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De Karl Marx a Donald Trump vai um universo de diferenças — e se o milionário nova-iorquino chegou à Casa Branca, não foi propriamente por ter seguido a linha do filósofo e ideólogo alemão de outras eras. Porém, a proposta que Donald Trump fez ao eleitorado branco e de classe trabalhadora não diferiu muito de uma das frases mais célebres do “Manifesto do Partido Comunista”: “Trabalhadores do mundo, uni-vos. Não tendes nada a perder a não ser os vossos grilhões!”.

À sua maneira — e não à de Karl Marx —, Donald Trump falou acima de tudo para o eleitorado branco sem ensino superior, descrevendo-o como “os homens e as mulheres que foram esquecidos na América”. E isso resultou. De acordo com a sondagem à boca da urna da CNN das eleições presidenciais de 2016, este segmento compôs 34% do eleitorado total — e, entre estes, 66% votaram em Donald Trump e apenas 34% na sua adversária, Hillary Clinton.

Em 2020, com Donald Trump a tentar a reeleição e Joe Biden a fazer os possíveis para contrariá-lo, a classe trabalhadora branca pode voltar a ser decisiva para determinar quem sairá vencedor a 3 de novembro. Para estes, “a luta continua” sempre — mas só a menos de dois meses das eleições é que ela começou em força para os dois candidatos, que disputam o estatuto de verdadeiro defensor do proletariado.

Donald Trump e os orgulhosamente “deploráveis”

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