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São umas cinco da manhã e o termómetro acusa 20 graus negativos. A noite ainda se mantém firme mas a doca do pequeno porto pesqueiro de Husøy está iluminada — ainda bem, se não corria-se o risco de desaparecer nos quase 20 cm de neve que se foram acumulando desde o fim da tarde do dia anterior. “Este é o vosso barco”, diz Rita Karlsen apontando para uma embarcação metálica, nem muito grande nem muito pequena, toda pintada a vermelho e branco. “Boa sorte!”, atira, antes de regressar a pé a sua casa. Só a voltaríamos a ver sete horas e duas toneladas de bacalhau depois.

O episódio que abre este texto aconteceu em meados de fevereiro, quando o Observador visitou esta minúscula ilha norueguesa que fica quase no Polo Norte (tecnicamente está já bem dentro do Círculo Polar Ártico). Com a companhia do chef Ricardo Luz, vencedor do Concurso Chefe Cozinheiro do Ano 2019, e do terceiro classificado desta mesma competição, João Santos Pierre — a viagem foi um dos prémios atribuídos pelo concurso –, milhares de quilómetros para se ir de Lisboa até este ponto de terra que alguém deixou cair no meio de uma baía tranquila, rodeada de montanhas e neve, onde Portugal tem uma importância curiosa.

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