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Começa agora mais uma Boa Moeda, Má Moeda, sempre com o Paulo Ferreira. Paulo, ontem foi mais um dia de loucos com o preço do petróleo, não é?
De loucos. E a loucura basicamente trazida por Donald Trump aos mercados. Temos aquela fase do: quer saber se vai pagar mais ou menos pelos combustíveis daqui a umas semanas? Então vá ouvindo todos os dias Donald Trump.
Exato. E mantenha a calma.
E mantenha a calma, porque umas vezes no cravo, outras na ferradura. Vamos ver. Ontem sabemos o que se passou. Era aqui final da manhã.
Sim, quando vai dizer.
Manhã cedo nos Estados Unidos, quando ele veio dizer que havia negociações com o Irão que estavam a avançar e, em função disso, precisamente, ele ia suspender por cinco dias os ataques a instalações energéticas. Ora bem, qualquer pessoa ouve isto e vê ali uma luz intensa até ao fundo do túnel, de paragem das hostilidades bélicas e de, que é o importante neste caso para o petróleo, reabertura plena do estreito de Ormuz. Mas logo passado pouco tempo, veio o Irão, de alguma forma, desmentir, dizer que não havia conversas.
Sim, sim, fake news.
Fake news. Aliás, Israel estava, Trump a falar disto, estava a continuar a bombardear o Irão. O que aconteceu ao petróleo? O petróleo que andava ali nos 112, 113 dólares por barril até essa hora, que teve uma queda abrupta, foi pra casa dos 100. Portanto, uma queda de 12, 13 dólares, que é importante. Casa dos 100, chegou aos 97,6, mínimo do dia. Depois voltou a estabilizar ali à volta dos 100 até ao fim do dia na Europa. Precisamente por causa disso, um sobe e desce muito intenso. E vamos andar nisto nos próximos dias, ao sabor das notícias ou das declarações, mais do que notícias, isto são declarações que não se sabe se têm ou não sustentação na realidade. Tudo aquilo que indicie um fim das hostilidades vai ser favorável a uma queda forte, de tudo aquilo que aponte para uma continuação da intervenção militar vai continuar a manter.
Aqui, aqui. Se lá um diz uma coisa e o outro lá diz outra.
O outro diz outra. E os mercados ficam numa montanha-russa autêntica. Depois, ao fim da semana, naquilo que importa para o nosso bolso, acaba por tudo fazer uma média e depois, a partir daí, resultar a indicação dos preços médios de referência dos combustíveis em Portugal. Portanto, vamos ver o que acontece daqui a uma semana.
Entretanto, Paulo, o número de queixas dos consumidores está a subir.
Aumentou. Isto é o balanço 2025, balanço oficial. Aumentou 9%. Aqui estamos a falar das queixas, no fundo, do pedido, a inscrição de um livro de reclamação, seja o livro físico, à antiga, quer o livro de reclamações eletrónico, que serviços e comércios são obrigados a disponibilizar. Aumento então de 9% para quase 500 mil queixas, 485 mil, quase meio milhão de queixas que os consumidores em Portugal fizeram no ano passado. Foram aplicados cinco milhões de euros em coimas, o que é pouco, tendo em conta o tamanho. Estamos a falar de pequenos casos de consumo. Que não são práticas muito graves, se quisermos.
Não sabemos quais são os setores, porém, Paulo.
Sabemos, vamos a isso. Só que as pessoas já reclamam tanto no livro on-line como no livro físico, quase metade, metade. Ora bem, as entidades mais reclamadas no sentido público, isto é, aquelas que são tuteladas pela ASAE, pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, são aquelas que sofrem mais reclamações. Estamos a falar de comércio e serviços, restauração e estabelecimentos hoteleiros. A seguir aparecem as da ANACOM, porque no fundo, depois as queixas são encaminhadas obviamente pra entidade responsável. A ANACOM, que é a Autoridade Nacional de Comunicações, estamos aqui a falar das comunicações eletrónicas, telemóveis, serviços de internet, mas também o setor postal. Os Correios, se quisermos, são tutelados pela ANACOM. E depois, na terceira posição, aparece a saúde, setor da saúde, entidades da saúde, regulados pela entidade reguladora da saúde. Digamos que é um clássico esta ordenação, comércio e serviços e restauração, depois telecomunicações e depois saúde.