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"Guerra Traduzida" na Rádio Observador. Seguimos com a imprensa ucraniana, com a jornalista Diana Rosa: Zelensky espera reforçar a Força Aérea com caças suecos depois do desbloqueio da ajuda da União Europeia.
Desbloqueio esse que vai ser promovido pela Hungria e pelo novo primeiro-ministro Petér Magyar. A declaração de Zelensky foi feita durante a visita do rei da Suécia a Kiev, no quadro do reforço da cooperação bilateral em matéria de defesa. O presidente ucraniano diz que há uma grande cooperação com a Suécia e está tudo pronto para expandir a Força Aérea da Ucrânia. O chefe de Estado alertou para riscos no fornecimento de armamento devido à instabilidade internacional provocada pela guerra no Irão.
Entretanto, as forças ucranianas impediram avanços russos perto de Vovchansk, uma cidade junto à fronteira com a Rússia.
É o que adiantam as informações militares. As forças de Kiev mantêm as posições na região, nenhum lugar foi perdido. Vovchansk, localizada na região de Kharkiv, e que já abrigou cerca de 17 mil habitantes, tem sido recentemente alvo de novas tentativas de ataque por parte da Rússia, inicialmente ocupada nas primeiras semanas da invasão em grande escala e posteriormente libertada na contraofensiva ucraniana na região de Kharkiv em 2022. Vovchansk tornou-se palco de alguns dos combates mais intensos na Ucrânia quando a Rússia atacou através da fronteira em maio de 2024. A batalha que se seguiu resultou da destruição quase completa da cidade, mas em poucas semanas, as forças ucranianas detiveram a ofensiva dentro dos limites do território, impedindo um avanço russo mais profundo em direção a Kharkiv. Ao longo da última semana, as tropas russas têm reforçado as forças nessa área, numa tentativa de assumir o controle da cidade e avançar em direção às localidades próximas. Os principais esforços têm se concentrado em tentativas de cruzar o rio Vovcha e expandir as posições na sua margem esquerda, por forma a possibilitar novos avanços em direção às áreas circundantes, enquanto também tentam consolidar as posições na parte sul de Vovchansk.
A Rússia está também a preparar uma nova ofensiva terrestre, desta vez no sudeste da Ucrânia e, de fim um prazo, pretende capturar toda a região de Donbass até setembro.
Foi o que admitiu o vice-chefe do gabinete de informações do Ministério da Defesa da Ucrânia. As forças russas estão a intensificar os ataques com mísseis balísticos contra cidades ucranianas. Moscovo produz cerca de 60 mísseis Iskander por mês e expandiu o número de sistemas de lançamento, enquanto a Ucrânia carece de sistemas de defesa aérea modernos suficientes, como os sistemas Patriot de fabrico americano, para proteger todo o país. Este responsável alerta que as infraestruturas críticas, em particular as de energia, sofreram danos significativos devido aos ataques aéreos russos durante o inverno e permanecem altamente vulneráveis, visto que Moscovo continua a aprimorar as técnicas de ataque. Garante que a Rússia está a preparar uma nova ofensiva terrestre no sudeste da Ucrânia, mobilizando as reservas estratégicas para reforçar as forças no país com 20 mil soldados adicionais. Com cerca de 680 mil militares atualmente mobilizados, a Rússia procura capturar toda a região do Donbass até setembro. De acordo com este vice-chefe do gabinete de informações, isto demonstra que Moscovo não está propriamente a levar as negociações a sério e, em vez disso, está a planear continuar a guerra.
Fica por aqui este episódio da "Guerra Traduzida". Estamos de regresso já na próxima semana.