É o princípio do fim de um problema de saúde pública que reformulou por completo o nosso modo de viver. Dois dias depois do Natal, arrancou em Portugal a vacinação contra a Covid-19 com a administração do primeiro lote com 9.750 doses da solução desenvolvida pela Pfizer em parceria com a BioNTech.

Se, à escala mundial, a batalha contra o novo coronavírus foi elevada a um novo nível, com a aprovação desta vacina (e, mais tarde, da vacina da Moderna, que utiliza uma tecnologia muito semelhante), uma luta de proporções bélicas para ensinar o organismo a batalhar contra o SARS-CoV-2 desencadeia-se também no interior das nossas células assim que a recebemos.

Para compreender o que se passa no corpo humano assim que uma pessoa é vacinada é preciso ir buscar o livro de receitas do consórcio Pfizer-BioNTech, as cábulas de Biologia do 11º ano, os melhores manuais de estratégia militar e, para embrulhar tudo isto, pedir explicações a Henrique Veiga Fernandes, imunologista e investigador da Fundação Champalimaud.

É trabalhoso, intrincado e implica um monte de nomes complicados? Sim, não podemos negar. Mas também envolve M&Ms, um cocktail muito parecido com licor de anis, cães farejadores e células que jogam Pacman com outras células.

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