Eis a história, e repete-se sempre com os vitoriosos. A democracia não morre, mas
mantém-se. A democracia não caiu, mas ergueu-se. A democracia não foi derrotada.

Dia 8 de Fevereiro, foi a grande vitória de todos os portugueses, e de todos os
democratas. Portugal manteve-se fiel aos seus princípios. Recolocando a vitoriosa
memória de um país que:

“Não nos ergamos com as palavras de ódio”, “Não toleraremos o racismo”, “Não
compactuemos com o retrocesso”. – E mais? Mantivemos os valores democráticos da
Revolução Francesa entre 1789 e 1799: A igualdade, a fraternidade e a liberdade. A
República ganhou novamente, e a Democracia também.

O Século XXI está perante uma desumanização total, mas hoje cantaram novamente as
palavras de saudação a todos os portugueses que dentro de Portugal continental, Ilhas e
Diáspora quiseram derrotar a voz do ódio e da premissa popular.

Claro que também foi uma vitória particular para António José Seguro, um professor
que se afastou da política durante 10 anos, e deixando a marinar a política, regressou
com a maior percentagem de votos. – Deixo a mensagem, isto é uma aprendizagem para
muitos.

Entende-se que numa sociedade democrática existem erros, tal como falhas. Fazem
parte da democracia: o erro humano é uma vitória para não se repetir.

Então o que realmente se ganhou na noite passada? – A vitória da Democracia. E ainda
a não ridicularização de uma tempestade não por causa natura, mas sim por causa
humana. Ganharam os portugueses. Tal como ganhou também a direita democrática, e a esquerda democrática.

O homem sempre foi capaz de resultar em si todos os problemas do mundo, mas a
vitória tem um significado, é o vencer, é o triunfar, e o obter o sucesso num confronto
real contra a anti-democracia. Este confronto é simples, e não é raro. Victoria (do latim), é a superação de algo ainda maior, a expressão dos valores democráticos conquistados faz quase cinquenta e dois anos.

A Soberania Popular (o poder dos portugueses perante os representantes eleitos), o
Estado de Direito (todos estão sujeitos à lei), a Separação de Poderes (executivo,
legislativo, e poder judicial), os Direitos e Liberdades Fundamentais, a Democracia
Representativa e Participativa (liberdade de expressão, associação, igualdade perante a
lei, e o direito na participar das decisões políticas), e claro o Órgão de Soberania, este o
Presidente da República, o nosso chefe de estado, tal como também a Assembleia da
República, o Governo e os Tribunais. – Ganharam todos.

Não perdemos o direito fundamental que nos entregou a Constituição da República
Portuguesa aprovada em 1976.
É um processo de aperfeiçoamento, como também, é um processo de evolução.