Várias publicações que circulam na rede social Facebook alegam que um soldado norte-americano alimentou um prisioneiro de um campo de concentração nazi, na Alemanha, em 1945. “O soldado que dividiu sua porção com um esqueleto — Nordhausen, Alemanha, 1945. No campo de concentração de Nordhausen, um soldado americano chamado Lee Davis encontrou um prisioneiro tão magro que não conseguia levantar a cabeça. Davis se ajoelhou, partiu um pedaço de sua porção de chocolate e gentilmente o enfiou em sua boca”, lê-se na publicação, acompanhada de uma imagem na qual se pode ver um homem vestido de militar a dar comida à boca de um outro homem visivelmente subnutrido.

Segundo o mesmo post, o homem que recebe a comida começou a chorar, incapaz de mastigar o chocolate. “Ele não falava há semanas”, disse outro soldado, “mas sussurrou ‘obrigado’, em inglês”, continua a publicação — que garante que soldado americano permaneceu durante toda a noite ao lado do prisioneiro.

Em 1945, as forças norte-americanas libertaram os campos de concentração de Buchenwald, Dora-Mittelbau, Flossenbuerg, Dachau e Mauthausen, permitindo a fuga de dezenas de milhares de judeus que tinham sido feitos prisioneiros pelas forças da Alemanha nazi.

No entanto, a foto partilhada não é verdadeira e foi gerada com recurso a Inteligência Artificial. O site de deteção de conteúdos gerados por IA DecopyAI mostra que há 93% de probabilidade de a imagem ter sido fabricada. Já o site Sightengine indica uma probabilidade semelhante — 95%.

Conclusão

Apesar de os militares norte-americanos terem libertado dezenas de milhares de prisioneiros na fase final da Segunda Guerra Mundial, a foto partilhada no Facebook não é verdadeira. Foi gerada com recurso a Inteligência Artificial, como indicam os sites especializados em deteção de conteúdos gerados por IA.

Assim, de acordo com o sistema de classificação do Observador, este conteúdo é:

ERRADO

No sistema de classificação do Facebook, este conteúdo é:

FALSO: As principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “falso” ou “maioritariamente falso” nos sites de verificadores de factos.

NOTA: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact checking com o Facebook.

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