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"Guerra Traduzida" na Rádio Observador. Trazemos agora os destaques da imprensa russa com a Laura Figueiredo. Laura, Moscovo apoia um acordo entre os Estados Unidos e o Irão e defende que Israel deve cumprir os entendimentos alcançados.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, debateu hoje com o homólogo iraniano Abbas Araqchi o acordo entre os Estados Unidos e o Irão. Num comunicado citado pela imprensa internacional, o ministério russo adianta que Sergei Lavrov expressou apoio aos entendimentos alcançados através da mediação do Paquistão e do Catar para reduzir as tensões na região do Oriente Médio. E o governante russo não deixou de sublinhar também a importância do cumprimento do acordo por todas as partes envolvidas no conflito armado, incluindo Israel. Lavrov acrescentou ainda que Moscovo está disponível para apoiar esforços de resolução da crise, com base na experiência e nos conhecimentos únicos.

Já Donald Trump agradeceu a Xi Jinping e a Vladimir Putin por se terem mantido neutrais na guerra do Irão.

O presidente norte-americano agradeceu ao homólogo chinês, Xi Jinping, e ao russo, Vladimir Putin, por se terem mantido de fora desta guerra. Diz Donald Trump que o presidente Xi foi muito neutral, acrescenta que o chefe de Estado russo também poderia ter tornado as coisas piores para os Estados Unidos. Donald Trump recorda que eles têm armas para derrubar aeronaves, conta que conversou com Xi Jinping e que eles tornaram tudo melhor.

Seguimos com uma notícia da Rússia, que denuncia um ataque ucraniano a um autocarro com crianças de uma equipa de futebol bielorrussa.

Pelo menos uma pessoa morreu e seis ficaram feridas no ataque de um drone ucraniano. O governador de Bryansk, cidade onde aconteceu o ataque, dá conta de que uma mulher que acompanhava a equipa morreu. Fontes oficiais revelam que pelo menos quatro dos feridos são menores. O governador da cidade russa adianta que os passageiros do autocarro vinham da cidade bielorrussa de Gomel, dirigiam-se para uma estância balnear russa no Mar Negro. Entretanto, o presidente russo Vladimir Putin contactou o ministro da Saúde e ordenou que fossem tomadas todas as medidas urgentes necessárias para prestar assistência aos feridos, na sequência do ataque, que diz ser um ataque terrorista perpetrado pelo regime de Kiev. É o que indica o Kremlin em comunicado. O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia também condenou o incidente, afirma que se trata de mais um atentado de Kiev, que desencadeou uma caça aos civis, e também o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Bielorrússia condenou o ataque e exige explicações exaustivas à parte ucraniana sobre o ataque.

Laura, o Ministério da Defesa russo reclama novos avanços no leste da Ucrânia.

De acordo com a agência estatal RIA, que cita o balanço diário do Ministério da Defesa russo, o Kremlin reivindica avanços e também a captura da localidade de Kultsovka, na autoproclamada República Popular de Donetsk. Segundo as autoridades russas, nas últimas 24 horas terão sido atingidos objetivos da indústria militar e do complexo combustível energético ucraniano, bem como armazéns de munições, combustíveis e locais de montagem de drones de longo alcance em mais de uma centena de zonas da linha da frente. Moscovo afirma também ter destruído um barco ucraniano e abatido centenas de drones, além de mísseis lançados por Kiev, apresentando assim números muito elevados de equipamento ucraniano supostamente destruído desde o início da ofensiva, num esforço claro de sublinhar a narrativa de desgaste das forças de Kiev.

Fica por aqui a edição desta quarta-feira com a jornalista Laura Figueiredo. A "Guerra Traduzida" está de regresso amanhã.