Uma certa Esquerda tomou conta do País há quatro anos. Tomou literalmente conta. Tudo o que seja contra esta esquerda é para abater. São eles os únicos detentores da moralidade.

Tomaram conta de tudo, até do trabalho da governação de Pedro Passos Coelho que implementou mudanças estruturais que permitiram colocar o País na rota do crescimento, da geração de emprego e do desenvolvimento. E tomaram conta do esforço e trabalho de todos os portugueses que venceram o desafio de tirar o país da situação onde o PS o tinha deixado. Esse mérito, diz o PS, é de António Costa e Mário Centeno.

Mas esse discurso do PS não aguentou 4 anos deste actual governo, por isso a Esquerda liderada por António Costa passou a culpar os portugueses e cirurgicamente também autarcas e classes profissionais sempre que o governo falha.

O caos nos serviços públicos e de tudo o que depende das escolhas da governação de Esquerda não são culpa da governação, é culpa dos portugueses!

No próximo dia 6 de outubro escolheremos o Estado que queremos.

As opções são claras.

De um lado temos a política e a prática socialista, agora com a cumplicidade bloquista e comunista, da falência dos serviços públicos. Temos a opção de escolher um Estado agressivo na cobrança de impostos, taxas e coimas às pessoas, às micro, pequenas e médias empresas que são transparentes nas suas declarações fiscais. Um Estado que demora a tornar como alvo prioritário quem não declara e continua a estar fora do farol do Estado no que diz respeito às suas obrigações.

No fundo é o Estado que tem um Ministro da Administração Interna sem postura de Estado, mas com postura de estalo. E que representa em pleno toda a prática política socialista.

Fico perplexo quando vejo que não há um socorro ao abalo que se vive nos transportes públicos. Uma recente reportagem do Observador demonstrou que utentes da ligação fluvial entre o Barreiro e Lisboa perdem o emprego por chegarem sucessivamente fora de horas ou não encontram emprego devido ao serviço deficitário dos transportes públicos.

É bom lembrar que isto resulta de um modelo de governação escolhido pelo Partido Socialista e não por escolha dos portugueses. Um modelo de governação construir na vingança política, na sobrevivência pessoal e partidária, focado no superficial e que ignora a quantidade de trabalho necessário para manter ou atingir as medidas a que propõe da “boca para fora”.

O que o PS fez foi usar meios e dinheiro do Estado para assegurar que o modelo da geringonça se aguentava até ao fim, ignorando as prioridades de um Estado responsável e que funcionasse para todos.

Exemplo disso é o facto dos sistemas de saúde e transportes não funcionarem, pois o PS esteve quatro anos no governo apenas pela manutenção do poder pelo poder.

Isto muda o Estado que conhecemos e afectará ainda mais a confiança no futuro se deixarmos que estes três partidos voltem a ter esse poder.

O abalo de confiança é ainda maior quando fazemos o raio-X destes parceiros de geringonça. O PCP continua a considerar que a única forma de fazer política é sob a forma de greve através dos sindicatos que controla e não através do deputados que este partido tem na Assembleia da República. Já o BE parece aquele colega de trabalho que só aparece para reclamar o que falta fazer ou reclamar o mérito do trabalho feito, mas que ninguém sabe o que andou a fazer durante o dia nem de que forma contribuiu para o trabalho ser concretizado.

Por isso, é evidente que a oposição a este modelo de governação exige que se transmita ao país a capacidade de governar para todos e priorizar os principais problemas do Estado, ainda que esses problemas não sejam os mais mediáticos.

Deste modo, o Estado que temos, e que funciona em permanente estado de crise numa série de sectores, precisa do PSD com a força que o partido verdadeiramente tem.

A disponibilidade do PSD no desafio eleitoral do próximo dia 6 de Outubro é fundamental, especialmente porque o PSD se opõe de forma unida à mudança do Estado que PS, BE e PCP estão a fazer. O PSD tem capacidade para resolver os problemas do país por oposição a certa esquerda que quer resolver os problemas do país à sua conveniência.

Vereador da Câmara Municipal de Setúbal e Cabeça de Lista do PSD por Setúbal