Índice

    Índice

Depois de anunciar um período de reflexão na sequência da derrota na Madeira frente ao Marítimo, que levou à saída de Bruno Lage, Luís Filipe Vieira anunciou num encontro interno entre órgãos sociais que seria recandidato a um sexto mandato. Estávamos então a 7 de julho. Até 30 de setembro, quando anunciou oficialmente esse avanço numa unidade hoteleira de Lisboa, assinou um editorial da newsletter onde se regozijou com o plantel construído para a nova temporada (antes de ser eliminado da Champions); teve João Gabriel e António Cunha Vaz, porta-voz da candidatura e pessoal, a falarem em conferência para esclarecer uma série de notícias vindas a público na altura da acusação da Operação Lex e de outros casos; e enviou um comunicado onde anunciava a saída de António Costa e Fernando Medina da Comissão de Honra após uma “campanha difamatória”. Pouco mais. Nesse dia, começou o discurso com uma frase que acabou por marcar o resto da campanha: a data de saída estava marcada.

Tenho 71 anos, a quarta classe, não falo inglês, tenho orgulho neste trabalho realizado nestes últimos 17 anos e estou aqui para anunciar a minha recandidatura a presidente do Benfica mas que será o meu último mandato”, atirou, num discurso que terminou em lágrimas quando recordou o pai.

“Esta candidatura tem um passado, tem uma história e mas sobretudo tem um futuro. É só por isso que aqui estou. Nos próximos quatro anos continuaremos a crescer e serão quatro anos em que o foco será a vertente desportiva. Será a base para superarmos nesta década e o que fizemos foi extraordinário. Foi a melhor década de sempre nas modalidades, no capítulo financeiro e a segunda no futebol. Uma década em que reforçamos o nosso prestígio internacional e nos afirmamos como um dos maiores clubes do Mundo. Uma década com contas positivas em sete anos. Quero que o Benfica supere isso na próxima década”, projetou, “esvaziando” uma das críticas que lhe eram apontadas a propósito do peso excessivo da questão financeira em relação às ambições desportivas.

“Não podemos passar os próximos 30 dias a deitar abaixo e a desvalorizar o que foi feito. Só criticam, só sabem destruir. Criticam as compras, as vendas, o equipamento, a falta de transparência, a BTV, o voto eletrónico, as contas… Criticam, criticam, criticam… Não pode ser. Estas críticas não atingem só o presidente do Benfica mas também atingem o Benfica. Não posso admitir isso. A nossa história é uma história de carácter, de superação, de sucesso, não admite hipocrisias e falsidades. Somos o clube mais saudável em termos financeiros e mais preparado para o futuro. As contas do Benfica são auditadas anualmente, com relatórios detalhados e públicos, pelo que não percebo as críticas de outros candidatos. Estou disponível a acolher um elemento de cada uma das outras listas no Conselho Fiscal para verem a transparência das contas”, acrescentou, como que prevendo aquilo que se passaria no mês seguinte. E que, no caso de Vieira, foi dividido em duas grandes fases.

Este artigo é exclusivo para os nossos assinantes: assine agora e beneficie de leitura ilimitada e outras vantagens. Caso já seja assinante inicie aqui a sua sessão. Se pensa que esta mensagem está em erro, contacte o nosso apoio a cliente.