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Todos os gráficos são interativos. Passe o cursor sobre as tabelas para ver mais informação. Consulte aqui os Rankings das Escolas 2024
É o nono ano consecutivo em que o Observador e a Nova School Business of Economics (SBE) se juntam para apresentar o ranking das escolas nacionais. Mas a tabela — que tem muito mais informação do que apenas a média das notas de cada instituição — é o último de uma série de passos que permitem chegar a uma fotografia do desempenho escolar no último ano letivo.
O pontapé de saída é dado pelo Ministério da Educação. Algumas semanas antes de os dados serem tornados públicos, o Ministério partilha com as redações os dados em bruto — a chamada “base de dados”, que este ano ficou concluída e foi partilhada a 19 de fevereiro, mais cedo que o habitual. Depois, e no caso do Observador, esses dados são enviados à Nova SBE, que os trabalha tendo por base os critérios editoriais definidos por cada meio de comunicação social (daí que não exista um ranking único e igual a nível nacional). Mais abaixo explicamos os critérios adotados pelo Observador, mas um deles é o número mínimo de provas realizado em cada escola, e que leva à exclusão de várias instituições por se considerar que não têm um nível suficiente de representatividade para integrar o ranking nacional.
No final, apresentamos um ranking das escolas, que não pode ser considerado um comparativo absoluto da qualidade de ensino em cada instituição. Porquê? Porque há fatores relevantes para o desempenho dos alunos nos exames e que os próprios não controlam. Falamos, por exemplo, da estabilidade do corpo docente, do acesso a equipamentos complementares de aprendizagem (os computadores) ou, até, da maior ou menor capacidade de os alunos acederem a apoios externos para a preparação dos exames, como as explicações.
Mas vamos, então, perceber melhor que ranking é este (ou, melhor, que rankings são estes, porque também está disponível a informação sobre a “Equidade”), que dados estão disponíveis para consulta por parte de pais, alunos e professores e, não menos importante, como é que se pode navegar pelas diferentes tabelas e selecionar diferentes critérios para pesquisar a informação mais detalhada possível.
O ranking só me mostra em que lugar ficou a minha escola?
Nada disso. Na verdade, o Observador disponibiliza quatro rankings: dois deles dizem respeito à listagem de escolas em função dos resultados obtidos nos exames finais — ou seja, de conclusão de ciclo (no 9.º ano e no 12.º ano) — e os outros dois referem-se à “equidade”.
Portanto, além da informação sobre em que lugar ficou determinada escola, também é possível ver como cada instituição ficou classificada no Ranking das Escolas 2024 e como foi a prestação dos alunos com Ação Social Escolar.
Um ranking das Escolas e um da Equidade. Qual é a diferença?
Primeiro, o ranking tradicional. Esta lista, cujos dados são partilhados pelo Ministério da Educação há cerca de duas décadas, mostra-nos uma hierarquização das escolas do país em função da média de notas obtidas pelos alunos nas provas finais do 9.º e do 12.º ano. No caso do ranking do secundário, foram consideradas as notas obtidas a 10 disciplinas: Português, Matemática A, Física e Química A, Biologia e Geologia, Geografia A, Filosofia, Matemática Aplicada às Ciências Sociais (MACS), Economia A, Inglês e, por fim, Geometria Descritiva A. Já no ranking do 9.º ano, são analisados os resultados obtidos nas provas de Português e Matemática e é com base nesses dados que a tabela é organizada.
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Este ano, o ranking abrange 615 escolas do Ensino Secundário e 1.188 escolas do Ensino Básico.
Depois, existe também o ranking da “Equidade”, que surge pelo 5.º ano consecutivo e que permite analisar os resultados dos alunos com Ação Social Escolar (ASE). E esse é o grande foco deste ranking paralelo — que faz uma avaliação sobre se a escola pública está, ou não, a servir de elevador social.
Vamos olhar para este ponto com mais detalhe. As escolas têm determinada percentagem de alunos que, pela condição social dos agregados familiares de que fazem parte, recebem apoios do Estado. O que este ranking faz é olhar para esses alunos tendo em conta quantos deles concluíram o respetivo ciclo em três anos (ou seja, alunos que não reprovaram no 7.º, no 8.º e no 9.º ano ou, no caso do secundária, que progrediram sem quaisquer retenções desde que começaram o 10.º ano e concluíram o 12.º). Depois, pega na percentagem de alunos que, em cada escola, nunca chumbaram nesse ciclo e compara-a com a média nacional de alunos nas mesmas condições sócio-económicas.
Exemplo prático: na Escola Secundária Leal da Câmara, em Rio de Mouro, Sintra, 67% dos alunos com ASE concluíram o secundário em três anos (é isso que no diz a coluna do “Sucesso Escolar” naquela instituição). Essa mesma escola ficou 2,1 pontos percentuais abaixo da média nacional (é isso que refere a coluna da “Equidade”). Na prática, surge em 180.º lugar no ranking da “Equidade”.
Apenas existem dados disponíveis para o ranking da “Equidade” nas escolas de Portugal Continental — e apenas foram consideradas 303 escolas do Ensino Secundário (cinco dos quais, instituições privadas) e 844 do Ensino Básico (nove delas privadas). O universo diminui face ao ranking clássico porque nem todas as escolas fornecem os dados de contexto necessários para a elaboração do ranking.
O ranking do Observador tem muitas escolas, mas há ainda mais no país. Não incluíram todas?
Não. Os resultados dos rankings são diferentes em cada órgão de comunicação porque os critérios de tratamento dos dados não são todos iguais. O Observador, à semelhança de anos anteriores, impõe um número mínimo de provas realizadas por escola para que sejam incluídas no ranking: 20.
Também não entram todos os alunos, pois não?
Não. Em primeiro lugar, para os cálculos só contam os alunos internos do ensino regular. Além disto, no ranking de 9.º ano apenas são incluídos os estudantes que realizaram as provas nacionais de Matemática e Português na primeira fase. Já na tabela de secundário foram considerados apenas os exames dos alunos para os quais existe associada uma nota interna na disciplina.
Além das notas, foram recolhidos outros dados?
Bastantes mais dados. Além da média de todas as notas obtidas nos exames (no fundo, os dados que servem de base ao Ranking das Escolas 2024), e além do ranking da Equidade, de que também já falámos, é possível consultar dados sobre o número de exames realizados em cada escola, a média de notas por disciplina e a média interna (anterior à realização dos exames e que, por isso, permite avaliar descidas ou subidas face à nota anterior).
No caso das escolas públicas, são disponibilizados ainda mais dados. Há informações sobre a percentagem de alunos retidos, a percentagem de alunos carenciados, a percentagem de professores no quadro e média das habilitações dos pais e mães dos alunos de cada escola — são os chamados “dados de contexto” de cada instituição.
São, de facto, muitos dados. Como é que posso fazer uma pesquisa mais detalhada?
Tendo em conta os dados de que acabámos de falar, pode optar por fazer uma análise escola a escola, quer no ranking das notas de exames e provas (do 12.º e do 9.º ano), numa espécie de raio-x sobre uma realidade muito concreta. Para isso, basta inserir o nome da escola que quer analisar no campo “Pesquisar por escola”, no canto superior direito da página (não se esqueça de que pode fazer uma pesquisa em função das notas ou do ranking da equidade — basta que selecione uma das opções com canto superior esquerdo da página).
Pode ainda optar por uma análise por concelhos, por tipo de instituição — privada ou pública —, e por disciplina (neste caso, apenas no ranking das escolas e não no da equidade).
Se quiser navegar pela lista de escolas, pode organizar os dados pelo lugar de cada instituição em ambos os rankings, pode optar por uma sequência alfabética, por concelhos, por média de exame (que acaba por ser redundante, por ser o critério base para organização do ranking) ou pela nota interna.
As possibilidades são muitas. Mas o melhor, mesmo, é navegar no ranking que o Observador voltou a preparar para si.