Uma terra em que o mais velho tem mais importância que o mais novo.
Aonde ser mais velho significa saber mais, ter mais experiência, ter mais respeito e ser ouvido.
Ao contrário da cultura ocidental em que se decidiu que a modernidade é mudar aquilo que os milénios de civilização concluíram ser melhor, em África, como na Ásia, os conceitos continuam a seguir aquilo que sempre foi reconhecido.
Não procuram matar Deus, não procuram mudar o género, não pretendem que quem fala mais alto é quem sabe e nem sequer pretendem que a juventude seja uma maior valia que a experiência.
Apenas pretendem continuar a levar a sua humanidade no caminho que foi passando desde que o Homem teve consciência da sua realidade.
É curioso como nós, na sociedade ocidental, continuamos a admirar a cultura e o saber dos povos que fazem a sua estratégia a longo prazo, que pensam o Mundo para a próxima geração e, ao mesmo tempo, pensamos na nossa vida apenas tendo em conta os prazeres que teremos hoje e promovendo as soluções do dia seguinte.
É uma esquizofrenia a forma de vida que criámos.
Nunca estamos satisfeitos com o que temos, mas, ao mesmo tempo, nunca estamos disponíveis para sofrer hoje para conseguir melhor amanhã.
Tratamos a juventude com mimo, convencidos que o prazer imediato é mais importante que a dureza da preparação dos jovens para uma vida com futuro, e acabamos por criar gente impreparada para enfrentar as dificuldades que sempre existirão na nossa vida.
E, para que a juventude seja bem tratada, determinou-se que os mais velhos devem deixar de ser a referência da experiência de uma vida para deixar aos novos a liberdade de fazerem aquilo que pretenderem.
A juventude é extraordinária.
É forte, é criativa, é disponível e é esperançosa e, por isso, deve ser projectada no trabalho para promover o desenvolvimento.
Mas a juventude só tem um sucesso consistente se aproveitar a experiência, a temperança, o bom senso o saber de quem já passou por essa juventude e que aprendeu mais sobre aquilo que é o Mundo.
Não devemos continuar a olhar a humanidade fazendo escolhas sobre quem é melhor e quem é pior.
Devemos sim, escolher juntar a criatividade e força da juventude com o saber e a experiência dos mais velhos.
Não devemos reformar os mais velhos, mas sim aproveitar o seu saber sem lhes exigir a sua força, aproveitar a sua prudência para temperar os riscos do desenvolvimento.
Devemos voltar a trazer Deus às nossas vidas, a razão às nossas decisões e o respeito aos nossos mais velhos.
Foi bom vir ser o Mais Velho a Angola!