Numa partilha que em apenas 24 horas teve mais de 15 mil visualizações, segundo dados do Facebook, surge uma afirmação, sob um fundo vermelho: “Então e ninguém fala dos 280 convidado do Costa no Resort da Penha Longa para o casamento da filha”. Em plena pandemia e quando vigoram medidas restritivas sobre ajuntamentos, a publicação sugere que o primeiro-ministro está infringir as regras do Governo que chefia e a promover uma celebração familiar de larga escala. O que é falso.

Esta é uma acusação especialmente grave numa altura quem que António Costa repete, a cada entrevista, o valor de 68% de novos casos de Covid-19 que surgem em encontros familiares e impõe limites à circulação na via pública em horários e dias específicos, precisamente para tentar controlar esse tipo de eventos, encontros e celebrações de carácter familiar.

É verdade que António Costa vai celebrar o casamento da filha? Não. “O casamento foi adiado para o próximo ano”, confirma ao Observador fonte oficial do gabinete do primeiro-ministro para responder a esta questão. A cerimónia chegou, aliás, a ter data prevista para 12 de setembro, mas acabou adiada precisamente por causa das limitações impostas pela pandemia.

O adiamento já tinha sido noticiado, com esta justificação adiantada pela imprensa. Em abril passado, em entrevista a Manuel Luís Goucha, no programa “Você na TV”, António Costa mostrava-se preocupado mas não dava o evento por cancelado: “Espero que não haja perturbações, que não seja adiado”. Acabou mesmo por acontecer, ao contrário do que afirma esta publicação.

Conclusão

A afirmação inicial feita nesta publicação partilhada o Facebook é falsa já que não houve qualquer casamento da filha de António Costa. A cerimónia que estava marcada para setembro acabou por ser adiada para o próximo ano.

Errado

No sistema de classificação do Facebook, este conteúdo é:

FALSO: as principais alegações do conteúdo são fatualmente imprecisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “falso” ou “maioritariamente falso” nos sites de verificadores de factos.

NOTA: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact checking com o Facebook.

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