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Quando os três astros se alinharam no céu e a Lua ocultou a luz do Sol, “Albert ainda não era Einstein”. Era um professor recentemente divorciado, e logo a seguir recentemente casado, que tinha tido “a ideia mais bela da vida”: quando a luz vinda de uma estrela passa perto do Sol, encurva-se porque cede à curvatura do tecido espaço-tempo — a malha com quatro dimensões, três espaciais e uma linha do tempo, que compõe o universo.

Diz-se que, na véspera desse 29 de maio de 1919, Albert dormiu descansadamente a milhares de quilómetros do sítio onde a expedição de Arthur Eddington, um astrónomo muito jovem mas já reconhecido e extremamente inteligente, ia colocar a teoria à prova. Seis meses depois, quando as fotografias do eclipse solar lhe deram razão, explicou de onde vinha tamanho sossego: “Se a teoria não estivesse certa, teria muita pena do nosso bom Deus”.

Celebram-se na próxima quarta-feira cem anos desde a primeira vez que a Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein foi comprovada pela primeira vez, quando os cientistas viram a luz a encurvar por ação do campo gravítico do Sol. O mundo mudou nesse dia. Isaac Newton já não era considerado o maior cientista de todos os tempos. E a mudança aconteceu em território nacional — numa colónia portuguesa e também no Brasil.

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