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Os contratos adjudicados por três juntas de freguesia lideradas pelo PSD a empresas de militantes sociais-democratas estão no centro da Operação Tutti Frutti. Estão em causa montantes superiores a 1 milhão de euros e suspeitas de corrupção, tráfico de influências e participação económica em negócio. Luís Newton, presidente da Junta de Freguesia da Estrela e Carlos Eduardo Reis, dono de uma sociedade de Barcelos que lucrou com tais adjudicações, são dois dos principais suspeitos do inquérito coordenado pela 9.ª Secção do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa e coadjuvado pela Polícia Judiciária (PJ). As casas e locais de trabalho de ambos foram alvo de buscas.

A relação entre estas adjudicações e o alegado financiamento partidário ilícito do PSD também está a ser investigada. Os investigadores da Operação Tutti Frutti detetaram fluxos financeiros entre algumas empresas de militantes sociais-democratas e a campanha eleitoral autárquica do partido em Lisboa, que poderão configurar o crime de financiamento proibido, por não respeitarem as regras de financiamento partidário, que é essencialmente público desde há vários anos. Daí, as buscas judiciais que foram feitas à sede nacional do PSD — o que motivou uma conferência de imprensa de José Silvano, secretário-geral do partido, para afirmar que a direção nacional liderada por Rui Rio era alheia a toda a situação.

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