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JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

Bernardo Blanco: "Quero um dia ser presidente da Iniciativa Liberal"

Vice-presidente da IL diz que candidatura ao Conselho Nacional não é teste para futura liderança, mas continua a ter essa ambição. Diz que Rodrigo Saraiva e Mariana Leitão são "bons nomes" para Belém.

A duas semanas da Convenção Liberal, Bernardo Blanco admite que saiu também para não ficar condicionado pela limitação de mandatos e reitera que tem a ambição de “um dia” ser líder da Iniciativa Liberal. Em entrevista ao programa Vichyssoise, da Rádio Observador, o vice-presidente da IL avalia de “forma positiva” o trabalho do primeiro-ministro Luís Montenegro e continua a ver este PSD como um potencial parceiro da IL.

Como morador da capital, tem críticas à atuação do presidente Carlos Moedas, mas — numa resposta sobre uma coligação com entre PSD e IL em Lisboa — assume que não quer “entregar a maior câmara do país a uma frente de esquerda”. Garante ainda que não será candidato autárquico. Sobre Belém diz que só há um ou dois nomes que podiam corresponder ao critério de notoriedade para serem os candidatos liberais e aponta-os: “Rodrigo Saraiva e Mariana Leitão“.

“Quero um dia ser presidente da Iniciativa Liberal”

Decidiu não fazer parte da próxima comissão executiva de Rui Rocha, o que lhe permite limpar a ficha para uma ambição que nunca escondeu, que é ser presidente da IL. Pensou nisso? É esse o plano?
Não é esse o plano, mas também pensei nisso. Um dos argumentos principais é que vou ser pai e isso exige tempo. Depois comecei um desafio profissional que também me fazia falta e já estou há cinco anos, quase seis, a fazer política full time. Quero fazer outras coisas também. Trabalhar no privado também rouba tempo: hoje tenho 24 horas para política e por isso vou deixar de ter. E depois esse argumento, perfeitamente válido: temos um regimento em que podemos estar oito anos no mesmo cargo, ainda poderia continuar mais dois, mas depois teria de sair daqui a dois por essa limitação. E nem sequer quero estar a sair por limitações regimentais e por isso também preferi sair já. Não é esse o argumento principal, mas claro que também pensei nisso.

Se o título desta entrevista fosse: “Quero um dia ser presidente da Iniciativa Liberal”, seria abusivo?
Não. Eu já o disse várias vezes. Um dia, sim, já o disse várias vezes, não seria abusivo. Se quiserem podem pôr isso no título.

E daqui a dois anos é demasiado cedo?
Daqui a dois anos parece-me que é provavelmente cedo.

Em vez de apoiar ou até fazer parte da lista ao Conselho Nacional, que por tradição é apoiada pela direção da Iniciativa Liberal, resolveu ir com uma lista própria. Qual é que é o objetivo disto?
Sim, há três objetivos principais. O primeiro é dar alguma renovação, dar oportunidade a pessoas nova. Há muitas pessoas que ainda não tiveram a oportunidade de participar em órgãos nacionais e que são pessoas muito qualificadas dentro do partido. E por isso eu criei uma lista também com muita renovação e quatro em cada cinco candidatos são novos. Depois há um segundo ponto que tem a ver com o Conselho Nacional: discute-se pouca política e muita burocracia interna. Temos de ultrapassar essa fase do partido e discutir mais soluções para os portugueses e menos problemas do partido. E isso também aconteceu certamente por culpa nossa. Não foi uma coisa exclusiva de pessoas que foram eleitas pela anterior lista apoiada pela Comissão Executiva. E um terceiro ponto tem a ver também com dar oportunidade a pessoas que antes estiveram em diferentes listas, de agora se poderem juntar e de ultrapassarmos o conflito interno de há dois anos. Já passou muito tempo, acho que temos de ultrapassar isso.

Admite que esta lista pode dividir a chamada corrente da liderança ou é uma espécie de plano conjunto que até vai capitalizar mais votos da área da atual direção para o Conselho Nacional?
As pessoas que estão na lista F votam para a Comissão Executiva em quem quiserem. Eu vou votar na lista do Rui Rocha, mas cada pessoa vota em quem quiser. Agora, claro que sei que é uma competição difícil. Estamos a concorrer contra a lista incumbente, que tem a maioria das pessoas que tratam do dia-a-dia do partido, mais ligadas à máquina do partido, e por isso, obviamente, que é uma competição difícil. E é uma competição ainda por cima com seis listas, e por isso ainda mais difícil é, mas nós temos a ambição de ficar em primeiro, apesar de ser complicado.

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“Não vou assumir lugar de presidente do Conselho Nacional”

Se tiver a lista mais votada, vai assumir o lugar de presidente do Conselho Nacional ou vai deixar isso para outro?
Não vou assumir porque, como acabei de dizer, criámos esta lista para falar de política e não tenho ambição de gerir trabalhos, de processos administrativos, de burocracia, há quem tenha muito essa paixão, louvo isso porque é necessário para um partido e uma organização funcionar, não é a minha. Quero falar de política e, tal como há dois anos, a Mariana Leitão, em quem votei, ganhou e não foi para presidente do órgão. Nem quero ir para presidente nem para a mesa, quero falar de política no Conselho Nacional.

Esta candidatura pode servir para medir o pulso para essa tal ambição de que falou no início da entrevista e perceber se tem o partido consigo ou não?
Não por um motivo simples: lancei a candidatura muito tarde. Estava num processo orçamental e não quis estar a misturar coisas e a prejudicar o partido com isso e o Orçamento acabou no primeiro dia de dezembro e só comecei esta candidatura há um mês e uma semana mais ou menos.

Mas já o fez como se se tratasse de uma candidatura interna porque até convidou pessoas de outros partidos.
Efetivamente quando lancei a candidatura as outras listas já estavam quase todas feitas e há muitas pessoas que sei que gostam de mim e que mandaram mensagem a dizer ‘se soubesse nem estava naquela lista ou nem tinha feito esta lista’, mas ninguém sabia efetivamente porque só lancei aquilo no fim.

“O partido tem de falar mais para fora”

Para líder espera ter mais votos do que vai ter agora. Está a baixar as expectativas para que não custe tanto um mau resultado ou está a baixar para que um bom resultado seja mais bem visto?
Estou a dizer que isto é o Conselho Nacional, por isso não é uma questão de liderança. Uma liderança normalmente há dois candidatos, três no máximo, aqui vamos ter seis listas, é um órgão plural, a eleição é completamente diferente, não tem nada a ver. Nem é pessoalizada, sequer. Em relação aos eventos, estou a convidar algumas pessoas de fora, incluindo o Adolfo Mesquita Nunes e o Miguel Morgado porque acho que o partido tem de falar mais para fora e temos de parar de aparecer em muitas notícias por motivos internos e começar a aparecer por motivos externos, de fazermos política para os portugueses, a discutir assuntos que interessam aos portugueses e não temas internos.

"Estou a convidar algumas pessoas de fora, incluindo o Adolfo Mesquita Nunes e o Miguel Morgado porque acho que o partido tem de falar mais para fora e temos de parar de aparecer em muitas notícias por motivos internos"

Já referiu esse passado de desunião na Iniciativa liberal e da necessidade de ultrapassar a saída do João Cotrim Figueiredo. A culpa do partido continuar desunido é de Rui Rocha?
Não, acho que o partido nem está desunido. O que aconteceu foi que, há dois anos, tínhamos uma figura líder muito forte, essa figura saiu da liderança do partido e por isso tivemos uma eleição muito disputada. Isso deixou algumas cicatrizes. Mas ao fim de mais de dois anos essas cicatrizes já estão maduras. Ainda existem em alguns casos, mas estão a passar e temos de acelerar esse processo porque, diria, a esmagadora maioria do partido consegue trabalhar em conjunto, tem divergências como em todo lado e até se vê pela quantidade de listas ao Conselho Nacional, mas consegue trabalhar em conjunto e por isso o que temos de fazer é de encontrar o ponto em que cada um consegue colaborar.

Por que é que Rui Rocha e a Comissão Executiva que ainda integra não conseguiram replicar essa união que João Cotrim Figueiredo conseguiu?
Em alguns pontos já se conseguiu, de resto também tem que ver com um processo que demora tempo. Mas dou o exemplo do programa político, aprovado com 99%, liderei esse processo e incluí contributos de toda a gente até de pessoas que já tinham saído do partido para sinalizar a toda a gente que todas as pessoas podem contribuir. É passo a passo, em processos como esse, que dizemos que todos podem contar com opiniões diferentes, mas podem contar.

Este processo eleitoral que vai existir na IL não será tão divisivo como o anterior?
Tenho a certeza que não. Até porque tenho visto duas campanhas civilizadas e com respeito.

"Tenho visto duas campanhas civilizadas e com respeito"

Mas consegue entender os argumentos da oposição interna, que muitas vezes tem acusado a atual Comissão Executiva de falta de democracia interna, até por problemas dentro do próprio Conselho Nacional. Consegue entender os argumentos ou são alucinados? 
Não, há dois ou três pontos que podem ser válidos e há alguns processos onde temos de melhorar, não há dúvida e nós próprios também o dissemos e acho que o Rui também já o admitiu. Mas há outras coisas que fazem parte do dia a dia da política. Em todos os partidos, há sempre uma notícia ou outra notícia a dizer que falta democracia interna.

E lá continuam as inerências.
Os estatutos foram chumbados.

“Faço uma avaliação positiva de Luís Montenegro no geral”

No debate quinzenal, o primeiro-ministro admitiu levar ao Conselho Superior de Segurança a hipótese de passar a incluir nos relatórios da administração interna, o RASI, a necessidade dos autores dos crimes. Isto não pode ter o efeito contrário ao pretendido? Mesmo que os imigrantes possam ter, estamos a ficcionar, 5% de determinado tipo de crimes, se forem mil crimes também dá para uma manchete de jornal dizer que mil crimes foram cometidos por imigrantes ou em Lisboa, em determinada zona.
Os dados não são discriminatórios. Para termos boas políticas públicas e um debate público informado, devemos fazê-lo com base em dados. E os relatórios da maioria dos países da União Europeia incluem dados de nacionalidades na maioria dos crimes. Agora, o efeito só sei quando tiver os dados. Por exemplo, há poucos dados sobre criminalidade e população estrangeira, mas há dois: temos uma população prisional estrangeira que, em percentagem, é superior à população imigrante em Portugal. Poderíamos dizer, se fôssemos de extrema-direita que isto é uma vergonha, que os imigrantes cometem mais crimes, etc. Podemos olhar para o outro dado, dos arguidos, e ver que, apesar da imigração ter triplicado, o número de arguidos estrangeiros nos últimos 10 anos caiu para metade. São dois dados que se calhar nos levariam a conclusões díspares, mas só há a possibilidade de estar aqui a dizer isto, porque efetivamente existem esses dados. Diria que existirão notícias como essa, mas também existirão notícias de âmbito oposto, de combate à desinformação, a dizer que, afinal, é mentira que as pessoas daquele país fazem isto ou assado. Somos liberais, olhamos para as pessoas como indivíduos, não há culpas globais, nem méritos globais, as pessoas são julgadas pelas suas ações. Agora, parece-me que há alguns dados, incluindo esse e outros que adicionaria, como condição socioeconómica, por exemplo, a idade também, que são dados que existem em outros países e que podíamos incluir.

Nunca distinção étnica?
Não, nenhuma distinção étnica, nenhuma religião, nem aceitaríamos isso.

RASI com autores dos crimes por nacionalidade. "Os dados não são discriminatórios. Para termos boas políticas públicas e um debate público informado, devemos fazê-lo com base em dados"

Em setembro de 2024, aqui na Vichyssoise, sugeriu que era possível a IL vir a fazer parte de um governo da AD, com circunstâncias muito específicas. Depois disso a IL votou contra o Orçamento do Estado e tem vindo a ser muito crítica do Governo em várias matérias. Com este PSD continua a ser possível ser parceiro?
Diria que sim. Obviamente que o PSD não tem implementado as reformas que gostaríamos, mas também não tem uma maioria absoluta e não vamos ser irrealistas ao ponto de estar sempre a exigir aquilo que alguém não consegue implementar.

Mas Luís Montenegro tem sido uma desilusão ou um bom primeiro-ministro?
Faço uma avaliação positiva no geral. É certo que há algumas reformas que gostaríamos de ter visto implementadas que não foram. Mas também vimos oito anos de socialismo onde eu fui muito crítico e a bitola também está baixa. Quando ouço na Comissão de Orçamento e Finanças o ministro a dizer que vão implementar prémios de desempenho na função pública, com avaliação, ou que vão proceder a uma reforma fiscal das taxas que existem, são pequenas coisas, mas em que vejo que andamos aqui a chateá-los e dá em alguma coisa. Ao contrário do anterior, em que chateávamos e não acontecia nada.

Mas tudo isso e a avaliação positiva não foram suficientes nem para uma abstenção no Orçamento.
Há duas coisas que são votadas no Orçamento e, em relação ao Orçamento em si, aquilo que era o programa eleitoral da AD, desapareceu. Mesmo o programa de Governo, baixar o IVA da construção, mesmo em relação ao IRS que teve de ser adaptado pelas negociações com o Partido Socialista, mais uma série de medidas que compilei na altura, e por isso votámos contra. Mas abstivemo-nos nas Grandes Opções do Plano, que incluía, enquanto plano para os próximos quatro anos, todas essas políticas. Diria que se o Governo tivesse implementado aquilo que prometeu aos portugueses, teríamos votado abstenção. Como não foi isso que aconteceu, rejeitámos o Orçamento.

Este ano há eleições autárquicas. A Iniciativa Liberal deve ir a votos ao lado de Carlos Moedas?
Vou dar a resposta politicamente correta, seguindo as regras partidárias. A direção do núcleo de Lisboa vai, obviamente, apresentar uma proposta à direção do partido, que já não será esta, e que depois tem de tomar uma decisão.

“Não queremos entregar a Câmara de Lisboa a uma frente de esquerda”

E faz uma boa avaliação do trabalho de Carlos Moedas, como disse há pouco que fazia de Luís Montenegro?
Como cidadão de Lisboa há muitas coisas em que não vejo diferença, agora falando não como político. Diria que obviamente temos a noção política de que não queremos entregar a Câmara de Lisboa, que é talvez a mais importante do país, a uma frente esquerda, e isso tem impacto na decisão, pelo menos na minha opinião pessoal. Mas a nível de políticas, também não tenho visto enormes diferenças. Há algumas diferenças, mas não vejo enormes diferenças. O Rui Rocha disse, e eu não discordo, que por princípio tendemos a ir sozinhos a eleições, obviamente há exceções se uma série de medidas nossas constarem nesse programa, mas não vou ser eu a decidir.

Já agora, no Porto é completamente diferente, Rui Moreira vai sair e a Iniciativa Liberal apoiou o movimento. Tem a mesma opinião?
Tenho a mesma opinião e ainda menos, porque aí não residindo lá, ainda tenho menos opinião. Mas obviamente que depois teremos de ter essa discussão.

E admite ser candidato a algum município?
Não, admito já que não vou ser candidato a município nenhum.

Disse em dezembro que podia não valer a pena que a Iniciativa Liberal viesse a ter um candidato próprio nas presidenciais. Rui Rocha não concorda, já tem um candidato a Belém, continua a ter esta opinião de que não vale a pena ter um candidato próprio?
Não disse que não valia a pena, disse que tínhamos de discutir e que podia não valer a pena e que era preciso o partido discutir se valia a pena ou se não valia a pena. O Rui Rocha já tomou essa decisão, acho que devemos respeitar também aqui o processo interno: há uma nova comissão executiva que será eleita, terá uma primeira reunião e nessa reunião, decidindo que essa é a decisão, depois envia-a para o Conselho Nacional. De qualquer forma, se o Rui Rocha quiser já antecipar as coisas e anunciar já nomes antes desses processos, diria que é uma decisão mais pessoal, mas também revela alguma transparência.

Não é uma decisão secundada pelo vice-presidente.
Ainda sou vice-presidente, mas diria que o Rui só o fará já quando esta comissão executiva não estiver em funções.

Mas sabe quem é o candidato presidencial que a Iniciativa Liberal vai apresentar se o Rui Rocha for o vencedor?
Não sei, não sei.

E, olhando para o perfil, destaca alguém que possa estar nesse lote?
Sim, já sabendo que é um membro, tendo em conta o que o Rui Rocha disse, acho que há duas coisas que são essenciais para uma candidatura deste estilo, tendo em conta a fase do partido em que estamos: além de capacidade política e qualidade, também é preciso notoriedade.

Mariana Leitão é uma hipótese?
Porque se há cinco anos, na outra candidatura queríamos era ganhar notoriedade enquanto partido, o partido hoje já é conhecido praticamente no país inteiro. Por isso o que nós precisamos garantir, isto é a minha visão, é que não perdemos. E o que é que eu quero dizer com isto? A Iniciativa Liberal cresceu em todas as eleições, nunca caiu. E, por isso, o que exijo, agora já não enquanto dirigente da Comissão Executiva, mas em princípio do Conselho Nacional, é que esse crescimento continue. Acho que seria um erro apresentar alguém que não tenha notoriedade. Do leque de pessoas que têm notoriedade, têm qualidade e pode estar disponível para isso, já tendo o Rui Rocha dito que não seria o João Cotrim Figueiredo, só vejo uma ou duas opções.

Já vamos às opções, mas é por causa disso, pelo medo de poder perder relativamente às eleições anteriores, que achou que podia não valer a pena a Iniciativa Liberal de ir a votos?
A eleição não é partidária, é preciso entendermos isto. Passado uma semana, ninguém se vai lembrar se o partido A ou B apresentou um candidato X ou Y.

O Bernardo Blanco é que falou de uma descida relativamente aos resultados eleitorais anteriores.
O primeiro ponto é que não é uma eleição partidária, é uma eleição pessoal e por isso acho que o partido deve avaliar se vale a pena ou não. O partido concluindo que vale a pena, acho que não devemos apresentar ninguém desconhecido porque a Iniciativa Liberal vem crescendo e ter uma derrota eleitoral não seria positivo.

“Tanto o Rodrigo Saraiva como a Mariana Leitão são bons nomes para Belém”

Quem é que são esses dois nomes? Rodrigo Saraiva foi testado na última sondagem.
Acho que tanto o Rodrigo Saraiva como a Mariana Leitão são bons nomes. Haveria um nome ótimo, mas infelizmente está em Bruxelas noutras funções e não o podemos candidatar a tudo.

Mas os dois nomes que tinha na cabeça eram esses: Rodrigo Saraiva e Mariana Leitão.
Sim, sim.

"Só ouvi o almirante Gouveia e Melo falar cerca de três horas, numa conferência onde estive, e outro podcast dele que está público. Não, houve ideias com as quais eu não concordei."

Concorda com Rui Rocha quando diz que o almirante Gouveia e Melo não representa as ideias liberais?
Só ouvi o almirante Gouveia e Melo falar cerca de três horas, numa conferência onde estive, e outro podcast dele que está público.

Ficou assustado?
Não, houve ideias com as quais eu não concordei.

Ainda está em idade de fazer serviço militar obrigatório.
Ouviu-o a dizer que não defende isso, mas houve ideias com as quais não concordei, houve outras ideias com as quais concordei, algumas mais económicas. Ainda não consigo formular bem uma opinião, três horas não me parece suficiente ainda para ter uma opinião formulada.

Vamos avançar para a fase do Carne ou Peixe, em que tem de escolher uma de duas opções. Na última Vichyssoise preferiu o Passos Coelho a Marques Mendes. Agora que a realidade mudou um bocadinho, em quem votaria numa segunda volta das presidenciais: Gouveia Melo ou Marques Mendes?
Tendo em conta estas três horas que conheço, Gouveia e Melo, mas as três horas são pouco, mais uma vez.

Nas mãos de quem deixava um PPR para o seu primeiro filho, que nasce este ano: Pedro Nuno Santos ou André Ventura?
Ui, não consigo mesmo escolher por um único motivo: tendo em conta a última campanha os dois tinham propostas que rebentavam com as contas públicas e, pensando no futuro do meu filho, não consigo mesmo deixar nas mãos de nenhum.

Quem é que queria ao seu lado num camarote vitalício no estádio de Alvalade? Tiago Mayan Gonçalves ou Rui Malheiro?
Tenho Game Box, mas é cá para baixo, não é para nenhum camarote. E irrita-me profundamente porque gosto de estar ali a sofrer, aquilo é onde descarrego a frustração semanal. Mas provavelmente Rui Malheiro.

Quem convidaria para mandatário da sua candidatura à liderança da IL: João Cotrim Figueiredo ou Rui Rocha?
Gostando muito do Rui Rocha, toda a gente sabe que tenho uma ligação quase familiar com o João e, por isso, diria que qualquer pessoa do partido percebe que a resposta seja João Cotrim Figueiredo.

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