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O que são, como se fazem e porque é que só se fala de bebés Reborn? Os bonecos que imitam recém-nascidos

A tendência intensificou-se no Brasil, com "mães" a levarem os Reborn ao hospital ou a pedirem licenças de maternidade. Em Portugal, há quem os colecione, pagando no mínimo 400 euros por cada um.

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São hiper-realistas, pintados à mão, têm cabelo, pestanas e olhos e podem até mesmo cheirar a pó de talco. Chamam-se bebés Reborn e são bonecos realistas que imitam recém-nascidos — por vezes confundidos com Nenucos. Apesar de já serem colecionados há vários anos, com o seu nascimento a remontar à década de 90 nos EUA, têm sido alvo de polémica nas redes sociais nos últimos tempos. A tendência ainda não é tão sentida em Portugal, mas face ao recente crescimento já há quem recorra a estes bebés como estratégia de marketing: no início de junho, as redes sociais do Leça Futebol Clube anunciaram que agora também os bebés Reborn se podem tornar sócios do clube, deixando disponível as condições, com uma jóia de cinco euros para crianças dos zero aos seis anos. Já no Brasil é algo bem mais presente e notado, com as autoridades brasileiras a terem de lançar um projeto lei que prevê multas a quem se dirigir a unidades hospitalares com estes bonecos com vista a obter benefícios. Por cá, há quem os colecione, ofereça a crianças — como, lá está, acontece com os Nenucos — ou os encare como um objeto de conforto e afeto, por vezes utilizado como forma de terapia para lidar com o luto. Únicos, assim como os bebés, não há um igual ao outro. Podem chegar a custar 2 mil euros.

Um dos principais exemplos do crescimento da comercialização destes bonecos é de facto o mercado brasileiro. As redes sociais, e em especial o TikTok, têm sido palco de uma série de casos que envolvem utilizadoras e colecionadoras de bebés Reborn que se afirmam enquanto mães destes bonecos. No final de maio, a CNN Brasil avançou que, em janeiro, uma mulher levou a sua bebé Reborn a uma Unidade Básica de Saúde em Itajaí, no estado de Santa Catarina, para que a boneca fosse vacinada. Os funcionários de saúde negaram o pedido e a “mãe da bebé Reborn” acabou por abandonar a unidade hospitalar com “indignação”. De acordo com a autarquia, a pessoa em causa chegou ao local com a boneca e a filha de quatro anos e, quando lhe foi pedido que entregasse o boletim de vacinas da criança, negou e disse que era a boneca que ia receber o serviço para que o momento pudesse depois ser filmado e publicado nas redes sociais. A equipa do hospital explicou que não ia ser possível vacinar a boneca uma vez que seriam desperdiçados equipamentos adquiridos com dinheiro público que são utilizados exclusivamente em pessoas.

“O que é que tem? É só abrir uma agulha e fingir que deu”, respondeu a mulher, que acabou por sair exaltada da unidade hospitalar depois de o pedido ter sido recusado. O caso levou a que pelo TikTok várias utilizadoras começassem a publicar vídeos onde também denunciam ter visto os cuidados hospitalares negados aos seus “filhos” bebés Reborn, com algumas a mostrarem mesmo os bebés nos hospitais. No entanto, estes serão especializados para bebés Reborn, uma vez que em várias regiões do Brasil existem até maternidades que recebem estes bonecos, simulam o seu nascimento e fornecem uma certidão de nascimento e um boletim da vacinas, como se fossem um bebé real.

@fefeereborns ARTISTA: @iascaa não quiseram atender minha bebê reborn no hospital. #bebereborn #mamaereborn #fefeereborns #naoflopa #vaiprafy #fyyyyyyyyyyyyyyyy ♬ som original - Fefe & Reborns❤️
@talita.rosa.educar A polêmica do bebê reborn ! O que acham disso ?#filhos #mae #maternidade #crianças #mãe #educação ♬ som original - talita.rosa.educar

Não é só nos hospitais que esta tendência tem sido utilizada em busca de benefícios. Em Salvador da Bahia, uma rececionista pediu licença de maternidade de 120 dias para cuidar da sua “filha”. O pedido foi negado pela empresa para a qual trabalha e a mulher acabou por recorrer a um advogado que, citado na CNN Brasil, defende “garantir à funcionária o direito de se ausentar do trabalho para se dedicar integralmente aos cuidados com sua filha Reborn, uma bebé que se chama Olívia, que, para ela, representa um filho em todos os aspetos. Mesmo não gestado biologicamente, é fruto da mesma entrega emocional, do mesmo investimento psíquico e do mesmo comprometimento afetivo que toda maternidade envolve”. A mulher procura agora rescisão indireta do contrato de trabalho e uma indemnização por danos morais no valor de 10 mil reais (cerca de 1558 euros).

Nas últimas semanas, face ao aumento do mediatismo em Portugal sobre os bebés Reborn, Carolina Nicolodi confessa ter ganhado novos seguidores no Instagram mas, ao mesmo tempo, diz que recebeu mensagens de ódio: “Fui obrigada a restringir todas as redes, impossibilitando os comentários de quem não é seguidor. Agora temos que aguardar que as coisas voltem ao normal”, lamenta a criadora de bonecos como estes, tentando enquadrar o fenómeno. “O que temos visto neste último mês tem sido muito difícil porque não é uma realidade. Essa questão do hospital, por exemplo, pelo que vi foi feito somente para a internet, para engajamento”, sugere Carolina, que está em Portugal há cinco anos.

Com mais de 100 mil subscritores no Youtube e com cerca de 3623 seguidores no Instagram (nas últimas duas semanas ganhou cerca de 100 seguidores), é uma das poucas artistas que por cá se dedica a esta arte plástica. Na página partilha fotografias e vídeos dos vários bonecos que lhe são encomendados assim como o processo de confeção dos mesmos: mostra como se montam as pernas, os braços e a cabeça ao corpo, como são colocadas e aparadas as pestanas e o cabelo, fio a fio, e como pinta os rostos de cada bebé detalhadamente. Já no Youtube, tem vídeos onde explica a diferença entre cada tipo de boneco — silicone sólido, vinil e vinil soft.

Vinda de Rio Grande do Sul, no Brasil, está em Portugal desde 2020, ano em que embarcou neste negócio, ao lado da tia, que já há vários anos produzia bebés Reborn. Foi com ela que aprendeu esta arte e, depois de aperfeiçoá-la, acabou por vender o primeiro bebé Reborn pelo valor de cerca de 300 euros. Agora com ainda mais prática, e já sozinha no negócio, vende cada um por 400 a 600 euros. O público é maioritariamente português mas tem também clientes brasileiros e angolanos que vivem em Portugal, que procuram principalmente os bonecos para oferecer a crianças: “Eu diria que talvez metade do meu público até sejam crianças. Depois tenho uns 40% que são colecionadores e 10%, a minoria, que são para fins terapêuticos”. A venda dos bebés Reborn é assim sustentada pelo contexto terapêutico, lúdico ou de coleção destes bonecos.

“Claro que há pessoas que têm uma dependência emocional e talvez levem o bebé consigo para passear. Talvez vejas uma pessoa com um carrinho de bebé e tem um Reborn. Mas é muito, muito raro, porque as pessoas que têm os bebés sofrem um certo preconceito. Então elas deixam-no mais em casa. É algo mais privado”, explica. No caso de Carolina Nicolodi, a artista vende todos os bonecos que produz, não ficando com nenhum para si: “É que quando se trabalha com isto, não se tem muito apego, não é? Posso fazer outro a qualquer momento.”

Oito bebés Reborn numa prateleira e um arrumado a um canto

Em Lisboa, Daniela (nome fictício) tem 25 anos e no espaço de um ano e três meses comprou oito bebés Reborn a Carolina Nicolodi — e dois estão a caminho. São todas meninas, têm todas nomes, e são fruto do desejo da colecionadora de ser mãe. Ao Observador, confessa que descobriu esta arte plástica há cerca de dois anos através de uma amiga e que ao pesquisar “bebés Reborn reais” apareceu o perfil de Carolina: “Eu amei os bebés que ela fez, fui falar com ela e o trabalho dela é perfeito. São todas feitas por ela, só confio nela para fazer as minhas bebés.” Daniela fala assim de Everleigh, Chloe, Kiara, Ella, Maya, Luna, Charlotte e Resnesmée, as oito que ocupam uma “prateleira só para elas” e que vão mudando de roupa de vez em quando. “Gosto de ir comprando roupa e acessórios para trocar, mas eu não cuido delas”, explica, confessando que de início foi bastante difícil convencer a família a aceitar terem um bebé Reborn em casa. “Mas depois lá deixaram”. Atualmente, já investiu mais de dois mil euros neste segmento e afirma que quer continuar a comprar.

▲ As oito bebés reborn de Daniela (nome fictício)

“Eu amo bebés e crianças pequeninas, amava ter muitas filhas pequeninas, e as Reborn são de tamanho e peso igual a um recém-nascido e a um prematuro. Um dos meus sonhos era ser enfermeira neonatal, para poder trabalhar com prematuros, cuidar deles, dar o máximo de carinho e conforto que eles podem ter, mas não consegui seguir essa paixão, então as Reborn são o mais próximo disso”, explica, acrescentando que o seu trabalho enquanto auxiliar de educação influencia o seu gosto pelos bebés Reborn, uma vez que trabalha com crianças até aos quatro anos.

Mais a norte, em Vila do Conde, Lígia é também cliente de Carolina Nicolodi mas, ao contrário de Daniela, fez apenas uma única compra. A cuidadora informal ofereceu um bebé Reborn à mãe de 90 anos “para ela mexer com as mãozinhas”. “Mas ela não dá importância ao boneco, entediou-se um bocadito. A minha mãe está muito lúcida, não tem demência, não tem nada”, explica em conversa com o Observador. Apesar de haver terapeutas que reconhecem que os bebés Reborn podem servir de apoio para pessoas com demência ou Alzheimer, não é o caso da mãe de Lígia: “A minha sobrinha é que disse para dar à avó mas alertou-me que era caro”, explica, referindo-se ao boneco de 430 euros que tem agora guardado.

“A minha mãe diz que ele está sempre com os olhos fechados. É que eu escolhi um menino com os olhos sempre fechados porque acho que parecia mais bebézinho. Os outros com os olhos abertos faziam-me confusão”, confessa. Lá em casa desde abril, o bebé Reborn acaba por ser mais para as visitas verem do que para entreter a mãe de Lígia. No entanto, Carolina Nicolodi afirma vender com “frequência para idosos, tanto com demência, como com Alzheimer, ou às vezes porque são idosos que querem ter netos, bisnetos, e não têm, e o bebé ajuda com essa vontade de dar amor”.

O mercado está sempre a andar, apesar de na época natalícia a procura pelos bebés Reborn da artista aumentar. Atualmente, vende dois a três por mês, face também ao tempo que demora a produzi-los: entre oito a 10 dias. Quanto às crianças, explica que há muitos pais que procuram o seu trabalho como forma de acalmar a ansiedade dos filhos — frequentemente provocada pelas horas passadas ao telemóvel, afirma. Há ainda pais que compram um bebé Reborn quando estão à espera de bebé para preparar o filho mais velho para o novo irmão.

▲ As fotografias que a artista Carolina Nicolodi partilha no Instagram

Um bebé Reborn pode trazer benefícios?

A resposta está na consciência terapêutica do uso de um bebé Reborn. Primeiro, é importante perceber qual é o papel que assume na vida da pessoa e se essa utilização está a ser usada para o seu equilíbrio emocional ou está apenas a perpetuar um mal-estar. Quem o diz é Nathalie Marques, psicóloga e responsável pelo Centro Impacto, que reconhece que mesmo no contexto de coleção, o bebé Reborn “pode, por vezes, refletir um funcionamento emocional menos saudável, especialmente quando se transforma numa fuga constante à realidade”: “O foco deve estar em perceber qual o sentido que está a ser atribuído àquele objeto: se está a promover bem-estar, conforto e simbolismo saudável, ou se está a alimentar o isolamento, a negação da dor ou a dificuldade em lidar com a realidade emocional. A utilização deve sempre caminhar no sentido de ajudar a pessoa a cuidar de si, e não de camuflar o sofrimento, independentemente do que o origina”, explica.

Esta dor de que fala pode ser, na maioria das vezes, fruto de perdas gestacionais, de luto de um filho que morreu ou de infertilidade. Quando acompanhadas clinicamente, há benefícios para mulheres que se depararam com estas situações e que recorrem ao bebé reborn como “ferramentas simbólicas de processamento emocional”, diz também ao Observador Filipa Jardim da Silva, psicóloga clínica, autora e fundadora da Academia Transformar. “O cuidar de um Reborn pode ser uma forma de reencontro com partes fragmentadas do self, como se o boneco fosse um espelho das emoções ainda por integrar. A psicologia chama a isto transições simbólicas, que são formas de expressar, processar e organizar emoções quando o real está demasiado doloroso. No entanto, é crucial que este uso seja transitório, como se fosse uma ponte emocional, e não um lugar para viver indefinidamente“, explica.

O foco que ambas dão à importância de o bebé Reborn ser usado temporariamente em casos terapêuticos deve-se ao risco de a “mãe do bebé Reborn” poder começar a dissociar da realidade. Dependerá sempre de questões prévias relacionadas com a saúde mental e emocional da pessoa, como a sua história de vida, traumas passados ou situações atuais que são de vulnerabilidade, mas que acabam por moldar a forma como a realidade é percecionada, podendo, em alguns casos, levar à confusão entre o que é real e o que é fantasia. “A fantasia surge muitas vezes como um mecanismo de proteção, uma forma de negar ou suavizar uma realidade demasiado dolorosa. Pode funcionar como uma tentativa de criar um mundo onde seja mais suportável viver, especialmente quando há dificuldade em imaginar novos caminhos, reconstruir expectativas ou encontrar significado nas experiências vividas”, explica Nathalie Marques, acrescentando que não é algo que se consiga controlar, mas mais ajudar, para contribuir para um equilíbrio emocional, através de uma rede de apoio, seja através de profissionais de saúde, família ou amigos, que criem um espaço de confiança e orientem a pessoa “de forma cuidadosa e respeitosa para o reconhecimento da sua dor e para a procura de novas formas de se reconstruir”.

Também a psicóloga Filipa Jardim da Silva reconhece que o uso pontual e consciente do bebé Reborn pode ser saudável, mas que quando há “dependência emocional, se evita o mundo real ou isolamento progressivo”, pode ser um caso de dissociação emocional ou fuga da realidade. “Nestes casos, o reborn deixa de ser uma ponte emocional e passa a ser uma prisão simbólica“. Apesar de nunca ter lidado com uma paciente que tenha aderido à tendência, afirma estar bastante atenta e que na Academia Transformar têm consciência de que o fenómeno está a chegar a Portugal.

O facto de estes bonecos, para além de serem hiper-realistas, serem recém-nascidos, é também uma das razões para que o maior público desta tendência sejam as mulheres: “A fase de recém-nascido ativa no cérebro feminino, sobretudo em quem já teve filhos ou desejou tê-los, o circuito da empatia parental, incluindo oxitocina, dopamina e padrões de vinculação precoce”, começa por explicar a fundadora da Academia Transformar. Desta forma, o bebé Reborn, ao ser recém-nascido, “representa cuidado absoluto, entrega, vínculo e reconstrução emocional primária”, ao contrário do que aconteceria se fosse um boneco de um bebé com mais idade, que já representaria autonomia.

Já a comparação destes com um Nenuco leva-nos também para as memórias afetivas da infância, “onde o brincar era um lugar seguro”, afirma. “Muitas vezes, vemos adultos a reviver com estes bonecos o conforto perdido da infância, ou até a criança interior que nunca pôde brincar livremente. É uma tentativa de reparar, resgatar ou simbolizar. A diferença? Em vez de um brincar leve, há um envolvimento emocional mais profundo e estruturante”, explica.

Como são feitos estes bonecos hiper-realistas?

Apesar de pelo TikTok haver também um conjunto de vídeos daquilo a que chamam de “parto de bebé Reborn”, obviamente que estes bonecos não são gerados dentro de um útero e muito menos têm um cordão umbilical — como sugerem estes vídeos. Carolina Nicolodi explica ao Observador que os bebés Reborn são primeiro esculpidos por artistas, que depois reencaminham os seus trabalhos para as fábricas: “As mais conhecidas ficam na Alemanha e na China. O que nos chega depois são os kits em branco, que são de vinil, que foram feitos a partir dessa escultura”, explica. A artista compra todos os seus produtos em Espanha, uma vez que em Portugal não há lojas que vendam kits de bebé Reborn.

Um vez com o kit cru, começa o processo de criação do boneco. Nicolodi começa por limpar todas as peças para depois passar um primário — que vai permitir que a tinta adira melhor ao vinil. É aí que começa a pintura: “A tinta que nós usamos é uma termofixada, então a cada camada de tinta o bebé vai ao forno para que a tinta seja fixada. São aproximadamente 10 camadas, mas depende muito do tom de pele ao qual o cliente quer chegar”. Bebé pintado, leva depois duas a três camadas de verniz e só depois é que começam os detalhes, como o cabelo e pestanas. “O processo do cabelo deve durar mais ou menos três a quatro dias. Ao todo diria que um bebé demora entre oito a 10 dias a ficar pronto”.

▲ Um bebé reborn feito através do Kit Magdalena

Atualmente, a artista trabalha com bonecos em silicone sólido e em vinil. Qual a diferença? O corpo do segundo é em pano, o que torna o boneco mais maleável. Já o primeiro, acaba por ser mais realista uma vez que tem barriga, peito e umbigo feitos em silicone — são os bebés que surgem só de fralda, por exemplo. Nenhum dos dois pode ser lavado no banho. Na sua página, Carolina Nicolodi tem os vários kits disponíveis, assim como estas duas opções de tipo de boneco. O mais vendido do atelier é o kit Magdalena da escultura Elisa Marx, que é um boneco feito em tecido e com aproximadamente 50 centímetros e 2kg. “Eu trabalho principalmente com os bebés que têm o corpinho de pano, então é só juntar tudo ao corpo de pano, que tem uma fibra dentro para o deixar bem fofinho e maleável”, explica.

Todos os bebés Reborn de Carolina Nicolodi são vendidos com um certificado de autenticidade assim como um enxoval: as clientes recebem uma manta, uma chucha magnética feita à medida para cada boneco, um conjunto de roupas, além daquelas que já leva vestido, acessórios para cabelo e sapatos. “Há pessoas que guardam as roupas dos seus filhos e põem-nas agora no seu bebé Reborn”, exemplifica.

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