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De tempos a tempos, os que vivem da venda superficial de soluções fáceis, mágicas, e que aparentam pouco esforço, sugerem-nos ser possível aumentar a produtividade, trabalhando menos. Na semana passada foi o Rui Tavares a trazer a boa nova. Num artigo com o sugestivo título, “Trabalhar menos para produzir mais: rumo à semana de quatro dias”, vestindo a pele do peixinho Nemo, Rui Tavares convidou os seus leitores a sonhar: “Imagine uma semana de quatro dias de trabalho e o que ela significaria. A sua produtividade agradeceria; a economia do país também. Portugal, vamos pensar um pouco à islandesa?”.

O artigo, não indo além dos mantras fofinhos da Pixar, ao estilo “brilha, brilha estrelinha. Encontre um lugar feliz! Encontre um lugar feliz!”, tem a virtude de levantar uma questão interessante: é possível aumentar a produtividade, trabalhando menos? O que é, afinal, essa coisa chamada “produtividade”, que leva a que em Portugal, por cada hora trabalhada, se produza, em média, cerca de trinta euros, enquanto nos Países Baixos, por cada hora trabalhada, se produza quase o dobro, um pouco abaixo de sessenta euros, e no Luxemburgo, por cada hora de trabalho, se produza mais de oitenta euros?

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