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Com o habitual atraso deste confim do sudoeste europeu, aí está o inevitável aparecimento da «novilíngua»! Orwell é que tinha razão no seu «1984», escrito no ano inverso de ’48, na véspera da «guerra fria» que se iniciaria em ’49 com a criação da NATO, integrando habilmente a ditadura portuguesa… mas não a espanhola, poucos anos após a aliança constituída pelas duas grandes democracias anglo-saxónicas com a Rússia soviética a fim de liquidar de vez a Alemanha hitleriana!

De então para cá, com o arrastado final do «Estado Novo» e do seu sucedâneo marcelista, acabada a guerra colonial assim como os golpes e contra-golpes militares que lhe sucederam, os governos que vieram a tomar conta de Portugal em 1976 não têm feito outra coisa que não seja pintar a fachada caseira com sucessivas tintas de civilização. Em vez disso, deviam ter consolidado o regime representativo e crescer economicamente, que são as duas coisas que todos queremos mas não conseguimos extrair dos partidos políticos que se apoderaram dos mecanismos eleitorais através de uma constituição que nunca foi submetida a referendo, como tão pouco o têm sido os tratados europeus!

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