As causas, principalmente as grandes e importantes têm, habitualmente, rostos e nomes. E a identificação desses nomes, que lutaram por causas em que acreditaram é, além de devida, uma obrigação histórica, sem a qual arriscamo-nos a perder conhecimento, orientação e propósito.

A luta por determinados valores humanistas e por uma sociedade mais capacitada para intervir e para “ajudar o próximo” inclui, obrigatoriamente, a formação em suporte básico de vida que, por impossibilidade técnica, entre outras condicionantes, é 100% altruísta, totalmente dedicada ao “próximo”.

E essa luta, de capacitar o cidadão para poder salvar o outro em situações de paragem cardiorrespiratória, tem um nome e um rosto: Teresa Caeiro.

Em 2008 apresentou, como deputada e em nome do CDS-PP, na Assembleia da República, um Projeto de Resolução (354/X/3) para que fosse introduzido no 3º ciclo de ensino básico das escolas nacionais uma formação, de frequência obrigatória, em suporte básico de vida.  Esse projeto foi reprovado, com os votos contra do PS e a abstenção dos restantes grupos parlamentares (tendo só os votos favoráveis do CDS-PP).

Iniciativas semelhantes ocorreram em 2009 (Projeto de Resolução nº 552/X/4) e em 2010 (Projeto de Resolução nº 5162/XI/1) que também não chegaram a ser aprovados.

Finalmente, em 2013, e nunca desistindo desta causa, apresenta, novamente pelo CDS-PP, novo Projeto de Resolução (590/XII/2), com o mesmo teor e intenção, que é finalmente aprovado, desta feita com votos favoráveis da maioria dos grupos parlamentares, apesar da (inexplicável?) abstenção do PS e do PCP, dando origem à Resolução da Assembleia da República nº 32/2013, publicada em Diário da República a 15 de março.

Apesar de tudo isto, e após quase 20 anos sobre a primeira iniciativa, a luta está longe de estar ganha, a formação em Suporte Básico de Vida ainda não é de frequência obrigatória nas escolas nacionais e a população tarda em estar capacitada para salvar o seu “próximo”, mesmo que o queira.

Talvez em breve, e até em memória a Teresa Caeiro, um Governo que integra o CDS-PP, possa encontrar formas de cumprir esse sonho pessoal, essa “velha” determinação centrista e a vontade manifesta de uma maioria parlamentar.