A final do Euro 2004 foi há 15 anos: onde estão e o que fazem os 23 convocados de Scolari? /premium

04 Julho 2019257

Há 15 anos, a 4 de julho de 2004, Portugal perdeu com a Grécia na final do Europeu. Entre Rui Costa e Figo mas também Nuno Valente e Fernando Couto, onde estão os 23 convocados de Luiz Felipe Scolari?

4 de julho de 2004. Há precisamente 15 anos, Portugal perdia no Estádio da Luz com um golo solitário de Charisteas e deixava escapar para a Grécia o primeiro título internacional da Seleção Nacional. A mágoa, principalmente a mágoa de perder o troféu em casa, foi amenizada com a conquista do Euro 2016, face à anfitriã seleção francesa, mas não desapareceu. Foi um Europeu praticamente perfeito de Portugal, entre vitórias impostas a Espanha, Inglaterra e Holanda, entre eliminatórias alucinantes e decisões nas grandes penalidades — a derrota no último dia, há 15 anos, manchou uma das páginas mais bonitas da história da seleção portuguesa.

Em 2004, há 15 anos, Luiz Felipe Scolari convocou 23 jogadores, entre veteranos e habitués e novidades promissoras. Desses 23, só dois permanecem no ativo: Cristiano Ronaldo e José Moreira. Desses 23, e retirando das contas os dois já citados, Quim foi o último a terminar a carreira. E desses 23, quase nenhuns estão totalmente afastados do futebol. Recordamos onde estão e o que fazem os 23 jogadores convocados por Scolari para o Campeonato da Europa 2004, realizado em Portugal.

Ricardo, guarda-redes

É uma das figuras — talvez até a figura — do Campeonato da Europa realizado em Portugal naquele verão de 2004. Tinha acabado de encerrar a primeira temporada ao serviço do Sporting, depois de oito anos no Boavista, e ficaria por Alvalade, enquanto guarda-redes titular, nos três anos seguintes. Saiu para o Betis em 2007, já com 31 anos, e representou o clube de Sevilha durante três épocas. Experimentou o futebol inglês apenas durante um ano, em 2010/11 e ao serviço do Leicester, e voltou depois a Portugal para jogar pelo V. Setúbal: esteve um ano nos sadinos e terminou a carreira em 2015 após três temporadas a defender as redes do Olhanense.

Atualmente, com 43 anos, é comentador televisivo e uma cara familiar sempre que se fala de futebol na televisão. Ficou inequivocamente ligado ao Euro 2004 depois do jogo dos quartos de final, contra a Inglaterra, onde defendeu uma grande penalidade sem luvas e depois marcou o penálti decisivo e que garantiu a Portugal a passagem à fase seguinte — mas também pelo lance do golo da final, marcado por Charisteas e que tirou o título à Seleção Nacional, em que foi criticado por ter saído mal à bola.

Quim, guarda-redes

Foi o último, retirando Cristiano Ronaldo e José Moreira da equação, a terminar a carreira. Na altura, em 2004, o guarda-redes tinha acabado de se despedir do Sp. Braga, que representava desde os 14 anos, e estava de malas feitas para o Benfica. Ficou na Luz durante seis temporadas e em 2010, já com 35 anos, decidiu regressar ao Minho e aos bracarenses. Nesse segundo período, esteve em Braga durante três épocas e em 2013 foi contratado pelo Desp. Aves, que na altura jogava na Segunda Liga — a transferência parecia ser uma espécie de última aventura mas acabou por revelar-se um dos períodos mais bonitos da carreira de Quim.

O guarda-redes assumiu o papel de autêntico líder da equipa da Vila das Aves e fez parte do conjunto que garantiu a subida à Primeira Liga em 2017, a quarta vez que os avenses conseguiram a presença no principal escalão do futebol português. Na primeira temporada de regresso à alta roda do futebol, o Desp. Aves conquistou a Taça de Portugal ao vencer o Sporting na final do Jamor — num jogo envolto em muito mediatismo, já que se realizou menos de uma semana depois de os jogadores leoninos terem sido atacados em Alcochete — e ganhou o primeiro troféu da história do clube.

Essa final foi também o último jogo da carreira de Quim, que se despediu dos relvados e das balizas mas permanece ligado ao futebol. Depois de ter sido diretor para as Relações Internacionais do Desp. Aves na temporada passada, o antigo capitão dos avenses foi esta semana confirmado como o novo treinador de guarda-redes da equipa orientada por Augusto Inácio.

Moreira, guarda-redes

É, a par de Cristiano Ronaldo, o único que permanece no ativo. Atualmente com 37 anos, defende ainda as redes do Cova da Piedade, que ficou no 13.º lugar da Segunda Liga na temporada passada. Mas na altura, no verão de 2004, José Moreira era o jovem e promissor guarda-redes do Benfica que tinha sido titular em praticamente todas as partidas dos encarnados. A história mudou com o passar dos anos e o guardião português foi perdendo espaço para outros guarda-redes, tornando-se pouco ou nada utilizado nos anos seguintes: acabou por sair em 2011, depois de 12 anos na Luz, para se juntar aos ingleses do Swansea.

Ficou em Inglaterra apenas uma temporada, só jogou uma vez e rumou ao Omonia do Chipre. Voltou a jogar de forma regular, ficou no clube cipriota durante três épocas e só voltou a Portugal em 2015, para se juntar ao Olhanense. Depois de dois anos com os algarvios e mais dois no Estoril, Moreira assinou pelo Cova da Piedade e é atualmente o guarda-redes titular do conjunto de Almada.

Paulo Ferreira, defesa

No verão de 2004, Paulo Ferreira — em conjunto com outros jogadores da Seleção Nacional — era o lateral direito titular da equipa que tinha acabado de se tornar campeã da Europa. O jogador português venceu a Liga dos Campeões com o FC Porto e chegou ao Euro 2004 enquanto escolha óbvia de Scolari para a direita da defesa portuguesa. O lateral saiu precisamente nesse ano para o Chelsea, novamente em conjunto com outros jogadores dos dragões que também estiveram no Europeu, e não voltou a sair de Inglaterra, de Londres e de Stamford Bridge.

Paulo Ferreira ficou no Chelsea durante nove temporadas, até 2013 e até terminar a carreira, e tornou-se um autêntico símbolo dos blues. Em Londres, foi três vezes campeão inglês, ganhou quatro Taças de Inglaterra e voltou a conquistar tanto a Liga dos Campeões como a Liga Europa. Fez parte de uma geração histórica do Chelsea que muito ficou a dever a Mourinho e ao contingente português que se mudou com o treinador em 2004 e a transição de jogador para embaixador e colaborador do departamento de scouting do clube inglês, funções que desempenha atualmente, foi feita com naturalidade e mérito.

Miguel, defesa

O bad boy da Seleção Nacional estava em 2004 no Benfica, onde era normalmente titular, mas com Portugal era suplente de Paulo Ferreira. O lateral direito, que tinha chegado à Luz em 2000 depois de se estrear enquanto profissional no Estrela da Amadora — e de até ter realizado parte da formação no Sporting –, saiu para o Valencia no verão seguinte ao Europeu, em 2005. Esteve sete anos em Espanha, entre escândalos e polémica mas com uma utilização muito regular, e saiu em 2012 quando o contrato acabou, o Valencia não quis renovar e nenhum clube o resgatou.

Chegou a treinar com o Sindicato dos Jogadores Profissionais, ao lado de outros atletas desempregados, mas não voltou a representar qualquer outro clube e terminou mesmo a carreira. Atualmente, com 39 anos, faz raríssimas aparições públicas mas está ligado a um projeto de uma academia de futebol e também realiza alguns trabalhos enquanto agente de jogadores.

Rui Jorge, defesa

Quando foi convocado para o Euro 2004, Rui Jorge era o lateral esquerdo titular do Sporting. O jogador natural de Vila Nova de Gaia tinha chegado a Alvalade cinco anos antes, em 1999, altura em que colocou um ponto final a uma ligação de mais de uma década com o FC Porto — que durava desde os tempos das camadas jovens. Ficou no Sporting na época seguinte e terminou a carreira apenas dois anos depois, após uma passagem fugaz e de apenas uma temporada pelo Belenenses.

Foi precisamente no Restelo que deu início à carreira de treinador, quando foi convidado para orientar os juniores do clube lisboeta, e ainda orientou provisoriamente a equipa principal quando Jaime Pacheco foi despedido. Foi o escolhido pela Federação Portuguesa de Futebol para pegar na Seleção Nacional sub-21 em 2011 e ocupa esse mesmo cargo até hoje, tendo chegado à final do Euro 2015 (onde Portugal perdeu com a Suécia).

Nuno Valente, defesa

Faz parte do grupo considerável de jogadores que conquistou a Liga dos Campeões com o FC Porto na antecâmara do Euro 2004. Tinha chegado ao Dragão dois anos antes, proveniente da U. Leiria — e realizando o percurso inverso ao de Rui Jorge, já que completou a formação no Sporting –, e saiu em janeiro de 2005 para o Everton. Ficou em Inglaterra durante quatro temporadas e colocou um ponto final na carreira em 2009, aos 35 anos e depois de uma última época em que raramente foi utilizado.

Ainda trabalhou no departamento de scouting do Everton antes de começar a carreira enquanto treinador, desempenhando o papel de adjunto de Paulo Sérgio no Sporting. Após a saída do treinador de Alvalade, ficou no scouting leonino até 2015, um ano antes de ser convidado para assumir o comando dos juniores do Sacavenense. Os bons resultados garantiram-lhe o salto para a equipa titular do Trofense, que na altura atuava no Campeonato de Portugal, mas a experiência durou apenas alguns meses e Nuno Valente acabou despedido logo em dezembro. Atualmente, com 44 anos, está sem clube.

Fernando Couto, defesa

No verão de 2004, por altura do Europeu, Couto tinha já 35 anos e era um dos jogadores mais experientes às ordens de Luiz Felipe Scolari. Depois de dar nas vistas na Académica e se afirmar enquanto um dos melhores centrais da sua geração no FC Porto, o jogador natural de Espinho rumou a Itália e ao Parma antes de ser contratado pelo Barcelona. Esteve duas épocas em Camp Nou, foi campeão espanhol e regressou a Itália para representar a Lazio de Roma. Era precisamente do emblema da capital italiana que Fernando Couto estava na altura do Euro 2004 — e de onde se despediu no ano seguinte.

Voltou ao Parma em 2005 e fez três temporadas de despedida quase românticas, até 2008, ano em que despediu dos relvados com 39 anos. De lá para cá, foi diretor desportivo do Sp. Braga e adjunto de Jesualdo Ferreira também nos minhotos — pelo meio, teve a primeira experiência enquanto treinador principal, ao serviço do Atlético de Kolkata da Índia.

Jorge Andrade, defesa

Além de central titular da Seleção Nacional, Jorge Andrade era em 2004 o central titular dos espanhóis do Deportivo. Depois de duas temporadas ao serviço do FC Porto, o jogador mudou-se para a Corunha em 2002 e foi por lá que ficou até 2007. Aos 29 anos, mudou-se para a Juventus, onde acabou por terminar a carreira apenas dois anos depois, condicionado por várias lesões que o acompanharam ao longo do seu percurso.

Arrancou a carreira de treinador pouco depois, primeiro na formação do Belenenses e depois enquanto adjunto do Atlético. Esteve no comando técnico do Oriental, orientou as camadas jovens do Clube Atlético e Cultural e na temporada passada assumiu o cargo de adjunto de Sandro no V. Setúbal, papel onde vai permanecer na época que está prestes a começar.

Ricardo Carvalho, defesa

O jogador português natural de Amarante era em 2004, a par de muitos outros, parte integrante desse grupo do FC Porto que foi campeão europeu em Gelsenkirchen. Ricardo Carvalho chegou ao Campeonato da Europa ainda enquanto central dos dragões mas acabou por assinar pelo Chelsea antes no início da temporada, juntando-se a José Mourinho e companhia em Londres. Esteve seis anos em Stamford Bridge, onde se tornou um símbolo de uma das fases mais brilhantes da história do clube inglês, e mudou-se para o Real Madrid em 2010. Depois de três épocas em Espanha seguiram-se outros três anos no Mónaco de Leonardo Jardim — e ainda a ida ao Euro 2016, onde vingou a derrota de 2014 e se tornou o campeão europeu mais velho de sempre.

Terminou a carreira em 2017 e aos 39 anos, no Shanghai SIPG da China, treinado por André Villas-Boas: o mesmo André Villas-Boas que agora o convidou para integrar a sua equipa técnica no Marselha. À margem do cargo que vai desempenhar no clube francês, Ricardo Carvalho é uma figura presente nas cerimónias da UEFA, principalmente nos sorteios, e é também um dos embaixadores do Euro 2020.

Beto, defesa

Há 15 anos, Beto era ainda o central titular do Sporting. O jogador formado em Alcochete estava há oito anos na equipa principal dos leões e ainda ficou mais meio ano, até que assinou pelos franceses do Bordéus em janeiro de 2005. A experiência na liga francesa foi curta e pouco feliz e Beto rumou ao Recreativo de Huelva logo em 2006. Voltou a Portugal três anos depois para representar o Belenenses e terminou a carreira em 2011, aos 35 anos, no Alzira de Espanha.

Foi convidado para ser diretor de Relações Institucionais do Sporting assim que deixou de jogar, pela direção liderada por Godinho Lopes, e saiu da estrutura leonina quando Bruno de Carvalho venceu as eleições, dois anos depois. Experimentou nessa altura a posição de treinador, primeiro nas camadas jovens do Oeiras e do Cova da Piedade e depois na equipa principal do 1.º Dezembro, mas voltou ao dirigismo para integrar a lista de Frederico Varandas à presidência do Sporting. Com a vitória do atual presidente dos leões, Beto assumiu o cargo de coordenador técnico.

Petit, médio

No início do Euro 2004, Petit era um peça chave no meio-campo do Benfica. O médio natural de Estrasburgo, em França, ficou na Luz até 2008 e mudou-se depois para os alemães do Colónia, que representou durante quatro temporadas e até 2012. Voltou a Portugal nesse ano para uma época de despedida no Boavista, o clube onde realizou toda a formação e onde deu nas vistas até ir para o Benfica, e terminou a carreira com 37 anos.

De ser jogador do Boavista a ser treinador do Boavista foi apenas um passo: Petit orientou o clube do Bessa durante três temporadas e liderou a transição da Segunda para a Primeira Liga. Saiu no final de 2015, por aquilo a que chamou “motivos pessoais”, e na época seguinte foi o escolhido pelo Tondela para comandar a equipa de Viseu na primeira aventura pelo principal escalão do futebol português. Seguiu-se o Moreirense, em dois períodos distintos, o Paços de Ferreira e o Marítimo, na época passada. O antigo jogador tem sido notícia nos últimos dias, já que foi despedido pelo emblema insular — e substituído por Nuno Manta Santos — mas compareceu no primeiro treino da equipa e garante que vai “para tribunal” porque tem contrato válido até 2020.

Tiago, médio

Mesmo sendo jogador do Benfica, condição que não abrangia Ricardo Carvalho e Paulo Ferreira, Tiago também foi um dos jogadores a alinhar em Portugal que José Mourinho levou consigo para o Chelsea em 2004. O médio mudou-se para Inglaterra depois do Euro 2004 mas esteve apenas ano e meio em Stamford Bridge, saindo depois para os franceses do Lyon. As boas exibições em França garantiram-lhe o passaporte para a Juventus, que representou por duas temporadas e meia, mas a utilização irregular em Turim originou um empréstimo ao Atl. Madrid.

Depois de duas épocas a título de empréstimo, Tiago acabou por ficar nos colchoneros de forma definitiva e não voltaria a mudar de ares: esteve oito anos no Vicente Calderón, foi capitão de equipa e conquistou uma Liga espanhola, uma Taça do Rei e uma Liga Europa. Terminou a carreira em 2017, aos 36 anos, e integrou de forma praticamente imediata a equipa de Diego Simeone. No início da temporada passada, deixou Espanha e o Atl. Madrid para aceitar o convite da Federação Portuguesa de Futebol e integrar as equipas técnicas das seleções portuguesas entre os escalões sub-15 e sub-20.

Costinha, médio

Era um dos pilares do FC Porto campeão da Europa. E foi um dos pilares da Seleção Nacional vice-campeã da Europa. Depois de quatro anos no Dragão — e já após quatro anos no Mónaco, no final dos anos 90 –, mudou-se para o Dínamo Moscovo e esteve na Rússia durante duas temporadas. Reforçou o Atl. Madrid em 2006, época em que esteve em 31 jogos da equipa espanhola, e terminou a carreira em 2010, aos 36 anos, depois de três temporadas nos italianos da Atalanta.

Estreou-se no dirigismo logo em 2010, quando integrou a estrutura do Sporting enquanto diretor desportivo, e saiu no ano seguinte — quando Godinho Lopes venceu as eleições — para desempenhar as mesmas funções nos suíços do Servette. Aceitou o primeiro desafio enquanto treinador em 2012, ao comando do Beira-Mar, e passou depois pelo Paços de Ferreira e pela Académica. Esteve no Nacional nas duas últimas temporadas e não conseguiu evitar a despromoção dos madeirenses à Segunda Liga, sendo dispensado no final da temporada que agora terminou.

Maniche, médio

Outro elemento do vasto grupo de campeões europeus do FC Porto. Maniche estava há dois anos no Dragão e saiu logo no ano seguinte ao Euro 2004, juntando-se a Costinha no Dínamo Moscovo. Da Rússia saltou para o Chelsea, onde reencontrou Scolari, mas não teve um percurso muito feliz e acabou cedido ao Atl. Madrid. Depois de três temporadas na capital espanhola — incluindo um período de seis meses em que esteve emprestado ao Inter Milão –, saiu para o Colónia e regressou a Portugal em 2010, para uma época de despedida ao serviço do Sporting.

Depois de terminar a carreira, chegou a ser adjunto de Costinha no Paços de Ferreira e na Académica e aceitou também o desafio de ser presidente da SAD do Camacha, clube madeirense, cargo que ocupou até ao ano passado. Atualmente, é comentador televisivo e um dos embaixadores da UEFA para o Euro 2020.

Rui Costa, médio

Um dos nomes incomparáveis de uma geração que ficará na memória e na história da Seleção Nacional, Rui Costa é também um dos nomes incomparáveis do Euro 2004. Na altura, há 15 anos, o maestro estava no AC Milan há três anos e ainda ficaria mais dois — já depois de sete anos na Fiorentina que se seguiram às três temporadas em que se destacou no Benfica. Regressou a Portugal e à Luz em 2006, para completar duas épocas de despedida e dizer adeus aos relvados.

Integrou a estrutura encarnada de forma praticamente imediata, primeiro como diretor desportivo — ficou intrinsecamente ligado à contratação de Pablo Aimar — e depois como administrador da SAD e braço direito de Luís Filipe Vieira. Atualmente, é uma das figuras do Benfica a nível institucional e tido como muitos como o futuro do clube, incluindo no que toca à presidência.

Deco, médio

O último dos campeões da Europa em Gelsenkirchen. Depois de seis temporadas no FC Porto, foi confirmado como reforço do Barcelona no dia a seguir à final do Euro 2004 e custou 15 milhões aos cofres blaugrana. Desempenhou quatro épocas de grande nível na Catalunha e reforçou o Chelsea em 2006, onde reencontrou Scolari e Maniche. Voltou ao Brasil em 2010 e esteve quatro anos no Fluminense, onde acabou por terminar a carreira: pendurou as botas de forma definitiva em 2013 com direito a festa e despedida, no Estádio do Dragão, com um jogo entre antigas estrelas do FC Porto e do Barcelona. Hoje em dia é empresário de jovens jogadores e outro dos portugueses escolhidos pela UEFA para serem embaixadores do Euro 2020.

Luís Figo, médio

Era, há 15 anos, a estrela maior da Seleção Nacional. Depois de dar nas vistas no Sporting e ser contratado pelo Barcelona, Figo era em 2004 um dos galácticos do Real Madrid e o capitão da seleção portuguesa. Após o Campeonato da Europa realizado em Portugal, o Bola de Ouro ficou mais um ano no Santiago Bernabéu e mudou-se depois para o Inter Milão, onde acabou por terminar a carreira em 2009 e aos 37 anos. Foi convidado para integrar a estrutura do clube italiano, enquanto diretor de Relações Internacionais, mas desempenhou o cargo durante apenas um ano.

Além da gestão da fundação em nome próprio pela qual dá a cara de forma constante e frequente, Figo candidatou-se à presidência da FIFA em 2015 mas acabou por desistir da corrida ainda antes do ato eleitoral. No ano seguinte, em 2016, foi nomeado vice-presidente do Comité de Desenvolvimento da FIFA e é também um dos embaixadores da UEFA para o Euro 2020.

Pauleta, avançado

Depois de Santa Clara, FC Porto, Operário Lagoa, Angrense, União Micaelense, Estoril, Salamanca, Deportivo e Bordéus, o avançado açoriano estava em 2006 no PSG. Foi na capital francesa, ao longo das cinco temporadas em que representou o clube de Paris, que Pauleta se tornou um dos melhores jogadores europeus do início do século XX e em 2010 foi mesmo considerado o melhor jogador da história do PSG. Anunciou que ia terminar a carreira em 2007, durante uma entrevista ao L’Équipe, e voltou aos Açores para apenas um jogo pelo São Roque, a equipa do pai.

É parceiro habitual e recorrente da FIFA em campanhas de solidariedade, tem uma academia de futebol em nome próprio em São Miguel e em 2012 passou a integrar a estrutura da Federação Portuguesa de Futebol enquanto diretor, sendo também embaixador da UEFA para o Euro 2020.

Nuno Gomes, avançado

Era a referência ofensiva do Benfica quando começou o Euro 2004. Há 15 anos, o avançado estava a completar a segunda passagem pelos encarnados, depois de duas temporadas ao serviço da Fiorentina, e só voltaria a deixar a Luz já em 2011. Cumpriu um ano no Sp. Braga e outro nos ingleses do Blackburn Rovers, marcando apenas dez golos no conjunto das duas aventuras, e terminou a carreira em 2013.

Luís Filipe Vieira convidou-o para o cargo de assessor do presidente do Benfica de forma praticamente imediata ao adeus aos relvados do avançado e Nuno Gomes desempenhou essas funções e depois as de diretor-geral de toda a formação encarnada. Deixou o clube da Luz em 2017 e atualmente é presença habitual enquanto comentador televisivo.

Hélder Postiga, avançado

Tinha acabado de concluir o primeiro e último ano ao serviço do Tottenham quando foi convocado por Luiz Felipe Scolari para o Euro 2004. Voltou ao FC Porto, de onde tinha saído para o desafio na Premier League, logo depois do Europeu e esteve mais quatro anos ligado aos dragões, com um empréstimo ao Saint-Étienne e outro ao Panathinaikos pelo meio. O Sporting resgatou-o em 2008 e Hélder Postiga esteve quatro temporadas em Alvalade, até ser cedido ao Saragoça. Daí saltou para o Valencia, no Valencia foi emprestado à Lazio, foi depois vendido ao Deportivo e finalmente ao Atlético de Kolkata da Índia. Ainda voltou a Portugal em 2015, para uma época de despedida ao serviço do Rio Ave, mas acabou mesmo por terminar a carreira no clube indiano. Atualmente, é também presença habitual na televisão enquanto comentador.

Simão, avançado

Há 15 anos, era um dos criativos do Benfica e tinha protagonizado anos antes uma das transferências mais polémicas do futebol português, quando deixou o Barcelona para assinar pelos encarnados depois de ter representado o Sporting desde as camadas jovens até à equipa principal. Ficou na Luz até 2007 e saiu para o Atl. Madrid, onde cumpriu quatro temporadas consistentes e acabou por se tornar um dos elementos mais queridos dos adeptos. Passou por Besiktas, Espanyol e ainda North East United, da Índia, onde acabou a carreira.

A promessa de um cargo no Benfica pairou sempre no ar, já que foi capitão de equipa durante vários anos e é ainda um símbolo dos encarnados, mas ou o convite nunca surgiu ou Simão acabou por recusar. Não voltou a desempenhar quaisquer funções ligadas ao futebol e apresenta um programa em nome próprio na televisão, onde entrevista antigos colegas de equipa dos clubes por onde passou.

Cristiano Ronaldo, avançado

Tinha 19 anos quando o Euro 2004 começou. Tinha acabado de realizar a primeira temporada ao serviço do Manchester United, onde fez seis golos ao longo de 40 jogos e se afirmou como o grande destaque da equipa orientada por Alex Ferguson. Depois do Europeu — onde também deu nas vistas e começou uma caminhada na Seleção Nacional que já tem dois títulos e um sem fim de recordes –, permaneceu em Old Trafford durante os cinco anos seguintes e só saiu em 2009 para o Real Madrid. O resto é história: esteve nove anos no Santiago Bernabéu, ganhou tudo aquilo que tinha para ganhar, foi considerado o melhor jogador do mundo uma e outra vez e em julho de 2018 decidiu transferir-se para a Juventus. É, a par de Moreira, o único jogador da convocatória de Luiz Felipe Scolari para o Euro 2004 que permanece no ativo.

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