“Mandela’s Dream for South Africa is in ruins” – escreve Robin Wright na New Yorker de 28 de Julho, a propósito da violência que acabara de assolar a República da África do Sul. 

O saldo da semana trágica foram 350 mortos, milhares de feridos e detidos, mais de 40.000 estabelecimentos – bancos, lojas, supermercados, estações de Correios – destruídos ou saqueados e um profundo pessimismo generalizado quanto futuro do país. Um país que, depois do fim do Apartheid e das primeiras eleições democráticas, em 1994, foi considerado um caso de sucesso de transição do poder e de equilíbrio inter-étnico.

Um longo processo

Esse sucesso teve um nome e um protagonista: Nelson Mandela, o líder do ANC (African National Congress), julgado e condenado pelo governo do Partido Nacional e durante 27 anos prisioneiro nas cadeias de Robben Island, Pollsmoor e Victor Verster.

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