Presenciamos a mudança! Elaboramos sobre a mudança que estamos a viver… Mas temos muita dificuldade em concretizar, nós próprios, a mudança que advogamos. É normal. É humano, simplesmente!

Esta nossa persistência num dado comportamento não se deve à tão propalada “resistência à mudança”. Deve-se, muitas vezes, à falta de clareza sobre o novo comportamento a adotar. Enquanto não sabemos que novo caminho tomar, continuaremos a pedalar (mesmo que lentamente e sem convicção) no caminho já conhecido…

Uma das mudanças atualmente mais desejadas no mundo empresarial, relaciona-se com a capacidade de pensar “fora da caixa”. Nesse sentido – qual DGS, cujas indicações, quando claras, regem os nossos comportamentos –, ouso sistematizar uma abordagem que poderia ser emanada por uma qualquer DGC (Direção Geral da Criatividade) para tornar este caminho mais claro.

Pois bem, as orientações da DGC poderiam ser as seguintes:

1Vá à procura de problemas

Este ponto de partida é decisivo. Nós somos, por natureza, problem solvers. Portanto, identificarmos à cabeça, e de forma clara, o problema no qual nos focaremos para gerar novas soluções favorece enormemente todo o processo criativo.

2 Escolha um problema que seja bom

Os melhores problemas são os que os nossos clientes vivem (ou passaram a viver, mais recentemente) na interação connosco ou, mais genericamente, com o serviço que prestamos. Porquê? Porque a sua resolução trará algo, aos seus olhos, muito relevante e, nessa medida, potencialmente gerador de valor. Parece elementar? A prática corrente, em diversas empresas, diz-nos que não. Parece ainda prevalecer a ideia de que o desenvolvimento do negócio se faz, não com os clientes, mas à sua custa!

3 Puxe pela sua capacidade criativa

Obrigue-se a gerar, por exemplo, sete soluções alternativas para o problema que decidiu abraçar. As primeiras ideias são, normalmente, as mais óbvias (as de quem ainda está a pensar “dentro da caixa”). É da dificuldade em gerar um número elevado de ideias, e do desespero criado, que nos libertamos do espírito crítico que nos impede de explorar caminhos ousados, que nos podem conduzir às tais soluções “fora da caixa”.

4 Acelere o processo. Pergunte aos clientes

Não perca muito tempo dentro de quatro paredes a discutir qual das soluções geradas é a “melhor”. Frequentemente, o nosso processo de decisão é deficiente – ou está contaminado por pressupostos errados ou negligencia aspetos que ainda desconhecemos e que são valorizados pelos clientes.

Fale com alguns clientes e descreva-lhes, pelo menos, duas hipóteses de solução (antes de as desenvolver). Depois, peça-lhes feedback. Escute atentamente o que têm para lhe dizer e aprenda sobre o valor das suas soluções no contexto da vida real.

5 Itere. Vá lá por aproximação

Conclua o processo, reajustando a solução até ser desejada pelos clientes, exequível para a empresa e economicamente viável.

Estas orientações da DGC não seriam mais do que a descrição, em grandes linhas, da forma como o Design Thinking, enquanto metodologia, ajuda as empresas a pensar “fora da caixa” e a gerar valor, nomeadamente, em contextos como o que estamos a viver, com elevados índices de incerteza e ambiguidade.

Acelere a sua capacidade de pensar “fora da caixa”! Pense no Design Thinking!