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“Há muita coisa que as pessoas não sabem sobre mim e que quero que saibam”. A frase é de uma Britney Spears em início de carreira. Na viragem do milénio, em plena era das boy e girl bands, vingou a solo na indústria discográfica. O que a menina de Kentwood, no Louisiana, não sabia é que se tornaria num caso paradigmático de exploração por parte dos média e, mais tarde ainda, no centro de um processo judicial que lhe marcaria a maioridade. Aos 39 anos, Britney continua sem ter uma palavra a dizer na gestão dos seus bens.

No último sábado, o The New York Times lançou um novo documentário. “Framing Britney Spears” não é só mais um resumo dos últimos 12 anos na vida da cantora — foi em 2008 que um relatório médico levou o tribunal de Los Angeles a declará-la incapaz de tomar decisões e a acionar um mecanismo de supervisão e controlo da sua vida pessoal, mas também na esfera financeira.

Ao longo de mais de uma hora, a ascensão mediática de Spears é retratada de forma crua e à luz de valores que, em 2020 (ano da rodagem), a sociedade começa a interiorizar. “Ninguém falava de saúde mental quando a Britney Spears estava a passar por aquilo tudo em público. A conversa era muito mais: o que há de errado com ela?” — uma das muitas reflexões feitas no documentário. O mesmo pode dizer-se de muitos outros comportamentos, hoje alarmantes: um julgamento público de caráter misógino que a levou, em várias ocasiões, a ser questionada sobre as roupas que usava, o seu corpo, o fim das suas relações e a sua vida sexual.

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