Os trabalhos de investigação começam, sempre, com uma pergunta de partida. Este princípio devia ser mais abrangente e ser usado na nossa vida diária. Hoje a pergunta que entendo devemos fazer é se preferimos André Ventura como presidente da república, ou como primeiro-ministro.

Os bem-pensantes dirão – nem um nem outro. Por bem-pensantes entendo os “bloquistas”, “livristas”, “comunistas”, “socialistas”, “peêssedistas” e mesmo alguns “cêdeessitas”. Só que essa resposta só serve às avestruzes. A subida de intensões é mais que real. A possibilidade de ser o partido mais votado está hoje ao virar da esquina.

A “unanimidade bolhosa” que envolve António Seguro espanta-me. Não por ter sido considerado pelos seus pares como “poucochinho” ou de “não cumprir os mínimos”, ou por não ter tido a capacidade política de impedir que António Costa subisse ao poder. Nem mesmo me assusta que se for eleito se reúna dos “suspeitos do costume”, dos profissionais da intriga e da incompetência.

Também não me assusta que a imprensa continue bafejada por Belém e continue a ter tiradas como as onde considerou Pedro Nuno Santos e Catarina como os vencedores da primeira volta. Nem nos pode incomodar que a sua eleição seja apoiada porque acha que o dinheiro é para se ir buscar onde ele está, como vulgares assaltantes de bancos. Ou por quem tem por ídolo quem foi julgado e condenado por terrorismo ou quem defende regimes sanguinários onde a liberdade e a célebre democracia é inexistente.

Em tempo, o CDS resolveu tirar o apoio a André Ventura, o resultado foi que em poucos anos, em vez de termos um presidente de Câmara do PSD, um pouco desbocado, termos um líder da oposição, à beira de ser ou presidente da república ou primeiro-ministro.

Voltando à pergunta: como presidente quais são as suas competências e deveres? E como primeiro-ministro? É importante os assessores do primeiro ou mais os ministros do segundo?

Percebe-se que o PS só veja o dia de amanhã. E que a extrema-esquerda nada veja. Os restantes é que me faz pena.

Eu, prefiro um Ventura presidente a primeiro-ministro. Mas isto sou eu.