1246,3kWh poupados 1246,3 kWh poupados com a
i

A opção Dark Mode permite-lhe poupar até 30% de bateria.

Reduza a sua pegada ecológica.
Saiba mais

GettyImages-2233080243
i

▲A Argélia não estava presente num Campeonato do Mundo desde o Brasil-2014

NurPhoto via Getty Images

▲A Argélia não estava presente num Campeonato do Mundo desde o Brasil-2014

NurPhoto via Getty Images

Argélia (grupo J). Mahrez lidera a equipa do deserto que voltou ao mar para acabar com a seca (com um novo comandante)

A última dança de Mahrez é a primeira de Petkovic, que chegou à Argélia com o Mundial como objetivo principal. Fennecs falharam na CAN depois de uma qualificação sólida, mas querem surpreender.

O feito de Marrocos no Qatar deixou os argelinos a pensar: ‘Por que não conseguimos igual?’. Como é apanágio na maioria das seleções africanas, a Argélia chega ao Campeonato do Mundo deste ano como uma das melhores seleções do continente, mas longe de confirmar esse estatuto a nível mundial. Afinal, a formação magrebina está de regresso à fase final da competição 12 anos depois, tendo como melhor resultado os oitavos de final no Brasil. Não fosse isso e a Argélia podia almejar a repetir o furor que os grandes rivais fizeram no Qatar-2022, ainda que esta edição prometa ser mais difícil para as equipas africanas… na teoria. Recuando a 2014, os fennecs estiveram muito perto de derrotar a Alemanha que viria a sagrar-se campeã do mundo nessa competição.

Agora, em 2026, esta pode ser a última oportunidade para a geração de ouro liderada por Riyad Mahrez que, apesar de ser uma das estrelas do futebol mundial, só esteve presente uma vez em Mundiais – no Brasil, naturalmente –, tendo feito apenas um jogo. A equipa está mais madura do que estava no passado e é agora sustentada por jogadores que se encontram nas principais ligas europeias. A qualificação deixou água na boca dos argelinos, já que a Argélia dominou o seu grupo, reforçando a ideia da estabilidade e competitividade implementadas pelo experiente Vladimir Petkovic. Foi com o suíço que a seleção argelina encontrou uma maior organização tática, baseada num pragmatismo que já se tinha visto na Suíça de Petkovic, embora o seu novo projeto permita uma maior intensidade física. Ainda assim, a desilusão na CAN deste ano ainda está presente na cabeça dos adeptos argelinos.

E é precisamente dos fervorosos aficionados argelinos que mais se espera na América do Norte, já que os adeptos são conhecidos pelo seu espírito ultra e o grande patriotismo. Conhecidos pelos cânticos incessantes e os grandes espetáculos de pirotecnia, que muito provavelmente terão de ficar no exterior dos estádios, os argelinos são uma peça importante no sucesso da Argélia neste Mundial. O objetivo inicial é intrometer-se na luta com a Áustria e a Jordânia e procurar aceder à fase a eliminar através do segundo lugar, dado que a Argentina parece estar uns furos acima.

GettyImages-2268883563

▲ Os argelinos vão defrontar Argentina, Áustria e Jordânia no grupo J

SOPA Images/LightRocket via Gett

BI

  • Ranking FIFA atual: 28.º (a 1 de abril de 2026)
  • Melhor ranking FIFA: 15.º (outubro de 2014)
  • Patrocinador: Adidas (desde 2015)
  • Alcunha: Os Verdes e Raposas do Deserto
  • Presenças em fases finais: 4
  • Última participação: 2014 (oitavos de final, Alemanha)
  • Melhor resultado: oitavos de final em 2014 (Alemanha)
  • Qualificação: 1.º lugar no grupo G da CAF (25 pontos em 10 jogos com Uganda, Moçambique, Guiné, Botswana e Somália)
  • O que seria um bom resultado? Ultrapassar a fase de grupos

Jogos desde junho de 2025

  • Jogo particular, 3/6: Países Baixos (fora), 1-0 (V)
  • Jogo particular, 31/3: Uruguai (neutro), 0-0 (E)
  • Jogo particular, 27/3: Guatemala (neutro), 7-0 (V)
  • CAN, 10/1: Nigéria (neutro), 0-2 (D)
  • CAN, 6/1: Congo (neutro), 1-0 a.p. (V)
  • CAN, 31/12: Guiné Equatorial (neutro), 3-1 (V)
  • CAN, 28/12: Burkina Faso (neutro), 1-0 (V)
  • CAN, 24/12: Sudão (neutro), 3-0 (V)
  • Taça Árabe, 12/12: EAU (neutro), 1-1 e 6-7 g.p. (E)
  • Taça Árabe, 9/12: Iraque (neutro), 2-0 (V)
  • Taça Árabe, 6/12: Bahrain (neutro), 5-1 (V)
  • Taça Árabe, 3/12: Sudão (neutro), 0-0 (E)
  • Jogo particular, 18/11: Arábia Saudita (fora), 2-0 (V)
  • Jogo particular, 13/11: Zimbabué (neutro), 3-1 (V)
  • Jogo particular, 14/10: Uganda (casa), 2-1 (V)
  • Jogo particular, 9/10: Somália (casa), 3-0 (V)
  • Qualificação CAF, 8/9: Guiné (neutro), 0-0 (E)
  • Qualificação CAF, 4/9: Botswana (casa), 3-1 (V)
  • Jogo particular, 10/6: Suécia (fora), 3-4 (D)
  • Jogo particular, 5/6: Ruanda (casa), 2-0 (V)

O onze

  • 4x2x3x1: Luca Zidane; Rafik Belghali, Aïssa Mandi, Ramy Bensebaini, Rayan Aït-Nouri; Ramiz Zerrouki, Hicham Boudaoui; Riyad Mahrez, Ibrahim Maza, Farès Chaïbi e Mohamed Amoura

O treinador

  • Vladimir Petkovic (suíço, 62 anos, desde fevereiro de 2024)
  • Outros clubes: Bellinzona (jogador-treinador), AC Malcantone, Lugano, Bellinzona, Young Boys, Samsunspor, Sion, Lazio, Suíça e Bordéus
  • Títulos (2): 1 Taça italiana e 1 Quarta Divisão suíça
GettyImages-2268689174

▲ O experiente técnico suíço tem sido contestado pelos adeptos, podendo deixar o cargo caso desiluda na América do Norte

Getty Images

O craque

  • Riyad Mahrez (35 anos, avançado dos sauditas do Al Ahli)
  • Outros clubes: AAS Sarcelles, Quimper Cornouaille FC, Le Havre, Leicester e Manchester City

A revelação

  • Ibrahim Maza (20 anos, médio dos alemães do Bayer Leverkusen)
  • Outros clubes: Hertha Berlim

O mais internacional e o maior goleador

  • Aïssa Mandi (116 internacionalizações) e Islam Slimani (45 golos)
GettyImages-2268662303

▲ Aos 35 anos, Mahrez vai competir pela última vez num Mundial

LightRocket via Getty Images

Os 26 convocados

  • Guarda-redes (3): Luca Zidane (Granada, Espanha), Oussama Benbot (USM Alger, Argélia) e Melvin Mastil (Stade Nyonnais, Suíça)
  • Defesas (9): Aïssa Mandi (Lille, França), Ramy Bensebaini (B. Dortmund, Alemanha), Mohamed Amine Tougai (Espérance de Tunis, Tunísia), Rayan Aït-Nouri (Manchester City, Inglaterra), Jaouen Hadjam (Young Boys, Suíça), Rafik Belghali (Hellas Verona, Itália), Zineddine Belaïd (JS Kabylie, Argélia), Achref Abada (USM Alger, Argélia) e Samir Chergui (Paris FC, França)
  • Médios (7): Nabil Bentaleb (Lille, França), Ramiz Zerrouki (Twente, Países Baixos), Hicham Boudaoui (Nice, França), Farès Chaïbi (Eintracht Frankfurt, Alemanha), Houssem Aouar (Al Ittihad, Arábia Saudita), Ibrahim Maza (Bayer Leverkusen, Alemanha) e Yacine Titraoui (Charleroi, Bélgica)
  • Avançados (7): Riyad Mahrez (Al Ahli, Arábia Saudita), Mohamed Amoura (Wolfsburgo, Alemanha), Amine Gouiri (Marselha, França), Anis Hadj Moussa (Feyenoord, Países Baixos), Adil Boulbina (Al Duhail, Qatar), Nadhir Benbouali (Győri ETO, Hungria) e Farès Ghedjemis (Frosinone, Itália)

O local do estágio

  • The Oread Lawrence, em Lawrence (treinos: University of Kansas, em Lawrence)

A antevisão

"É um grupo interessante, com a Argentina como clara favorita e três equipas que vão lutar para seguir em frente. Contra a Argentina será necessário tentar causar uma surpresa. Acima de tudo temos de estar preparados para os outros dois jogos, que serão fundamentais. Quando se joga contra a Argentina, não é preciso motivação extra. É algo natural. Mas não se deve dar demasiada importância a isso. Este jogo é especial, sim, mas o essencial é encarar todo o torneio com lucidez. É possível fazer algo de importante contra eles, mesmo que estejam agora a evoluir para um nível superior."
Vladimir Petkovic, selecionador argelino

A ligação a Portugal

  • Atualmente, a ligação entre Portugal e a Argélia passa, essencialmente, pelos clubes e pelos jogadores. Islam Slimani continua a ser o maior nome do futebol argelino que passou pelo Campeonato, tendo representado o Sporting entre 2013 e 2016, bem como na segunda metade da temporada 2021/22. O jogador é um dos principais avançados da história recente dos leões e foi uma referência da Primeira Liga durante a sua passagem, protagonizando diversos duelos com Jonas na tabela de melhores marcadores. Yacine Brahimi foi outro dos argelinos que se destacou em Portugal, tendo sido campeão ao longo dos cinco anos em que representou o FC Porto. Com um toque refinado e o tradicional movimento de fora para dentro, o extremo levantou estádios e fica ligado a um período mais conturbado dos dragões como um dos melhores jogadores.

Ofereça este artigo a um amigo

Enquanto assinante, tem para partilhar este mês.

A enviar artigo...

Artigo oferecido com sucesso

Ainda tem para partilhar este mês.

O seu amigo vai receber, nos próximos minutos, um e-mail com uma ligação para ler este artigo gratuitamente.

O seu plano não inclui a oferta de artigos

Para poder oferecer artigos aos seus amigos, faça upgrade para um plano de subscrição superior.

Ofereça até artigos por mês ao ser assinante do Observador

Partilhe os seus artigos preferidos com os seus amigos.
Quem recebe só precisa de iniciar a sessão na conta Observador e poderá ler o artigo, mesmo que não seja assinante.

Este artigo foi-lhe oferecido pelo nosso assinante . Assine o Observador hoje, e tenha acesso ilimitado a todo o nosso conteúdo. Veja aqui as suas opções.

Atingiu o limite de artigos que pode oferecer

Já ofereceu artigos este mês.
A partir de 1 de poderá oferecer mais artigos aos seus amigos.

Aconteceu um erro

Por favor tente mais tarde.

Atenção

Para ler este artigo grátis, registe-se gratuitamente no Observador com o mesmo email com o qual recebeu esta oferta.

Caso já tenha uma conta, faça login aqui.