Centenas de camiões parados e um cenário caótico. O vídeo foi publicado no final de setembro para alertar para as reivindicações dos camionistas italianos contra a imposição do certificado de vacinação, mas as imagens têm mais de um ano e estão longe de estar relacionadas com esses protestos. A greve e manifestações que chegaram a ser notícia em Itália no final de setembro foi, aliás, considerada um “flop”.

Publicação no Facebook com alegada paralisação de camionistas

Não é preciso muita pesquisa para encontrar as imagens originais. O jornal la Reppublica publicou as imagens a 12 de março de 2020 com referência à greve no camionistas no Porto de Génova. Havia, à data, centenas de camionistas parados numa greve que nem sequer era da classe dos motoristas.

Os estivadores da Compagnia Unica do Porto de Génova pararam em março de 2020 e, em consequência, centenas de camiões ficaram retidos provocando o cenário que é visível nas imagens. Não se tratou de uma greve de camionistas, sendo que as greves e manifestações marcadas recentemente para protestar contra a imposição do certificado digital tiveram pouca expressão no país. Apenas em algumas autoestradas os camionistas circularam a 30km/h condicionando, naturalmente, a circulação, mas sem capacidade para causar o bloqueio nacional a que apelavam.

Conclusão

Não é verdade que as imagens mostrem o resultado de greves e protestos dos camionistas italianos contra a imposição do certificado verde digital. As imagens foram registadas em março de 2020 em plena greve no Porto de Génova, em Itália. Chegaram a estar marcadas greves e manifestações em Itália para o final de setembro, início de outubro, com o objetivo de mostrar o desagrado contra a imposição do governo italiano, mas foram inexpressivas, tendo sido descritas inclusivamente pelos media italianos como ‘flop’.

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Assim, de acordo com o sistema de classificação do Observador, este conteúdo é:

ERRADO

No sistema de classificação do Facebook este conteúdo é:

FALSO: as principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “falso” ou “maioritariamente falso” nos sites de verificadores de factos.

Nota: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact checking com o Facebook.

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