Foram meses, um ano ou mais que isso a testar limites em formação de executivos. E, no Sábado passado, no Casino Estoril, tiveste, tu e muitos outros que não puderam comparecer, a prova viva disso: mais de 1000 pessoas de diploma na mão, a celebrar o que só se conquista com trabalho, com suor e com uma vontade intrépida de aprender. Não há festa igual, mas também não há caminho fácil para chegar até ao Casino Estoril.
Tu sabes isto melhor do que ninguém: no mundo das empresas – aquele onde algumas fecham, mercados mudam e lideranças falham – não há espaço para facilitismos. Não há diplomas por simpatia, não há atalhos intelectuais, não há glória sem entrega. A formação de executivos é isto mesmo: uma maratona de escolhas, de disciplina, de curiosidade e de pensamento a par e passo com a tua família, com o teu trabalho e com tudo o que mais tens na vida. E se não pensas, se não te obrigas a questionar o quem, o quê, o onde, o quando, o porquê e o como, e sabes bem isso agora, então a tecnologia e a IA pensam por ti. E, pior: decidem por ti.
Sim, usa tecnologia até ao limite. Usa IA como ferramenta, como aceleração, como laboratório pessoal. Mas não abdiqueis nunca daquilo que te torna humano: o pensamento crítico, o confronto das ideias, o desconforto produtivo, o discernimento que falha, mas que evolui. A emoção que atrapalha, ou não, mas que também abre caminhos. A dúvida que irrita mas que, também, impede decisões cegas.
Formar líderes não é ensinar pessoas a seguir receitas. É ensiná-las a pensar, a interpretar o mundo, a escolher melhor – mesmo quando não há dados suficientes, mesmo quando a IA dá três respostas “certas” e nenhuma faz sentido, mesmo quando o ruído é mais forte do que a clareza. É treinar pessoas para aguentar pressão, para lidar com paradoxos, para ouvir o que não querem ouvir e para tomar decisões de que não podem fugir. Chama-se a isto responsabilidade.
A tua graduation (de executive education) 2025, mostrou exatamente isso: pessoas que não desistiram, que estudaram quando estavam cansadas, que leram quando não tinham tempo, que resolveram casos pela noite fora, que lideraram equipas, que falharam e voltaram a tentar. Pessoas que perceberam que aprender não é um ato administrativo: é um ato de coragem. Muita coragem.
E é isto que distingue quem sobe ao palco para receber um diploma de quem fica sentado à espera que “o mundo mude”. O mundo muda, claro. Mas muda com quem pensa, com quem age, com quem decide, com quem lidera, com quem decide fazer formação de executivos.
Obrigado a ti e a todos quantos continuam a acreditar que a formação executiva é uma das chaves, senão a chave mãe, para uma vida com mais sentido. Ganhaste um diploma? Parabéns. Agora merece-o!