2026 não começa como um ano qualquer. Começa com uma responsabilidade acrescida. Portugal entra num ciclo presidencial que irá marcar o país para lá do imediato e muito para além de um mandato. As eleições presidenciais de 2026 não são apenas um momento institucional: são uma escolha estratégica com efeitos duradouros.
Para os jovens, esta escolha tem um peso particular. Não porque esperem soluções rápidas ou promessas fáceis, mas porque sabem que o Presidente da República influencia prioridades, enquadra debates e ajuda a definir o rumo coletivo do país. Escolher bem em 2026 é escolher quem defende, com serenidade e sentido de Estado, as prioridades estratégicas de uma geração que irá sentir, no futuro, os impactos das decisões do presente.
Os jovens já não pedem discursos inspiradores de ocasião. Nem acreditam em milagres sucessivamente adiados. Pedem estabilidade. Pedem previsibilidade. Pedem um país que funcione. Pedem um país onde estudar, trabalhar, criar projetos de vida ou participar civicamente não seja um exercício permanente de resiliência.
Foi precisamente nesse espírito que, em Ermesinde, se apresentou a Agenda por um Futuro Seguro. Não como um programa de governo, nem como um manifesto genérico, mas como algo raro na política portuguesa: um conjunto de compromissos claros sobre aquilo que o Presidente da República deve assumir como prioridades estruturais do país, elaborados por jovens de reconhecido mérito, oriundos de diferentes áreas da sociedade, que decidiram transformar inquietação em responsabilidade cívica.
Enquanto Mandatário Jovem da candidatura de António José Seguro, afirmo-o com clareza: esta é a única candidatura presidencial que apresenta uma agenda política construída por jovens, sobre aquilo que verdadeiramente esperam da função presidencial. Não para ilustrar campanhas. Não para cumprir quotas geracionais. Mas para influenciar, de forma séria e consequente, o debate político nacional.
Num país onde tantas vezes se fala sobre os jovens sem falar com os jovens, esta candidatura fez exatamente o contrário: tirou, verdadeiramente, os jovens do sofá. E isso nota-se não apenas no conteúdo, mas no método: ouvir, pensar e agir.
A Agenda por um Futuro Seguro propõe que o Presidente da República assuma, através da sua magistratura de influência, um compromisso claro com eixos estruturantes para o futuro do país. Um compromisso com a Educação e a Ciência enquanto elevadores sociais e base de uma economia do conhecimento; com o Ambiente e a Sustentabilidade, enquadrando a transição climática como matéria de justiça social e de consenso nacional; com a Cultura e o Desporto enquanto instrumentos de saúde e de formação cívica e intelectual; com a Democracia e a Coesão Territorial, garantindo que o local de nascimento não condiciona o Futuro de nenhum cidadão; com uma Economia orientada para melhores salários, estabilidade e dignidade; e com uma Diplomacia e Relações Internacionais firmes, europeias e atlânticas, assentes no diálogo, no multilateralismo e nos direitos humanos.
Mas esta Agenda não se limita a listar eixos. Assume uma preocupação transversal que marca profundamente esta geração: o impacto da Inteligência Artificial no mundo do trabalho, na organização da economia e na própria ideia de futuro. Os jovens sabem que a inovação tecnológica cria oportunidades, mas também insegurança, substituição de funções e profundas transformações nas profissões. Por isso, lançámos o desafio para que o Presidente da República coloque este tema no centro do debate público, promovendo reflexão estratégica, antecipação política e consensos que garantam que a tecnologia serve as pessoas e não o contrário.
No fundo, esta Agenda propõe uma visão de futuro para quem ambiciona aquilo que os seus pais e avós também desejaram: uma vida melhor em Portugal, com dignidade, estabilidade e perspetiva. Ermesinde não foi apenas mais um momento político. Foi uma afirmação geracional. A prova de que os jovens não estão afastados da política – estão sim afastados de uma política que não os ouve. Quando lhes é dado espaço real, respondem com ideias, compromisso e visão estratégica.
A escolha de António José Seguro para Presidente da República ganha, neste contexto, um significado ainda mais claro. Num tempo marcado pelo ruído, pela polarização fácil e pela política de reação, o país precisa de serenidade institucional. Precisa de uma Presidência que não seja palco, mas âncora. Que não governe, mas que influencie. Que não divida, mas una. António José Seguro representa essa ideia de política: menos espetáculo, mais substância; menos impulso, mais pensamento.
No fundo, o argumento é simples. António José Seguro acredita que ninguém fica para trás, não como slogan, mas como princípio político inegociável. E esse é, talvez, o desejo mais repetido à entrada de 2026 entre os jovens: um país que ofereça futuro, e não apenas promessas sucessivamente adiadas.
O Ano Novo lembra-nos que a esperança não se improvisa. Constrói-se. Com escolhas; Com compromisso; Com responsabilidade institucional.
Em Ermesinde, os jovens fizeram a sua parte. Em 2026, cabe ao país decidir se quer continuar a adiar ou se está, finalmente, disposto a construir um Futuro Seguro.