Voto em João Cotrim de Figueiredo na primeira volta das presidenciais e espero fazê-lo de novo na segunda e, assim, vê-lo eleito Presidente da República, por três razões. Por causa do estado do mundo, por causa do que faz falta a Portugal e por causa da esperança.

Uma das primeiras ações de Cotrim, assim que anunciou a sua candidatura, foi uma declaração feita na Estónia, junto à fronteira com a Rússia, sobre a importância da defesa da Ucrânia para a segurança da Europa. Por ser deputado europeu e por ver o mundo como vê, com esse gesto prova que percebe a gravidade do momento que vivemos. O que tem dito sobre a Europa e a relação transatlântica é o certo. A segurança e prosperidade da Europa não estão garantidas. Estão ameaçadas e só quem o reconhece as pode proteger. Aquele gesto, junto à fronteira, é um sinal que diz o que preciso de saber para decidir por causa do estado em que está o mundo.

João Cotrim de Figueiredo tem dito que não quer ser um presidente liberal. Acredito. Nem é um presidente liberal que procuro. Mas Portugal precisa muito de gente que pense primeiro no que podemos fazer, em como se libertam recursos, em como se reduz o Estado onde não faz falta ou faz mal feito. Que esteja preocupado com mais liberdade. Uma cabeça assim faz falta a Portugal.

A terceira razão é a mensagem de esperança. Cotrim reconhece os problemas, fala com clareza, não diz só coisas agradáveis ou boas de se dizer. Não é uma miss mundo. Mas consegue fazê-lo com esperança, indicando caminhos, mostrando que há convicções e soluções que melhoram o país. A clareza e a esperança fazem enorme falta e podem fazer muito bem a Portugal.

Voto por um Presidente que percebe a gravidade do momento, fala com clareza, tem convicções que fazem falta ao país e traz esperança. Podemos ter um bom ano de 2026. E seguintes.