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O Programa de Estabilização Económica e Social foi publicado sábado no Diário da República e inclui uma lista de mais de 80 medidas, boa parte delas financiadas por fundos europeus, algumas sem orçamento previsto e outras que não se percebe se são novas ou antigas, como por exemplo os investimentos em infra-estruturas de transportes.  O Presidente da República explicou-nos no domingo que se trata de um “remendo”, depois de ter dito que era um plano de transição. Pressupõe-se que o plano de recuperação virá quando soubermos se há dinheiro europeu a fundo perdido. Como não temos dinheiro, temos de “estabilizar” distribuindo o pouco que temos por toda a gente, em vez de “recuperar”.

Quem se der ao trabalho de construir um quadro com as medidas, encontra de tudo, numa distribuição de verbas que parece ter tido como principal objectivo manter todos satisfeitos, cada um com o seu quinhão. Até a formatação diferenciada nos indicia que cada ministério foi acrescentando as suas medidas, sem que tenha havido uma preocupação de dar ao documento uma orientação, um objectivo. Ou antes, a orientação que é relevada é a de submissão das medidas aos objectivos políticos do Governo de conquistar apoios.

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