados tinham vencido no reduto dos dragões. Este seria também o derradeiro jogo que Enzo Pérez faria pelo Benfica, na liga, antes de rumar ao Valência.
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Demonstração de força
O Vitória de Guimarães não era um candidato ao título. Certo. Estava a nove pontos do Benfica, no terceiro lugar. Certo. Mas também não é errado dizer que, à 15.º jornada, os vimaranenses ainda eram uma equipa que surpreendia. Mas quando, a 10 de janeiro, foram à Luz, quase nada fizeram: os encarnados uniram-se para fazerem um dos melhores jogos da temporada (3-0) e não deixaram os minhotos respirar.
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O segundo susto
Já todos sabiam que, com Paulo Fonseca a tomar conta do Paços de Ferreira, a equipa era um móvel duro de roer contra os grandes. E foi lá que, à 18.ª jornada, com pouco menos de metade do campeonato por jogar, o Benfica sofreu a segunda derrota. Tal como em Braga, os encarnados marcaram primeiro e deixaram que o adversário remontasse. Mas tiveram sorte: o FC Porto também perdeu e ninguém mexeu nos seis pontos que separavam os rivais na classificação.
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Bendito Jardel
Há sete anos que o Sporting não passava uma época sem perder com o Benfica para o campeonato. E em parte os encarnados ficaram a dever um “obrigado” a Jardel, muitas vezes o “patinho feio” da defesa que, no último minuto do clássico, em Alvalade, foi à área marcar o golo do empate. O FC Porto passou a estar a quatro pontos, e não a três, graças ao central brasileiro.
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Jonas e uma goleada à antiga
Feito o empate com o Sporting, os encarnados voltam a embalar numa série de vitórias. Desta vez ficam-se pelas cinco, mas pelo meio desencantam uma goleada à antiga e recebem o Estoril na Luz com um 6-0. O jogo deu a Jonas o primeiro de quatro ‘bis’ no campeonato.
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A terceira reviravolta contra
Há histórias que se repetem e esta é uma delas. O Benfica vai a Vila do Conde e, pela terceira vez, acaba por perder fora de casa um jogo que começou a ganhar. Salvio marcou primeiro para os encarnados, mas o Rio Ave, por Ukra e Del Valle, marcaria depois. Uma vez mais os dragões não aproveitaram tudo o que podiam, porque na mesma jornada só conseguiram empatar com o Nacional da Madeira. E passaram a estar separados por três pontos.
Mais uma mão cheia de golos e um regresso
A derrota em Vila do Conde ligou um alarme. Os dragões já só estavam a três pontos e essa vantagem tinha que durar até ao clássico na Luz. Havia três partidas por jogar e até lá os encarnados venceram todas. Uma delas, contra a Académica, terminou num 5-1 que, além do “bis” de Jonas, foi especial por causa disto: 366 dias depois, Ljubomir Fejsa voltou a jogar e marcou um golo.
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O clássico que garantiu a independência
Uma hora e meia para tudo decidir. A quatro jornadas do fim, o Benfica recebeu o FC Porto sabendo que um empate lhe bastava — ou até uma derrota, se fosse por menos de dois golos — para ficar só dependente de si para ser campeão. O jogo foi intenso, sim, mas cheio de cautela e hesitações no ataque. Ninguém tocou no marcador (0-0) e os encarnados ficaram com uma certeza: passavam a faltar três vitórias para serem campeões.
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A guerra do palavreado
O clássico na Luz não terminou sem que Julen Lopetegui, alegadamente, tenha refilado com Jorge Jesus por, antes, o treinador do Benfica se ter enganado a dizer o apelido do técnico portista. Houve picardia e, na semana seguinte, ambos foram trocando palavras em conferências de imprensa. O campeonato, sobretudo a partir daqui, também começou a ser jogado fora do campo.
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A segunda goleada mais gorda
Quando a equipa mais precisa, eis outra vitória de barriga cheia. O Benfica vai a Barcelos e, mesmo ficando outra vez sem Nico Gaitán, que sai lesionado, ganha por 5-0 ao penúltimo classificado. Jesus, do nada, aposta no sérvio Sulejmani a titular e a coisa corre bem. Passam a faltar duas vitórias para os encarnados chegarem ao bicampeonato.
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Agora sim, título à vista
À goleada ao penúltimo segue-se outra aplicada ao último classificado. O Penafiel vai à Luz jogar pela vida na primeira liga, mas acaba derrotado (4-0) e despromovido. Lima marca dois golos, Jonas um, e os dois seguem colados na perseguição a Jackson Martínez na corrida dos goleadores. Fica a faltar uma vitória para o título e já só se veem sorrisos nas caras dos jogadores.
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Um empate bastou
O Benfica chega a Guimarães e, se vencer, é campeão. Ou então se fizer o mesmo resultado que o FC Porto conseguir no Restelo, contra o Belenenses. É o que acontece: os azuis empatam (1-1) com os dragões e, por isso, o 0-0 dos encarnados contra o Vitória é suficiente. O clube da Luz pode festejar logo na cidade berço e, a uma jornada do fim, garante o título.
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A festa na Luz e o triz que faltou a Jonas
O Benfica já sabia que o Estádio da Luz estava à espera para celebrar o título na última jornada. À festa juntou-se uma vitória por 4-1, num jogo em que a equipa só se preocupou com uma coisa: jogar para Lima e Jonas. Acabou a fazê-lo mais para o segundo, que marcou dois golos (como Lima), mas não conseguiu marcar um terceiro, que o teria tornado no melhor marcador do campeonato.
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