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© Maria Gralheiro/Getty Images

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A vida do príncipe Harry, das farras e polémicas ao noivado com uma atriz americana /premium

Festas, álcool e manchetes polémicas. O adolescente que virou adulto sob o escrutínio intenso dos media é hoje o protagonista do enlace do ano e de uma nova era na monarquia britânica

Cabisbaixo, Harry segue atrás do caixão durante toda a procissão fúnebre. Vestido de preto da cabeça aos pés, enfrenta com desgosto a atenção dos populares que não conseguem deixar de sentir pena dele: aos 12 anos de idade, o pequeno príncipe perde a mãe que, em boa verdade, não era só dele, mas de todo um povo. Diana deixou os filhos em agosto de 1997, na sequência de um acidente de carro em Paris, França, que lhe roubou a vida. No dia do funeral, a 6 de setembro desse ano, o povo britânico despedia-se da princesa. Harry, bem como o irmão William, despedia-se da mãe.

Longe de ser o rapazinho de então, de olhar triste a marcar o rosto, o sexto em linha de sucessão ao trono britânico — depois do pai, o príncipe Carlos, do irmão William e dos filhos deste, George, Charlotte e Arthur — está no centro das atenções mediáticas por causa do casamento com Meghan Markle, com quem namora há menos de dois anos, marcado para o próximo dia 19 de maio. Mas Harry, que posa para as fotografias e discursa para as televisões tal qual um adulto responsável e seguro de si, nem sempre foi assim.

Os príncipes William e Harry no dia do funeral da princesa Diana. ADAM BUTLER/AFP/Getty Images

Harry caminhou atrás da mãe no cortejo… Foi uma visão tão dolorosa”, recorda Penny Junor, biógrafa real, à CBS News. “Ele caminhou com tanta dignidade e compostura e uma cara terrivelmente triste… a coragem daquele pequeno rapaz foi particularmente extraordinária.”

Foram precisos praticamente 20 anos para enfrentar a memória da mãe, pedir apoio e evitar o colapso, sabe-se agora. Em abril do ano passado, Harry confessava que mais do que uma vez esteve à beira de um colapso e que, por isso, teve de recorrer a acompanhamento e apoio psicológico. Talvez os excessos da adolescência, que deram origem a manchetes diversas e polémicas nos tabloides ingleses, não fossem fases típicas da idade, mas comportamentos desviantes de um jovem perdido, constantemente engolido pela fúria dos media e sem abraço materno a servir de consolo. Harry admitiu, então, que passou a maior parte da sua adolescência e início da vida adulta focado em virar as costas ao que aconteceu: uma negação constante que viria a ter consequências na sua vida pessoal, mas também profissional.

O “desligar das emoções”, como lhe chamou, deu origem a uma mágoa que lhe bateu à porta com a chegada dos 28 anos: Harry começou a sentir necessidade “de esmurrar toda a gente” e uma ansiedade crescente de cada vez que tinha de participar em compromissos reais. As revelações surpreendentes, tendo sobretudo em conta uma monarquia fechada e conservadora, vieram desmentir os rumores e especulações de que os problemas de saúde mental do jovem príncipe estariam relacionados com os anos em que serviu no exército inglês, no Afeganistão. Mas tal como chegou a dizer, citado pelo jornal The Guardian, o príncipe nunca foi daquelas pessoas “que teve de ver o seu melhor amigo explodir com uma bomba”.

Acho que, muito provavelmente, isso [a morte da mãe] definiu a vida dele”, explicou o jornalista Tom Bradby também à CBS. “Acho que isso mexeu com ele durante muito tempo.”

Harry, hoje um homem feito, cresceu a achar que era “normal não ter mãe”. Desde a partida de Diana, chorou apenas duas vezes, uma delas no funeral. “Há muita mágoa que ainda precisa de ser libertada”, contou no documentário da ITV, que assinalou os 20 anos da morte de Diana e foi emitido em junho do ano passado. Diante das câmaras, Harry recordou a última conversa que teve com a mãe: “Ela ligou de Paris. Não me lembro propriamente do que eu disse, mas aquilo de que me lembro e do que me vou arrepender provavelmente o resto da vida foi do quão curta foi a chamada”, afirmou o príncipe.

Em declarações ao Daily Mail, também em 2017, o príncipe admitiu ainda que houve uma altura em que pensou seriamente em deixar a vida de realeza. O filho mais novo de Carlos e Diana quis simplesmente “sair”, abandonar os protocolos reais e ter uma vida banal, fora da Família Real Britânica — ou, nas suas palavras, da “Firma”. Foi a avó, essa figura incontornável da coroa britânica, que fez Harry ficar e entregar-se às instituições de caridade a que hoje está amplamente associado.

A princesa Diana na companhia dos dois filhos, em 1995.

JOHNNY EGGITT/AFP/Getty Images

O “enfant terrible” da ‘Firma’

Henry Charles Albert David nasceu a 15 de setembro de 1984 no Hospital de St. Mary, em Londres. O filho mais novo de Diana Spencer e do príncipe Carlos — que completa 70 anos em novembro — ficou rapidamente conhecido como “príncipe Harry”. Nesse dia, a princesa do povo surgiu com o bebé recém-nascido nos braços, com um vestido vermelho que seria curiosamente replicado por Kate aquando do nascimento do seu filho mais novo, Louis.

“Sê atrevido, mas não sejas apanhado”, era o lema da mãe para ele. Uma postura de vida que sempre se refletiu no olhar traquina do pequeno príncipe, tão diferente do irmão William, que não só era mais velho como bastante mais sério e brilhante a nível académico. Embora Harry não fosse herdeiro imediato ao trono — está, na verdade, cada vez mais abaixo na linha de sucessão –, a educação que recebeu foi precisamente a mesma que a do irmão. Com apenas três anos de vida, Harry entrou na The Minors Nursery School, fundada em 1975 com o objetivo de criar “um ambiente carinhoso e seguro, que permita às crianças tornarem-se indivíduos independentes e confiantes”.

Em 1989, Harry partilha com William a Wetherby School e em 1992 entra para a Ludgrove School. O prestigiado Eton College — escola criada em 1440 pelo rei Henry VI — recebe o príncipe em 1998. Harry é rapidamente acolhido pelo meio escolar, torna-se popular, adapta-se facilmente às rotinas e ganha fama de ser “one of the lads” [um dos rapazes]. Nesta instituição, revela-se um craque em várias atividades desportivas — do râguebi ao críquete, passando ainda pelo pólo e pelo futebol. Talvez tenha sido a destreza física que faz Harry optar por uma carreira militar, tornando-se no primeiro membro da família real britânica a servir o exército numa zona de ação em 25 anos — mas já lá vamos.

8 fotos

À medida que Harry entra na adolescência, o interesse da imprensa britânica acelera e o jovem príncipe acaba por protagonizar algumas das manchetes mais polémicas dos tablóides ingleses. Com apenas 16 anos, Harry terá passado um dia no Centro de Reabilitação Featherstone Lodge, em Peckham, a pedido do pai. O motivo que o leva lá passa pelo consumo de erva e de bebidas alcoólicas. Harry chegou a experimentar canábis em várias ocasiões na casa do pai, em Highgrove, e, por vezes, bebeu excessivamente em festas privadas em bares locais, em Wiltshire. À data, a casa real reagiu com a divulgação de um comunicado onde se lia que o “assunto sério” fora resolvido em família.

Quando estava na escola queria ser o bad boy”, admitiu Harry em tempos.

A saga continua. Em 2004, Harry é surpreendido por um grupo de paparazzi à saída de uma discoteca em Londres. Os fotógrafos rodeiam o príncipe ainda adolescente e as coisas acabam por correr da pior forma: o rosto de Harry, bem como o de um dos fotógrafos presentes, fica ferido. “O príncipe Harry foi atingido na cara por uma câmara quando os fotógrafos o cercavam, enquanto ele entrava no carro”, disse, na altura, um porta-voz, acrescentando que “ao afastar a câmara, o lábio do fotógrafo foi cortado”. Já o fotógrafo afirmou que Harry o atacou deliberadamente e que empurrou a câmara contra o seu rosto.

Nesse mesmo ano, o príncipe tira uma polémica fotografia ao lado de um búfalo morto, na África do Sul, e de arma em riste — Harry estava a gozar um ano sabático naquele país, antes de se inscrever na academia militar Sandhurst. O retrato só foi revelado anos mais tarde, uma semana depois de o membro da família real ter prometido fazer tudo o que podia para salvar a vida selvagem no continente africano.

Em 2005, Harry era novamente criticado pelos britânicos, depois de ter sido fotografado numa festa privada vestido com um uniforme nazi. O disfarce fez manchete nos jornais ingleses e o príncipe acabou por pedir desculpas publicamente: “Peço desculpa se ofendi ou envergonhei alguém. Foi uma escolha de disfarce infeliz”. O arrependimento público serviu para apaziguar políticos e até líderes religiosos que, tal como recorda o The Telegraph, criticaram a postura de Harry, que na fotografia aparece a usar uma braçadeira com a suástica. Tony Blair, que foi o primeiro-ministro do Reino Unido até 2007, chegou a dizer: “Claramente um erro foi cometido”.

StephenChernin/GettyImages

O escândalo da suástica foi, muito provavelmente, o que ganhou maior dimensão, mas esteve longe de ser o único. Nos anos que se seguiram, o príncipe protagonizou uma variedade de momentos insólitos, incluindo aquela vez em que foi fotografado nu em Las Vegas, em 2012. Já na cidade dos casinos, Harry decidiu participar num jogo que juntou strip ao bilhar — o príncipe levou o desafio muito a sério e acabou por ser fotografado completamente nu, agarrado a uma mulher desconhecida. A Clarence House não emitiu qualquer comunicado, mas confirmou que o homem nu retratado nas fotografias ligeiramente desfocadas, de má qualidade, era, efetivamente, Harry.

Ainda um ano antes, o príncipe caia para dentro uma piscina enquanto dançava em mais uma festa. As imagens tornaram-se, mais uma vez, virais.

O príncipe em junho de 2015.

Chris Jackson/Getty Images

Capitão Spike e a vida no exército

Os escândalos sucessivos serenaram finalmente com o início da carreira militar. Os dez anos que Harry dedicou às forças armadas ajudaram a limpar a imagem de um príncipe que durante a adolescência e o início da vida adulta era visto como o enfant terrible da realeza, não só pela imprensa, que se alimentou de recorrentes comportamentos desviantes, como pelos seus súbditos.

Terminado o ano sabático — que incluiu paragens em África, na Austrália e na Argentina –, Harry é recebido como cadete na prestigiada Academia Militar Sandhurst e completa com sucesso as 44 semanas (10 meses) de treino, passando a integrar o exército em abril de 2006. Numa década ao serviço do exército inglês, Harry tem tempo para pilotar helicópteros, receber a designação de capitão e fazer duas missões no Afeganistão.

A carreira militar mudou-lhe a vida e as experiências que reuniu no exército britânico vão ficar para sempre na memória, ele mesmo o admitiu. Harry chegou a ser destacado por duas vezes para servir no território afegão — a primeira missão, que durou um total de dez semanas em 2008, foi forçosamente terminada depois de os media terem revelado a sua presença e de terem colocado em perigo não só o príncipe, que corria o risco de ser considerado um alvo político a abater, mas também os restantes soldados. O capitão Gales, como ficou conhecido profissionalmente (“Spike” para os amigos), regressaria mais tarde ao Afeganistão enquanto piloto de helicópteros Apache, entre setembro de 2012 e janeiro de 2013 — em julho desse ano, Harry é promovido a comandante dos respetivos helicópteros.

Se há pessoas a tentar fazer coisas más aos nossos homens, então nós tiramo-las do jogo”, chegou a dizer o príncipe, citado pelo The Guardian. “Tirar uma vida para salvar outra… Toda a gente dispara a determinado momento”.

O duplo destacamento de Harry fez dele o primeiro membro da família real britânica a servir em zona de guerra em 25 anos. Mas, antes deste feito, Harry ficou profundamente desiludido, quando, em maio de 2007, os seus superiores decidiram não enviá-lo para o Iraque devido a “riscos inaceitáveis”. A carreira militar, que haveria de terminar no final de 2015, pouco depois do nascimento da sobrinha Charlotte, foi um ponto de viragem definitivo na vida do príncipe, que se vergou à disciplina e desenvolveu uma grande consciência social por ter assistido às dificuldades da guerra em primeira mão — Harry chegou a admitir, inclusive, que matou alguns talibãs no sul do Afeganistão.

Harry em Lesoto, em dezembro de 2014.

Chris Jackson - WPA Pool /Getty Images

Ajuda humanitária e a herança de Diana

Aos 33 anos, Harry está longe de ser o adolescente/jovem adulto irresponsável a que a imprensa sensacionalista nos habitou. A recém-formada imagem de sobriedade deve-se em muito ao trabalho notável que ele e o irmão têm feito no universo da caridade. Ambos estão a seguir as pisadas da mãe, a falecida princesa Diana, que deixou um legado humanitário imenso, continuamente relembrado — em vida, a “princesa do povo”, como ficou eternamente conhecida, chegou a estar associada a 100 instituições de caridade diferentes.

Tanto Harry como William têm uma especial devoção pelo continente africano. A Harper’s Bazaar recorda que, na sequência do muito famoso ano sabático de Harry, o príncipe criou a Sentebale, focada em ajudar crianças vítimas de pobreza extrema e diagnosticadas com VIH, no Botswana e no Lesoto. Esta entidade em particular foi criada em parceria com o príncipe Seeiso do Lesoto, já que ambos queriam deixar as respetivas mães orgulhosas.

Também à semelhança da mãe, Harry tem feito um esforço notável para acabar com o estigma à volta do VIH. Em 2016, o príncipe fez um teste ao vírus da imunodeficiência humana em direto para o Facebook, de modo a mostrar o quão fácil é o procedimento. Fê-lo também numa tentativa de servir de exemplo para as gerações mais novas, para que estas tomem controlo da sua saúde sexual.

Recentemente, Harry juntou-se ao irmão e à cunhada para fundar a campanha Heads Together, de modo a alargar a conversa em torno das doenças mentais. Isto acontece numa altura em que o próprio Harry — à semelhança do que a mãe fez em 1995, numa franca entrevista à BBC — falou abertamente sobre as dificuldades que ele mesmo teve de ultrapassar por conta da morte prematura da mãe.

Mas a obra mais notável de Harry diz respeito aos Invictus Games, uma competição internacional, ao estilo dos jogos paralímpicos, para militares feridos em combate. A primeira edição do evento desportivo aconteceu em Londres, em março de 2014. A segunda, em maio de 2016, teve lugar em Orlando e a terceira, no ano passado, aconteceu em Toronto — foi precisamente nos jogos de 2017 que Harry apareceu pela primeira vez em público com a ex-atriz norte-americana Meghan Markle, com o casal a ser fotografado de mãos dadas, aumentando, assim, a especulação em torno da relação amorosa.

Meghan Markle e o príncipe Harry nos Invictus Games de 2017, em Toronto.

Getty Images for the Invictus Games Foundation

Harry e Meghan: um romance que foge à tradição

Ao longo de 33 anos, o príncipe esteve associado a algumas namoradas, umas mais conhecidas do público do que outras. É o caso de Chelsy Davy, com quem o príncipe namorou mais tempo. A relação começou em 2004, com os dois a conhecerem-se durante o ano sabático de Harry, na Cidade do Cabo, na África do Sul. Harry chegou a levar Chelsy ao casamento de William e Kate, em abril de 2011, mas a relação acabou — ao que parece, Chelsy não conseguia lidar com a intensa pressão mediática. Seguiu-se Cressida Bonas, com quem o príncipe namorou entre maio de 2012 e a primavera de 2014. A atriz, dançarina e modelo britânica foi apresentada a Harry pela sua prima, a princesa Eugenie. Mas também Bonas teve dificuldades em gerir a exposição mediática — uma situação para a qual Meghan Markle, ex-atriz, estará certamente melhor preparada.

Quando Harry se ajoelhou para pedir Meghan em casamento, a ex-atriz interrompeu-o. Antes que o príncipe pudesse terminar a tão aguardada pergunta, Meghan Markle já tinha dito que sim. “Sim, aceito casar contigo.”

Nunca tinha visto a série ‘Suits’ e nunca tinha ouvido falar da Meghan”, disse Harry à BBC na primeira entrevista após o anúncio do noivado. “Fiquei surpreendido quando entrei naquela sala e a vi.”

O casal improvável, que foge à tradição real, conheceu-se num encontro às cegas: até hoje não se sabe quem foi a amiga em comum que os juntou. A imprensa bem tentou desenrolar o novelo deste romance, mas são poucos os detalhes que enchem as revistas cor-de-rosa. Harry nunca vira a série “Suits”, protagonizada por Meghan Markle, e não conhecia a atriz até que os dois se encontraram às cegas para um copo.

O certo é que bastaram dois encontros em Londres para o casal se lançar numa viagem romântica ao Botswana, no verão de 2016. Harry e Meghan acamparam sob as estrelas durante cinco dias, um período considerado fundamental para o príncipe, uma vez que durante esses dias estiveram absolutamente sozinhos e puderam conhecer-se sem entraves. Os dois apaixonaram-se do outro lado do mundo e prova disso é o diamante vindo daquele país que compõe o anel de noivado (que tem ainda dois diamantes que pertenciam à princesa Diana).

“O facto de me ter apaixonado tão depressa pela Meghan foi a confirmação de que todas as estrelas estavam alinhadas”, comentou Harry em entrevista à BBC. 

Foi difícil manter a relação à distância, com o casal a encontrar-se de duas em duas semanas. Foi difícil contornar a agenda lotada, mas ainda assim Harry e Meghan conseguiram-se sentar-se para jantares a dois ou com amigos em Nottingham Cottage, no Palácio de Kensington. Para Harry, conhecer Meghan foi uma lufada de ar fresco, sobretudo porque a ex-atriz não estava a par do frenesim em torno da família real britânica. Tudo o que Meghan sabe sobre Harry foi ele mesmo que o contou e vice-versa. E sim, o casal estava completamente impreparado para a atenção mediática que a relação recebeu assim que foi descoberta.

O casamento entre ambos está marcado para o próximo dia 19 de maio, em Windsor. À semelhança do que fez o irmão do seu bisavô, que abdicou da coroa por amor, Harry sobe ao altar no próximo sábado para casar com uma norte-americana divorciada. Segundo Harry, se Diana estivesse viva, ela e Meghan seriam “as melhores amigas”.

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