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Nem o desemprego provocado pela pandemia ajudou a deslocar alguns trabalhadores dos setores mais afetados, como o turismo ou a restauração, para um dos que nunca parou (e que mais tem relatado escassez de mão de obra, ainda antes da atual crise): a construção. A situação no setor é “quase” dramática, descreve Nuno Garcia, diretor-geral da gestora de obras GesConsult, ao Observador. De tal forma que as empresas têm de recusar trabalho por não arranjarem quem o faça. Ou quem o faça a horas.

“Obviamente que quem está no mercado faz todos os possíveis para não ter de recusar trabalhos, mas hoje cumprir um prazo é muito difícil. Tenta-se, por exemplo, contratar carpinteiros, mas dizem que só conseguem entrar daqui a dois meses. Se pedir hoje para amanhã, não vai arranjar. E quando chegamos à data para realizar a obra, há outros trabalhos atrasados”, conta ao Observador. Esses atrasos já têm levado a quebras contratuais. “A situação obriga a um planeamento muito grande. É quase um drama que vivemos hoje.” A perspetiva de chegada dos fundos da “bazuca” para obras públicas e de eficiência energética vem, por isso, acrescentar uma dúvida: quem as vai fazer?

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