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Polpetta Cosmica
R. de Buenos Aires 26B, 1200-800 Lisboa. Terça-feira das 16h00 às 21h00; quarta-feira a sábado das 12h00 às 21h00 e domingo das 12h00 às 16h00. Contacto: 935 364 378.
Se o nome parecer familiar é porque esta Polpetta Cosmica já está estabelecida em Lisboa há dois anos. Começou como um negócio de take-away que levava a italiana Federica Baldino a percorrer a cidade de uma ponta à outra para fazer as entregas de lasanhas, almôndegas e tiramisù — “Uma vez fui para Vialonga entregar uma lasanha de 20 euros. Gastei mais de gasolina para ir e voltar”, recorda entre risos ao Observador — para agora servir finalmente aqueles mesmos três pratos à mesa de uma rosticceria com o mesmo nome. No espaço, que em tempos serviu de talho para os lados da Estrela, nasce esta segunda casa de Federica para receber clientes de sempre e novos amigos que se queiram juntar a esta comunidade de apreciadores de comida italiana que tem vindo a criar. Natural da Sardenha, é de lá que a italiana de 41 anos traz as receitas: uma herança das nonnas e tias que desde sempre cozinharam para toda a família, passando os conhecimentos aos mais novos. “Cozinhar sempre foi protagonista e sempre me fascinou”, revela, explicando que a lasanha, polpettas e tiramisù são as coisas que sabe fazer melhor.
▲ As almôndegas da Polpetta Cosmica
Todas pelo preço de oito euros, compõem a curta carta deste “pronto a comer” à italiana. O cliente chega, espreita a montra — que tem também queijos e enchidos italianos — e faz o pedido ao balcão, para depois se sentar num dos pouco mais de 20 lugares da rosticceria Polpetta Cosmica. Para comer há assim a lasagne de pesto, a lasagne Cosmica, com ragu, béchamel, mozzarella, parmesão e almôndegas, a lasagne tartufro e as polpette (as almôndegas, o prato favorito de Federica). Para além do tão esperado tiramisù, há ainda extras como focaccia (4 euros) e pickles e azeitonas (4,50 euros). Para o futuro, a carta vai ter umas novidades, como os gnocchi e a parmigiana: “Quero acrescentar pratos da Sardenha, dois que gosto muito, um deles é um prato que a minha mãe faz lindamente”.
Até lá, a Polpetta Cosmica vai continuar a funcionar tanto enquanto rosticceria como take-away (com os mesmos pratos e preços) mas os pop-ups pelos quais Federica era conhecida vão ficar em pausa: “Agora sou eu que quero convidar alguém para fazer um pop-up cá”. O espaço funciona ainda com o serviço de venda para fora, com refeições congeladas disponíveis para levar, e como nova casa dos workshops onde Federica ensina a fazer massa. “Os covidados têm umas entradas, umas bebidas e depois fazemos a massa. Comem a própria massa, com os molhos que fizemos, têm uma sobremesa. É uma experiência de três horas, incluindo o jantar ou o almoço”, explica, acrescentando que o valor por pessoa varia dependendo do tipo de massa e molho que decidem aprender mas que fica entre os 45 ou 50 euros.
JNcQUOI Table
Av. da Liberdade 189 2, 1250-096 Lisboa. De terça-feira a sábado das 19h00 às 21h00.
Abriu no passado dia 8 de janeiro depois de meses de antecipação. Primeiro foi o irmão, o JNcQUOI Fish, que veio homenagear o mar português com uma longa carta de peixe e marisco logo em outubro, para agora as atenções se focarem inteiramente naquela que é a segunda abertura dentro do JNcQUOI House — o hotel que deverá abrir oficialmente portas em 2026, dois anos depois do incêndio que atrasou toda a operação. Falamos do JNcQUOI Table, o espaço exclusivo e idealizado para receber 10 pessoas — a contrastar com os 80 lugares do Fish — liderado pelo chef Filipe Carvalho, que tem também desenhado o menu do Fish e do Avenida junto de António Bóia. Com foco na estrela Michelin, este é o projeto que foi prometido a Filipe Carvalho pelo grupo JNcQUOI depois da saída o Fifty Seconds, com um astro no topo da Torre Vasco da Gama, anunciada em novembro de 2023.
▲ A carta do JNcQUOI Table é assinada pelo chef Filipe Carvalho
Agora, o chef de Aveiro convida 10 clientes a sentarem-se ao balcão para uma experiência sensorial que viaja pelos sabores do Atlântico através de um menu de degustação. Sazonal e adaptado a cada convidado, tem o valor de 265 euros (sem bebidas incluídas) e sugestões como sapateira com santola e abacate; burrata com pinhões e balsâmico; tártaro de peixei com kimuchi e alho francês; caviar imperial com gema crocante; gamba branca com ponzu e vieira com caviar oscietra e couve-flor. Antes mesmo do convidado fazer esta descida até ao fundo do mar, o Table sugere primeiro uma passagem pelo The Mirror Room, o bar do JNcQUOI House, que funciona como antecâmara sensorial daquele percurso gastronómico. Revestido por mais de mil espelhos, este espaço vem evocar um jardim subaquático onde são servidos sete cocktails de assinatura inspirados também eles no mar.
▲ O The Mirror Room
Casa do Frango
Rossio dos Olivais 2 23.02, 1990-231 Lisboa. Todos os dias das 12h00 às 00h00. Contacto: 21 838 6045.
Vem invocar o convívio à volta das mesas portuguesas com um prato que, para tantos, traz conforto. O nome não engana e é mesmo de frango que se faz esta casa. De portas abertas desde o início do mês de outubro ali entre o MEO Arena e o Oceanário de Lisboa, no Parque das Nações, a Casa do Frango tem como grande protagonista o frango no churrasco. Feito sem segredos na cozinha aberta deste novo restaurante, chega à mesa em meia dose (9,50 euros) ou dose (18 euros), com ou sem picante, mas sempre acompanhado pela bela batata frita. Composta pelos clássicos das churrasqueiras, a carta faz-se ainda de entradas, com os croquetes de novilho (5 euros/2 unidades), os rissóis de leitão (6 euros/2 unidades), o chouriço alentejano na brasa (8 euros), as gambas à guillo (15 euros) e a saladinha de polvo (10 euros), e de principais: há bitoque de novilho com ovo e arroz (17 euros), lagartos de porco ibérico (18 euros), espetada de peru (14 euros), bacalhau e polvo na brasa (28 e 26 euros, respetivamente) e espetada de lula e camarão (19 euros). Com capacidade para 580 pessoas — 266 no interior, 278 na esplanada e 36 na geladaria — há ainda espaço para as sobremesas? Sim. Bem tradicionais, são elas a mousse de chocolate (4 euros), o leite creme (4 euros), as farófias (4 euros), o bolo de bolacha (4 euros) e a baba de camelo (4 euros). Em taça servem-se ainda os 18 sabores de gelado: entre eles, há pastel de nata, pudim abade de priscos, requeijão, nozes e abóbora e papo de anjo.
▲ A Casa do Frango tem capacidade para 580 pessoas
Izakaya
P. do Tijolo 11, 1 250-301 Lisboa. Todos os dias das 19h00 às 00h00. Contacto: 211 532 224.
Depois do sucesso da abertura em 2022, numas ruas mais a baixo do irmão Kappo, em Cascais, Tiago Penão trouxe para Lisboa mais um Izakaya, a espécie de tasca portuguesa onde as pessoas se juntam depois do trabalho para comer e beber descontraidamente, mas, neste caso, em versão nipónica. Foi ao Príncipe Real que chegou em novembro, não fosse o letreiro em néon assinalar o suficiente, chamando a atenção para quem passa pela Rua Dom Pedro V. Descrito como “o novo capítulo”, este segundo Izakaya vem trazer a alma japonesa para a capital através de um espaço urbano, quente e vibrante, onde, tal como acontece em Cascais, o balcão continua a ser o coração da experiência. “Aqui, a energia dos yokocho de Tóquio cruza-se com o espírito da cidade, criando um lugar para comer, brindar e ficar”, lê-se na página oficial.
▲ O novo Izakaya é maior em termos de área e número de lugares
Com mais espaço que o de Cascais, tanto em área como em lugares sentados, este novo Izakaya apresenta um menu, que mais se parece com um livro de manga, composto por propostas como o usuzukuri hamashi, lírio curado com ponzu (12 euros), a katsusando de porco (18 euros), a yaki ika, a lula com manteiga e miso (19 euros), a panqueca salgada japonesa okonomiaky (12 euros) e as teba gyosas, asas de frango recheadas (16 euros). Já nas sobremesas, há o ringo no (8 euros), com maçã, caramelo de miso e chocolate branco, o furenchi tosuto (8 euros), uma rabanada com brioche de hokkaido, e o popular miruku san-ko (6,50 euros), a tarte de trés leches vinda de Cascais.
Vetrina
Av. Elias Garcia 184, 1050-103 Lisboa. Todos os dias das 12h00 às 21h30.
Apresentam-se como as verdadeiras sanduíches italianas, em pão schiacciata artesanal recheadas de produtos frescos e autenticidade, e são as protagonistas da sexta marca do Grupo Non Basta. Pensadas para acompanhar o ritmo urbano de Lisboa — on the go ou para receber em casa —, são as protagonistas da Vetrina, o novo espaço das Avenidas Novas que abriu portas em outubro. No menu há 10 sanduíches para experimentar, com combinações que celebram ingredientes emblemáticos de Itália. Entre elas estão a mortadela, burrata e pesto (10,90 euros), a mozzarella, pesto e tomate (9,90 euros), a Porchetta, burrata e cebola (10,90 euros), a peru, burrata e ‘nduja (9,90 euros) ou a presunto, burrata e trufa (12,90 euros). Para o pairing, o Vetrina lançou também o seu Happy Hour, de segunda a sexta-feira, entre as 17h00 e as 20h00, que inclui um balde de cinco cervejas mini por cinco euros. E porque não há uma verdadeira experiência à italiana sem um tiramisù, este também faz parte da carta, por 3,90 euros.
▲ As sandes da Vetrina são as protagonistas da sexta marca do Grupo Non Basta
HARES_PASCOAL
Ouch Bistro
Av. Sacadura Cabral 46A, 1000-273 Lisboa. Todos os dias das 12h45 às 21h45. Contacto: 924 173 574.
É uma cantina asiática não autêntica — os próprios o dizem na página do Instagram — e abriu portas perto do Campo Pequeno em outubro com uma carta que se apresenta como uma fusão das diferentes gastronomias asiáticas, mas com um toque europeu que rouba um pouco do picante. O Ouch é um noodle bistro onde pratos como kimchi, noodles, gyozas e dumplings são os protagonistas deste espaço cool de cozinha aberta para a sala. O menu divide-se assim em três: as entradas, o wok e noodles e as sobremesas. Para aquecer o estômago há sopa de miso com cogumelos e lichia (6 euros) e as clássicas chips de camarão com molho de amendoim (4 euros). Passando para o wok, há pratos de frango teriyaki, camarão em caldo de coco ou tofu, acompanhados por noodles ou arroz para a base (entre 11 e 13 euros). Nas especialidades há noodles de vidro com cogumelos, curcuma, wakame e molho de tom-yam (9 euros), chutney de manga com tofu (8 euros), e dumplings e gyozas de carne ou vegetais (9 euros). Para adoçar o final da refeição, não faltam os mochis (3,50 euros) e sobremesas como o pudim de manga com gengibre e wasabi (6 euros).
▲ O Ouch abriu portas perto do Campo Pequeno em outubro do ano passado
Attiko
Av. António Augusto de Aguiar 2, 1050-016 Lisboa. Todos os dias das 18h30 às 1h00. Sexta-feiras e sábados até às 2h00. Contacto: 963 729 885.
Um restaurante ou um rooftop japonês? Ambos. O Attiko Lisbon é o novo restaurante do também ele novo ME Lisbon Hotel, ali à saída do Marquês de Pombal, e é o terceiro no mundo. Depois da abertura no Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e em Bodrum, na Turquia, este espaço conhecido por se situar acima de paisagens urbanas ou de praias, sempre com um ar cosmopolita, chegou a Lisboa para ocupar o 12.º piso do hotel. É com uma vista panorâmica sobre a cidade e sobre o rio Tejo que o chef sul coreano Kyung Soo Moon apresenta desde outubro pratos de partilha que combinam as técnicas japonesas com ingredientes de qualidade.
▲ O Attiko Lisbon está no 12.º piso do novo hotel ME
Dividido em entradas quentes e frias, principais, seleção do chef e sushi bar, o menu do Attiko sugere propostas como o crudo de salmão com trufa (11,50 euros), as ostras da Ria Formosa com yuzu e mel (24,50 euros/6 un), os sliders de wagyu com aioli de trufa (14,50 euros/2 un), o bacalhau negro com yuzu e gengibre (48 euros), exclusivo desta versão lisboeta, o franguinho com yuzu kosho e miso (29 euros), as costeletas de borrego com chili e alho (35 euros), o entrecôte de wagyu japonês A5 (80 euros) e o caranguejo real com manteiga de yuzu (115 euros).
Quanto à seleção do chef, há tártaro de wagyu com trufa (28 euros), nigiri moriawase (35 euros) e ouriço-do-mar & papaia (32 euros). No sushi bar não falta o sashimi (dos 11,50 aos 21 euros), de barriga de atum, atum vermelho ou enguia, os nigiris (dos 9,50 aos 25 euros), de camarão-azul, vieira ou ouriço-do-mar, e os maki (dos 17 aos 28 euros), de atum picante, wagyu aburo ou negi toro & caviar. A experiência do Attiko só fica completa com a carta de cocktails entre os quais o Goji Piscolé (18 euros), com 1615 Acholado, Goji e frutos vermelhos, e o Kousou (18 euros), com Perro de San Juan Espadín, estragão e gengibre. Nos mocktails, o Hana Spritz (14 euros), com sabugueiro, água tónica e kombucha de hortelãpimenta, é a sugestão sem álcool. Para além da aposta gastronómica, também no Attiko Lisbon a música surge à medida que a noite cai: às quintas-feiras, sextas-feiras e sábados, o espaço conta com atuações de DJs.
▲ Com chef sul coreano, o Attiko aposta nas técnicas japonesas
Sea Me
Av. da Igreja 34, 1700-036 Lisboa. De segunda a quinta-feira das 12h00 às 15h30 e das 19h30 às 23h00, sexta-feira das 12h00 às 15h30 e das 19h30 às 00h00, sábado das 12h00 às 00h00 e domingo das 12h00 às 23h00. Contacto: 212697980.
Aqui a abordagem é diferente daquela que nos últimos 15 anos tem habituado os lisboetas. Se no Chiado se vive uma peixaria moderna com um gastrobar bem descontraído lá ao lado, em Alvalade o foco do novo Sea Me, que toma conta do espaço que em tempos pertenceu ao irmão Prego da Peixaria, está no ambiente familiar deste bairro lisboeta. É através de um luxo informal e acessível que fazem do produto protagonista com uma carta repleta de mar, onde não falta o tão conhecido nirigi de sardinha assada (8,50 euros) que chega com novidades como a burrata com granizado de tomate (11 euros), choco frito em tempura (8,50 euros), bolinho de bacalhau (2,50 euros) e o bacalhau à brás (15 euros).
Já ao balcão, como sempre, o gastrobar sugere pratos de partilha como os croquetes de novilho (2,50 euros) ou os de berbigão (2,50 euros), o carpaccio de camarão alistado (23 euros), os cogumelos no forno a carvão, ovo e parmesão (8,50 euros), as amêijoas à bulhão pato (21 euros) ou o tradicional camarão ao alho (15 euros). Tendo em conta a localização, aos fins de semana há um prato especial que convida a almoços de família prolongados: conforme a maré, poderá ter como protagonista um goraz, um rodovalho, um rascasso ou um cantaril.
▲ O peixe é o grande protagonista do Sea Me
José Ignácio
Rua Afonso Sanches 44, 2750-281 Cascais. Terça e quinta-feira das 12h00 às 00h00, sexta-feira e sábado das 12h00 às 2h000 e domingo das 12h00 às 00h00.
É um talho ou um restaurante? É esta a pergunta que surge quando se cruza com o José Ignácio, o mais recente espaço da Rua Amarela, em Cascais, que foi roubar o nome a dois argentinos especializados em carne. Ao entrar, a montra de carne surge como um presságio do que se há de comer lá em cima: uma carta focada na grelha e na maturação. Para partilhar, há tomahawk (84€/kg), chuletón (84€/kg), t-bone (84€/kg) e vazia (90€/kg) acompanhados por sugestões como arroz de forno com enchidos (5 euros), puré de batata com trufa (4 euros) ou batatas fritas rústicas (4 euros). Quem quiser repetir em casa, os diferentes cortes de carne estão disponíveis para venda tanto na zona do talho como na loja online. Não tão fácil de replicar estará, por exemplo, os croquetes de ossobuco (3 un/6 euros), as empanadas do José (6 euros) recheadas de lombo de vaca salteado, com cebola, pimento, ovo e cebolinho, os corações na brasa com molho de cereja e alho (12 euros) ou, numa vertente mais doce, o flan tradicional argentino (6 euros) ou a tarte basca no Josper (6 euros).
▲ A carne é a grande protagonista do José Ignácio
DoBeco
R. Marquês Sá da Bandeira 46B, 1050-167 Lisboa. Todos os dias das 8h00 às 18h00. Contacto: 935 384 118.
Estreou-se na Estefânia em junho de 2023 com um modelo híbrido de padaria, restaurante e pastelaria para se esticar até Santos um ano depois. Agora, são as Avenidas Novas que recebem o DoBeco, a padaria que tantos adeptos tem angariado nos últimos três anos — ao ponto de apostar numa casa de bagels ali para os lados da Estrela. Mesmo em frente à Fundação Calouste Gulbenkian, o novo DoBeco abriu portas no passado sábado, dia 10 de janeiro, com uma inauguração que convidou vizinhos e amigos da casa. Como sempre, o pão de fermentação lenta, com ou sem glutén, é estrela ao lado de uma panóplia de opções de pastelaria que compõem a carta e de café de especialidade. O brunch também anda por cá, porque sharing is caring, com as mesmas opções já tão bem conhecidas e que fazem (sempre) fila à porta. Já a novidade fica-se pelo serviço ao postigo com uma janela que vende para fora, convidando quem passa por lá a pegar e levar.
▲ O prato de brunch Do Beco com omelete tornado (15 euros)
Bica do Sapato
Av. Infante Dom Henrique Armazém B, Cais da Pedra, Santa Apolónia, 1900-436 Lisboa. Menu de pequeno-almoço todos os dias das 10h00 às 12h00 e Trinca o Sapato de quinta-feira a sábado das 19h30 às 23h30.
Abriu portas no verão do ano passado depois de uma pausa de seis anos que levou guardadas as duas décadas de casa cheia vividas no início dos anos 2000. Era essa mesma energia que queriam passar para este renovado Bica do Sapato, que do passado só traz o nome e a memória coletiva dos tempos passados neste armazém ribeirinho do Cais da Pedra, em Santa Apolónia, com a promessa de dois restaurantes, serviço de delivery, um horário de funcionamento que vai do pequeno-almoço até aos copos e a maior capacidade — em vez dos 120, passar a ter os 300 lugares. São essas promessas que têm vindo a ser cumpridas nos últimos meses, com um novo menu de pequeno-almoço já disponível e um Trinca o Sapato mesmo aí ao virar da esquina.
Disponível todos os dias das 10h00 às 12h00, há uma carta de pequeno-almoço à Bica do Sapato que tanto pode ser pedida à carta como em menu, mas sempre com vista para o Tejo: o Amanhecer do cais (15 euros) conta com uma seleção de viennoiserie, pão, compota e manteiga e bebida quente (café, chá ou cappuccino); o Brisa à beira do Tejo (25 euros) com ovos benedictine em brioche tostado em manteiga e molho holandês, omelete ou croque monsieur, bolo à fatia, viennoiserie, iogurte com fruta e granola e bebida quente ou fria (sumo, café ou chá); e o Essência da Bica (25 euros), que inclui a tosta Bica (se for pedida sozinha são 16 euros) feita em pão tostado com manteiga noisette, salmão fumado, abacate, ovos mexidos com gruyère e toque de limão, o iogurte com fruta e granola e novamente uma bebida quente ou fria.
▲ O Trinca e o serviço de pequeno-almoço do Bica do Sapato
Quanto ao Trinca, em stand by depois de uma primeira volta em dezembro, vive-se no tão prometido mezanino, onde em tempos funcionou um espaço de sushi. Pela mão do chef Hugo Guerra, que já esteve na equipa do Bica do Sapato no passado, afirma-se enquanto uma taberna moderna que vem completar o restaurante principal com um ambiente mais leve e informal onde se promove a partilha. “O Trinca é o irmão mais novo do Bica: cresceu na mesma casa, mas prefere comer com as mãos”, pode ler-se na página do Bica do Sapato, dando conta de que quem manda aqui é a vontade “de petiscar, de provar e de lamber os dedos”. O Trinca serve assim, de quinta-feira a sábado ao jantar, uma carta bem portuguesa com sugestões como croquete de queijo com marmelada (6 euros), cachorrinho de pança de porco e gamba da costa (16 euros) e sandes de novilho marinado em citrinos com maionese e alface romana (18 euros).