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Este é o Caça ao Voto, um podcast da Rádio Observador dedicado à campanha eleitoral e no penúltimo dia de campanha, eis que aparece o pesado braço da lei ou, neste caso, o dedo do Ministério Público. O caso das gémeas e o fato de Lacerda Sales, ex-secretário de Estado da ex-ministra Marta Temido, pode ou não afetar a campanha e quiçá as eleições. Neste Caça ao Voto, vamos perceber quem anda a ganhar e perder votos com o Judite França, Rui Pedro Antunes e Miguel Pinheiro. Vamos ainda conferir os ânimos nas caravanas da AD e do PS e até há uma história que tiramos do baú e tudo isto em cerca de 20 minutos. Eu sou o Ricardo Conceição e este é o Caça ao Voto que começa agora. Já sabemos que o Ministério Público não escolhe dia nem hora para aparecer e apareceu hoje, penúltimo dia de campanha, buscas durante a manhã no Ministério da Saúde e no Hospital de Santa Maria em Lisboa, e a notícia de que Lacerda Sales foi constituído arguido e alvo de buscas domiciliares no dia em que adiou a audição no Parlamento. A anterior ministra, hoje candidata cabeça de lista do PS às europeias, diz que nada tem a ver com o caso das gémeas.

Não, não temo que afete a minha campanha, porque sei que as pessoas sabem que a intervenção do ministro da Saúde, no caso era uma ministra, relativamente à autorização de medicamentos, não existe.

Marta Temido e o caso das gémeas, os candidatos foram particularmente cautelosos nas reações que fomos ouvindo ao longo do dia. Está agora na hora de perceber, afinal, quem anda a ganhar e a perder votos nesta volta a Portugal em campanha eleitoral que está quase a terminar. Judite França, Rui Pedro Antunes, Miguel Pinheiro, vamos então a contas. Bem-vindos. Miguel Pinheiro, quem ganhou votos?

Posso só dizer uma coisa sobre isto que acabaste de dizer?

Podes.

O desporto hoje é falar do timing do Ministério Público e eu já ouvi coisas do estilo: "Pois, o Ministério Público fez estas buscas hoje que por coincidência era o dia em que Lacerda Sales ia ser ouvido no Parlamento." E, portanto, isto seria para-

Para o apanhar fora de casa?

Não.

Mas quem é que abria a porta?

Não, era uma coisa para lhe criar uma dificuldade. Dá-se o caso de, segundo eu vi, as buscas a Lacerda Sales e a constituição de arguido Lacerda Sales ter sido no início da semana.

Exato.

Portanto, eu já percebi quais foram os motivos profissionais para Lacerda Sales.

Por isso é que é constituído arguido.

É que agora é um arguido profissional.

Com certeza.

Esse é que é o motivo profissional. Portanto, quando falarmos em timings, convém também falarmos dos timings dos políticos. O timing que Lacerda Sales, pelos vistos, escolheu para adiar a sua audição no Parlamento, terá sido, eu aguardo esclarecimentos, o timing em que foi constituído arguido.

É isso mesmo.

Mas Miguel-

Se não for, por favor, é ligar para aqui, qual é o número de telefone? Lacerda Sales pode ligar...

Ouvinte@observador.pt é a melhor forma. Se nos contactar.

Há um número de telefone, que é o número do Contracorrente. Vou-te já dizer que é o número de telemóvel que a Maria Nunes me vai passar neste instante.

Não, mas deixa estar, eu digo o número pessoal do Ricardo e vocês podem...

Não, não temos essa informação agora de momento.

Bem, dito isso, vou então responder à tua pergunta, que era exatamente o quê?

Estávamos a falar de votos. Quem ganhou?

Quem ganhou ou quem perdeu?

Quem ganhou votos?

Quem ganhou, primeiro, tens a certeza?

Absoluta.

Eu diria que hoje, mais uma vez, ganhou a AD e mais uma vez não foi por causa da campanha. Desta vez foi o BCE que ganhou votos à AD, este anúncio de diminuição das taxas de juro ajuda a passar esta imagem de que o pior já está para trás e que as pessoas vão começar a melhorar a vida delas, que é a mensagem que a AD também tem tentado passar. Queria deixar as pessoas mais otimistas e mais bem-dispostas e por isso foi um bom dia para a AD. O cabeça de lista depois tem o Bugalho, parece-me que está concentrado em não estragar. Por exemplo, está concentrado em não fazer grandes declarações sobre o que se tem passado ao longo do dia para não correr o risco de ser ele a notícia, está a deixar que sejam outros a notícia e, portanto, não foi um dia mau para a AD.

Rui Pedro Antunes.

Para inovar, para não estarmos sempre nos mesmos, eu dei aqui uma vitória tripla nos últimos dias à AD e para falar um bocadinho dos pequenos partidos, deixa-me dar aqui a vitória ao Bloco de Esquerda enquanto concorrente direto do PCP. O tema Ucrânia acaba por ser muito doloroso para o PCP e hoje no Politico sai um ranking dos eurodeputados mais amigos de Putin e nos seis primeiros há dois do PCP, a deputada Sandra Pereira em segundo e o deputado Pimenta Lopes em sexto lugar, precisamente. E, portanto, eu creio que à esquerda, onde há essa disputa de voto, mais à esquerda do PS, eu creio que pode cair mais quem quer votar nessa zona, mais para o Bloco de Esquerda, porque foi protegendo ou escondendo ou omitindo a sua posição verdadeira sobre a Ucrânia. Portanto, na perspetiva pública, o Bloco de Esquerda é um dos partidos pró-Ucrânia, ao contrário, se calhar, do que seria mais natural.

Se me permites, Ricardo.

Aqui permites tudo.

Despacho já quem perdeu.

Está bem. Se queres subverter as regras do jogo, vamos a isso.

Não, ou queres perguntar o que eu disse primeiro?

Não, avança que eu já vou às ditas.

É só uma questão de poupança de tempo.

Bora.

O PCP, naturalmente, perdeu votos, por isto que eu acabei de dizer. E deixa-me dizer que o PS também acaba por perder votos. Esta resposta de Marta Temido, eu só estou a ouvi-la, não vi na televisão. Não sei se foi o José Rodrigues dos Santos que foi ao terreno fazer-lhe uma pergunta, porque o nível de irritabilidade era o mesmo. Mas para dizer o seguinte: naturalmente, Marta Temido diz uma coisa que é: um ministro não diz que tipo de medicamentos é que se prescreve, não está nesse nível. Naturalmente, mas António Lacerda Sales está num nível, a propósito de um dinheiro altamente dispendioso, de um medicamento altamente dispendioso, por intervenção nesse processo, é arguido num processo. Portanto, a ideia de isso não chega aos governantes, é um tipo de decisão que está lá embaixo, não se aplica. O que ela pode dizer é: "Eu não tenho nada a ver com o meu secretário."

Aliás, Rui, o problema é esse. Precisamente porque não é suposto serem governantes a tomar essas decisões, é que está a haver uma investigação por suspeitas de que tenham sido eles a influenciar essas decisões. Senão estava tudo bem, como é evidente. Quer dizer, Marta Temido dizer isso é tão abstruso, é de quem ou não está a perceber nada do que se está a passar ou acha que as pessoas são tontinhas. Podemos concluir?

Sim, só para concluir, Ricardo, é isso. É que ela pode dizer que não tinha nada a ver com o seu secretário de Estado adjunto da Ministra da Saúde, que era ela. A pandemia tinha três rostos, a Graça Freitas, a Marta Temido e o outro era António Lacerda Sales, que era o número dois de Marta Temido. Naturalmente, não há maneira de não chamuscar a candidata do PS.

Dito de França, o Rui Pedro Antunes já subverteu o jogo todo, portanto decidiu dar já quem perdeu e quem ganhou votos. Deixo-te a ti a decisão.

Eu estou muito cumpridora.

Queres começar por onde?

Vou começar pelo vencedor.

Então vamos a isso.

Porque hoje, para mim, quem venceu foi o país. Hoje o país ganhou.

Devíamos ter alguma pompa e circunstância depois dessa frase. Quem ganhou foi o país.

Eu posso cantar se vocês quiserem, mas enfim, não aconselho.

Vá lá, já te disse que não.

Por que o país ganhou? Ganhou porque viu a justiça a funcionar. Não vou dizer aquelas coisas todas que se dizem nesta altura, que estamos no meio do processo e há recurso e ninguém é culpado antes de transitar em julgado. Não vou repetir isso. Partam do princípio que eu disse, mas a justiça funcionar não é de somenos. Normalmente não conseguimos assistir, eu pelo menos não consigo assistir, não tenho essa recordação desses tempos em que a justiça funcionava de forma muito melhor do que funciona agora. E portanto, fico agradavelmente surpreendida, exatamente por ter resultado na condenação de Manuel Pinto, Ricardo Salgado. Portanto, por um lado, temos um processo altamente complexo que vitimou centenas de milhares de pessoas que estão absolutamente esquecidas e que nunca mais vão ver a cor do dinheiro. Portanto, é bom por um lado, e mesmo que este processo não seja um processo diretamente ligado com o Banco Espírito Santo, é ligado com o GES. Enfim, vamos meter tudo no mesmo bolo para facilitar, porque o tempo é curto. E depois, é bom também porque passa despercebido, mas os professores estão mesmo à beirinha de conseguir ter um aumento salarial. E portanto, isso também é bom. Os polícias também, os oficiais de justiça deixaram de fazer greve e de repente temos 0,25% de redução de taxa. No fundo, há aqui uma confluência de fatores.

E queres ir, entretanto, a quem perdeu?

A quem perdeu? A quem perdeu foi a Marta Temido. Não há volta a dar. Começou ontem com o José Rodrigues dos Santos, que lhe correu muito mal. A ele também não lhe correu muito bem, mas ela é que é a candidata, portanto ela é que tinha que correr bem e ele continua na vida dele. E depois continuou hoje com Lacerda Sales. E eu presumo que não fique por aqui, porque nestas alturas, quando estamos na reta final, e isto já aconteceu outras vezes, não vou recordar, porque mostra que eu sou muito velha, portanto não vou recordar. Mas nestas retas finais, quando se dá assim um pequeno entupição, depois aquilo é uma

É tipo bola de neve.

É a bola de neve.

Miguel, faltas tu sobre quem perdeu votos.

Olha, o Rui Pedro subverteu isto tudo, porque de facto eu também queria falar deste estudo político sobre o PCP.

Mas eu já te expliquei que não deves falar com o Rui Pedro antes de entrar para estúdio.

É ele que copia-me as ideias todas. Mas só duas informações que eu acho que podem ser muito úteis aos nossos ouvintes para perceberem o que está em causa. Isto é um estudo do jornal Político, que é o mais respeitado órgão de comunicação social dedicado, em primeiro lugar, ao que se passa na política europeia e que foi então ver as votações dos diferentes eurodeputados e quais eram aqueles que votavam mais alinhados com a Rússia, com os interesses russos, interesse aqui em sentido vasto. Atenção, é verdade que a pessoa que está em primeiro lugar, que é uma eurodeputada da Letónia, foi multada por supostamente espiar para a Rússia, mas não é disso que estamos a falar. Interesse em sentido vasto. E de facto, a eurodeputada do PCP votou contra todas as resoluções críticas da Rússia, exceto duas. Contra todas, exceto duas. Quais são elas?

Quais são?

É irrelevante. Ela não votou contra porque não participou. Não estava lá. Pronto.

Não votou contra por omissão.

Por omissão. E o outro eurodeputado, João Pimenta Lopes, está um pouquinho mais abaixo na tabela, votou contra todas as resoluções críticas da Rússia, exceto quatro. Que quatro foram essas?

Deixa-me adivinhar, não estava lá?

Não estava lá. Portanto, o tema também é irrelevante, limitou-se a não estar lá. Por isso, acho que realmente o PCP tem uma enorme dificuldade em explicar tudo isto aos eleitores e vamos ver o que acontece no domingo. Pode haver uma boa surpresa para a CDU, mas eu suspeito que será uma má surpresa para a CDU.

Achas que vai correr bem?

Acho. Para a CDU, sim.

Cá estaremos numa emissão especial que arranca às 18h30.

Se Deus quiser.

Arranca às 18h30, emissão especial para acompanhar as eleições europeias e amanhã faremos novo balanço, já com os olhos postos nessa grande corrida de domingo. Agora vamos para a estrada, ao encontro de duas das jornalistas do Observador que estão a acompanhar as caravanas eleitorais. E com o caso das gémeas a adensar a trama, quando nos aproximamos do final desta novela eleitoral, importa perceber se o caso tem ou não impacto junto das caravanas do PS e da AD, sobretudo. Paramos primeiro na caravana do PS. A Mariana Lima Cunha está a acompanhar os socialistas. Como foi recebida aí a notícia do caso das gémeas, Mariana?

Boa tarde, Ricardo. Eu diria que com algum nervosismo. Marta Temido estava no mercado municipal da Figueira da Foz esta manhã, quando as notificações começaram a aparecer, já tinham começado a aparecer uns minutos antes, sobre o caso das gémeas. E quando falou aos jornalistas dessa vez, Marta Temido até acabou por admitir, disse que às vezes tem um pouquinho de mau feitio, o que na verdade nem se quer se tem notado muito nesta campanha, nem na imagem que a candidata tem passado, mas que se notou, de facto, desta vez. Quando respondeu a perguntas sobre se poderá ter algum envolvimento no caso, aliás, disse logo que está disponível para ser ouvida pela polícia e que naturalmente até espera que assim seja, mas respondeu de duas formas sobre esse potencial envolvimento. Por um lado, disse que não é uma decisão tomada por ministros ao nível do governo, quais são os medicamentos autorizados, embora evidentemente, claro que não é isso que é suposto acontecer. Portanto, na verdade, foi uma explicação um bocadinho teórica. Mas em segundo lugar, e onde o ênfase foi mais deixado, sobretudo em negar o seu envolvimento muito específico no caso, quando disse que queria olhar as pessoas nos olhos e dizer que não tem nada a ver com isto. E aliás, disse que não fala com Lacerda Sales desde que ele era secretário de Estado. Portanto, tentou afastar-se completamente do assunto. À tarde, aliás, já não quis responder em concreto a perguntas sobre o tema, que pareceu deixá-la de facto irritada nesta reta final. A candidata ainda ensaiou ali uma resposta mais irritada também a uma pergunta sobre se o timing será inocente da investigação. Ainda disse que em política nada surpreende, mas rapidamente voltou ao guião dizendo que confia nas instituições e que não desconfia da investigação e, portanto, tentou acalmar um bocadinho os ânimos sobre este tema que inevitavelmente entrou na campanha do PS.

E Mariana, com a velocidade de uma SMS, como vão ser as últimas 24 horas de campanha para o PS?

As últimas 24 horas vão ser concentradas no distrito de Setúbal e de Lisboa. Vamos ter a tradicional descida do Chiado amanhã, em que se espera a presença de António Costa, e depois o PS vai encerrar a campanha com a Arreal Popular em Marvila. Hoje ainda vamos ter aqui Pedro Nuno Santos em Aveiro, que é onde eu estou agora, à espera que comece este comício de fim de dia.

Obrigado, Mariana. E como terá sido recebida a notícia das buscas e do facto de Lacerda Sales ter sido constituído arguido na caravana da AD? Bem-vinda, Rita Tavares. Dirias que houve por aí cautela e caldos de galinha?

Muita cautela e muitos caldos de galinha aqui da parte do candidato de cabeça de lista da AD às europeias, Sebastião Rugalho, que não quis comentar o caso diretamente. Disse que não se metia em assuntos de Justiça, investigações que estão em curso, e acrescentou ali um dado que é investigações que estão em curso e que envolvem candidatos que disputam a eleição com ele. Portanto, fez a ligação direta que Marta Temido estava a não fazer antes dele, numas declarações que tinha feito pouco antes, na reação à notícia do dia. E Sebastião Rugalho, apesar de não comentar, deixou essa ligação feita entre o governo do Partido Socialista, onde Marta Temido foi ministra da Saúde, e este caso das gémeas dos Ovras Leiras. De resto, foi a única declaração que fez hoje aos jornalistas. Todas as perguntas foram sempre em volta disso e também sobre o timing desta investigação, com Sebastião Rugalho a refugiar-se no facto de estarmos no Estado de Direito e no Estado de Direito haver uma separação de poderes, portanto, nem sequer a colocar essa hipótese em cima da mesa e a desviar-se também dessa questão.

E como vão ser as últimas 24 horas da campanha da AD?

As últimas 24 horas tiveram aqui uma alteração de última hora. O candidato amanhã de manhã, último dia da campanha, ia estar na Madeira. Essa viagem foi cancelada. Havia algum receio de que o mau tempo pudesse cruzar e de que pudesse pôr em causa a participação do cabeça de lista da AD No encerramento da campanha em Lisboa vai haver a tradicional descida do Chiado, vai haver um comício e depois também o encerramento com os jovens, mas hoje ainda falta o ponto alto do dia. Estou neste momento em Santa Catarina e há aqui um ligeiro atraso na descida de Santa Catarina, no Porto, porque a CDU está a meio caminho, em Vagos Oliver, a fazer um discurso. A AD está a fazer um compasso de espera antes de iniciar essa descida, também onde se vai ser um bugalho. Mais ou menos onde está a CDU, neste momento vai encontrar-se com Luís Montenegro e com Úrsula von der Leyen.

Obrigado, Rita Tavares, aqui em direto a partir do Porto. Rita Tavares que acompanha a caravana da AD. Amanhã vamos à estrada pela última vez neste Caça ao Voto Europeias. Acho que já estou com saudades. Por falar em saudades, vamos ao baú das recordações. E hoje no baú temos uma DJ.

Aqui dançava-se, bebia-se e cantava-se a plenos pulmões, pelo menos os que sabiam a letra, porque esta festa aconteceu em Bruxelas em 2016 e quem está na mesa do DJ é Marisa Matias. Mas na assistência estão eurodeputados e funcionários do Parlamento Europeu de muitas nacionalidades diferentes. O grupo político que reúne vários partidos da esquerda no Parlamento Europeu juntou-se na Associação Garcia Lorca, na capital belga, com um espetáculo em que a então eurodeputada do Bloco, Marisa Matias, foi a DJ MNM. O espetáculo arrancou sem hesitações, com o som da mensagem lida no posto de comando das Forças Armadas na madrugada de 25 de abril de 1974. Marisa Matias misturou a Grândola e depois fez soar a voz de Ana Bacalhau, dos Deolinda. Agora sim, damos a volta a isto. Matias ia escolhendo as músicas para uma noite de diversão à conta de Jeroen Dijsselbloem. Aliás, apropriadamente a festa chama-se Dijsselbloem Nights e havia muita bebida e um ambiente de discoteca.

Foi assim que o grupo europeu do Bloco de Esquerda reagiu às declarações de Dijsselbloem. A não confundir com a festa Boom Dijsselbloem.

Isso é em Leiria, não é?

É Danha.

Danha.

Quando o então líder do Eurogrupo disse que Portugal e outros países resgatados não deviam usar mal o dinheiro de Bruxelas, portanto, não deveriam gastar o dinheiro em álcool e mulheres. Uma história que até já contámos aqui no baú do Caça ao Voto.

E se estiveste atento, e se te recordas, na altura, países como Portugal, Espanha e Grécia até ficaram incrédulos. O primeiro-ministro português, era António Costa, chegou mesmo a pedir a demissão de Dijsselbloem do cargo e Ricardo Mourinho Félix fez-lhe um frente a frente de mão apertada, exigindo um pedido de desculpa aos países intervencionados. A polémica alimentou dias de páginas de jornais e também muitas festarolas, onde não faltava bebida, como dizia aqui Marisa Matias em inglês, a falar para os convivas que compareceram às Dijsselbloem Nights.

We are here. Gabi likes beer, the Portuguese like wine.

Mas festa é festa e Marisa Matias, na função de DJ, tem futuro. Havia ainda muitos comes e bebes e à volta da mesa e na pista de dança, gregos, espanhóis, portugueses e outros eurodeputados e funcionários do Parlamento Europeu divertiram-se muito à conta de Dijsselbloem.

Importa dizer agora que já cheira a sardinhas. A campanha eleitoral está quase a terminar. Amanhã há mais. O derradeiro Caça ao Voto.