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Este som não engana. Começa agora mais uma Comissão de Inquérito nas manhãs 360. Hoje é nosso convidado Diogo Feio, advogado e antigo dirigente do CDS. Seja muito bem-vindo aqui à Rádio Observador. Bom dia!

Olá.

Bom dia.

Bom dia, bem-vindos. Deixem-me só relembrar que uma pergunta certa são cinco pontos.

Ah, ele sabe. Vem com a lição estudada.

Se não souber dois pontos, perante ajuda, se falhar zero pontos. Eu tenho que dizer uma coisa.

Cinco pontos já apareceu.

Isto para uma prova oral. Eu tenho horas e horas de provas orais. Deviam estar todos juntos em paralelo. O ambiente não podia ser assim tão descontraído.

Tínhamos que ter uma toga.

Isto é só para enganar.

Isto é só em provas de doutoramento. Mas de qualquer maneira.

Isto é demasiado à vontade.

Dar aqui nota, exatamente. E já assisti, tal como nas provas orais, a quem discuta em relação às perguntas, a quem aceita.

É um aluno muito assíduo.

Portanto, é verdade.

Muito bem. Que domina bem o programa. Vamos ver se nas perguntas corre igual. Vamos a isto. Vamos à primeira pergunta. O Diogo Feio faz parte da comissão política de Marques Mendes. Vamos lá ver se o conhece bem. É importante, não é? Em que dia faz anos o seu eleito para Belém?

Setembro, seis.

Certeza?

Setembro, três.

Seis é o dia em que ele convida os amigos, faz uma e faz no dia.

Quatro.

Três. É com ajuda.

Atenção.

Não, está lá o P, espera aí. Setembro é garantidamente início do mês.

Quatro, seis.

Cinco. É isso, está certíssimo. Os amigos também fazem... Não, vamos ficar juntos. Tem reflexão perante a pergunta.

Estava a pensar em voz alta.

Fomos penando-las todos.

Estou a dizer pensar.

É pensar em voz alta. História extraordinária.

Mas é emocionante saber já a proximidade, não é?

Sim, é bom. Diogo Feio, as sondagens têm corrido muito bem. Luís Marques Mendes antes estava atrás de Gouveia e Melo, agora aparece sempre em primeiro ou em segundo lugar. São dados promissores para janeiro?

São. Normalmente, quem está metido nessas coisas diz que não liga a sondagens. Eu, que ligo a sondagens, me confesso. E sobretudo ligo a um dado das sondagens, que é o radar das sondagens.

A tendência.

Não, a tendência e o radar das sondagens é uma grande sondagem, porque são muitos a serem ouvidos sobre diferentes métodos, e as coisas estão naturalmente a correr bem. E é como tudo. Eu também gosto muito de futebol por fitarem em primeiro do que em segundo.

Está em que lugar neste momento?

Neste momento em primeiro.

Está em primeiro.

Primeiríssimo.

A última pergunta. Vamos lá. O Paulo é tão modesto. Faz sempre de conta que não sabe nada sobre futebol.

O Paulo dá sempre um aspeto muito saboroso aos programas de futebol em que participa, porque está sempre numa...

É o torcedor imenso.

Mas em relação às sondagens, eu acho que isto é o resultado natural de Luís Marques Mendes não estar a inventar durante a campanha. É o que sempre foi, as pessoas conhecem-no bem, tem anos e anos de televisão, de exposição, e portanto uma coisa é certa: se depois do dia 8 de fevereiro, porque não será à primeira volta, Luís Marques Mendes for eleito presidente da República, não vamos ter surpresas. Sabemos o que é que vamos ter. Vamos adormecer naquela noite e não vamos pensar: há um presidente que eu não sei o que é que nos vai trazer, ou há um presidente que está desaparecido há tanto tempo que também não sei o que é, ou outros que nós sabemos e não queremos, eu pelo menos, que lá esteja.

Isso é uma característica positiva numa altura em que grande parte do eleitorado vai dando sinais de não querer comer mais arroz? Comeu durante 50 anos.

Eu acho que é, porque também há muito eleitorado que diz que quer manter o tal arroz. Se nós somarmos uma coisa muito simples, as votações que PS e PSD vão tendo em várias eleições legislativas, autárquicas, nós temos aproximadamente 60% do eleitorado que diz que não quer propriamente soluções radicais e mudanças de república e soluções mais extremas. Portanto, é evidente que esse eleitorado pode estar bem representado em Luís Marques Mendes com a grande vantagem que eu disse há pouco, é uma personalidade que não nos vai trazer surpresas. Havendo até um aspecto interessante, porque se dizia muito. É um comentador. Eu também comentador me confesso em relação a essa matéria, mas os comentadores também podem ter a capacidade de adaptação ao lugar de candidato e ao lugar de presidente. Eu até acho que Luís Marques Mendes será muito melhor presidente até do que candidato e não está a ser um mau candidato.

Mas disse há pouco que Marques Mendes não tem inventado. Quem é que tem inventado dos outros candidatos?

Vamos ver. Quando eu assisto a um candidato que almoçou com André Ventura para perceber as ideias políticas de André Ventura, acho que são conhecidas de todos. Se diz entre o PS e o PSD, acaba no último debate a assumir-se como candidato para a área do Partido Socialista. Eu diria que isto é alguma falta...

Até foi beber um copo com o líder do CDS.

E foi beber um copo com o líder do CDS e portanto, tudo isso são coisas que a mim não me trazem propriamente muita tranquilidade em relação ao futuro.

Só para os mais distraídos, falamos Gouveia e Melo.

Gouveia e Melo. Não, mas quer dizer, estamos na Rádio Observador, não estamos distraídos.

Mal seria se tínhamos distraídos. Depois

Por exemplo, João Cotrim de Figueiredo, em certos momentos e com afirmações que faz, eu acho que aparenta muito o discurso de André Ventura. Para mim é uma coisa espantosa também.

Escolheu esses dois candidatos porque são aqueles que podem roubar votos a Marques Mendes.

Não, posso falar de outros.

Mas o fato de ter escolhido esses dois, em primeiro lugar, é revelador que podem ser aqueles que mais ameaçam a votação de Marques Mendes, ou não?

Não sei. Acho que outros também podem, porque vamos ver, Luís Marques Mendes tem, e numa primeira volta isso é muito importante, um eleitorado que é aquele eleitorado composto, desde logo pela AD, PSD e CDS, que tem tido votações na ordem dos 30 a 35%, o que daria tranquilamente para ir para a segunda volta. E pode, aliás, não ter parte desse eleitorado que vai na mesma à segunda volta, mas eu vejo eleitores do Partido Socialista também a poderem votar em Marques Mendes, eleitores daqueles que vieram da abstenção e agora estão a participar noutros partidos, olharem e verem que realmente não querem. Aqui eu não quero surpresa ou aqui eu não quero o candidato em quem votei. Isso pode suceder. E, portanto, eu acho que tem um largo espectro de potenciais votantes numa história que vai ter duas. Aliás, como o podcast da Rede Observador bem demonstra em relação a 1986, nós tivemos uma história até à primeira volta e depois temos uma história à segunda, com a curiosidade até de ter possivelmente existido, eu não votava na altura, eleitores de centro-direita que foram votar em Mário Soares pra ele passar à segunda volta e que depois votam.

Foi muito tático.

Foi tático, só que se calhar depois arrependeram-se, porque com grande probabilidade, isto é difícil de fazer, mas teria sido uma segunda volta bem mais fácil para Freitas do Amaral contra Salgado Zenha do que contra Mário Soares, que era mais moderado.

Diogo Feio, antes de avançarmos aqui pra segunda pergunta, falávamos aqui de candidatos. O CDS declarou apenas há três semanas o apoio a Luís Marques Mendes. Se Paulo Portas fosse candidato, estaria do mesmo lado?

As coisas são o que são, os candidatos foram avançando, os espaços foram se perdendo. Eu tenho uma admiração muito grande por Paulo Portas. Trabalhei com ele muitos anos. Foi a pessoa que me disse uma coisa muito curiosa, porque quando eu fui eleito líder parlamentar, há um lugar no plenário em que senta o líder parlamentar do CDS. E ele no dia anterior diz-me: "Este lugar amanhã é teu", o que é uma coisa que dá um friozinho na espinha, mas ao mesmo tempo uma confiança e, portanto, uma amizade muito grande, um político que em Portugal pode ser e pode continuar a pensar em ter várias participações. As circunstâncias não levaram a isso. Eu apoiei já no verão o Luís Marques Mendes, desde logo, pra mim, era difícil de compreender estar numa coligação entre PSD e CDS e não ser o candidato da coligação e, neste caso, daquele partido que é o motor da coligação, que é evidentemente o PSD, que fosse outro a ser apoiado. Eu sou muito aliancista e aliás, sou muito confederador no espaço do centro-direita. Eu gostaria que um dia em Portugal pudesse haver uma grande frente eleitoral com os partidos moderados à direita, que incluem o PSD, o CDS, que inclui também a iniciativa liberal. Continuo à espera, sentado, é certo, mas com alguma esperança que isso vai poder acontecer um dia.

Vamos avançar esta pergunta ao que fomos muito tempo agora acelerando. Não sei se gosta de cinema. Normalmente, as pessoas dizem que gostam. Domina, é a sua área. Este é um clássico, é um filme de 1936. Quem realizou Tempos Modernos? Modern Times, em inglês, em norte-americano.

Então aí vou precisar de ajuda.

Muito bem. Charlie Chaplin, Orson Welles ou Frank Capra?

Orson Welles? Não, Charlie Chaplin.

Claro. Aquele dos parafusos.

Exatamente.

Um trabalhador numa linha de montagem. O mundo do trabalho já não tem nada a ver com isto. Acha que a proposta do governo para as alterações à lei laboral vão no sentido correto e da forma correta?

Eu acho que estamos com uma tempestade perfeita, mas num copo d'água, sinceramente. Parece-me que houve uma antecipação das formas pelas quais, desde logo, a UGT parte para o protesto. Eu quero muito que haja um acordo na concertação social que inclua a UGT. Acho que é importante pra esta legislação do trabalho. Falando com amigos meus mais liberais, acham que esta proposta é extraordinariamente conservadora. A discussão inicial é feita sobre temas que não fazem sentido.

Por responsabilidade do governo, ou não?

Por responsabilidades várias. Mas vou dar um exemplo. Portugal tem o regime mais liberal em relação à alimentação entre os estados da União Europeia.

Os dois anos tão próximos.

Exatamente. Em Espanha, o máximo de um ano, noutros estados o máximo de seis meses, nos nórdicos pode chegar aí, mas sob acordo, e nós estamos enredados como se fosse uma quebra total da nossa civilização, o fim da democracia cristã, como eu já ouvi algumas pessoas da comunicação social dizerem, por uma questão como estas. Quer dizer, é isso que eu não compreendo. A questão da Da contratação fora o outsourcing. Eu não estava a querer usar o termo em inglês, mas de qualquer maneira estava aqui a encontrar. Sabem bem. A questão do outsourcing muitas vezes pode ser um instrumento que dá flexibilidade à gestão das empresas e que pode gerar mais emprego para dentro da empresa. E nós estamos a fazer disto um papão absoluto. Eu lembro muitas vezes, o meu pai era advogado, trabalhava sozinho e tinha um quadro com feno de dois lados, dois burros com uma corda a puxarem cada um para o seu lado, até que eles acordam e vão primeiro comer o feno a um lado e depois vão comer ao outro. Não estou, evidentemente, a qualificar aquilo.

Mas são dois sujeitos que estão a participar.

Mas de qualquer maneira, aquilo que eu estou a dizer é uma coisa muito simples: nós vivemos excessivamente numa fase em que não olhamos para a necessidade de acordar. Ainda por cima, quando temos uma matéria que envolve a concertação social e três grandes blocos de natureza política, como neste momento temos, vai ser muito importante ter acordos que eu espero que sejam o mais amplo possível.

Vamos avançar para a terceira pergunta. Quantos pontos até agora? Sete pontos. Que político francês é geralmente considerado o pai da Europa, o arquiteto da unidade europeia?

Jacques Delors.

Vou olhar três hipóteses, pode ser?

Não, mas espere. Está bem. Não, o Jacques Delors foi o...

Mais tarde, mas antes da criação da...

Já sei, Jean Monnet.

Jean Monnet, está certo.

Há muitos pais, por acaso.

Todos querem ser.

Quem é que passou pelo Parlamento Europeu sabe que há muitos pais da Europa e, portanto, a coisa não é fácil.

Há umas escolhas da Europa já estavam usadas.

Mais para a moeda única, o Jacques Delors, o mercado único.

Exatamente, é a questão do mercado único.

12 pontos, não é?

12 pontos até agora. A Europa está perante um momento decisivo da sua existência. O Diogo Feio, como é que olha para todo este processo da construção europeia até chegarmos a este momento? Parece ser decisivo até por causa do conflito da Ucrânia, não só a nível económico também, mas muito pela questão do conflito ucraniano. É um momento decisivo para o futuro da Europa?

É, sendo que a Europa tem a curiosidade que vai vivendo constantemente momentos decisivos. Aconteceu no Parlamento Europeu em 2009 e 2014, estávamos em plena crise financeira. Foi a altura dos resgates ou bailouts, como quiserem.

Que os nossos ouvintes percebem.

Percebem bem. E achava-se que era o grande desafio que a União Europeia ia ter pela frente. Ora, este é um desafio muito maior, porque a União Europeia faz e bem uma integração de natureza económica. A moeda única é relevante. Continuo a achar que se fez a casa pelo telhado, porque uma moeda única sem a capacidade de endividamento comum que seria necessário, sem um governo comum que seria necessário em relação ao euro, é uma coisa muito complicada e nós vamos sentindo isso, e deveria existir tudo isso. Agora, neste plano da defesa da política externa, isto gera maiores dificuldades, porque a Europa já não é um grupo de seis, é um grupo de muitos, e de muitos a pensarem de forma diferente e com realidades completamente distintas. E temos as circunstâncias dos estados a leste da Europa que pensam de uma maneira, nós aqui a sul pensamos de outra completamente diferente. Das coisas que me fez muita impressão foi uma vez numa reunião do PPE, uma discussão entre um deputado, e estamos a falar do PPE, alemão e uma deputada grega, em que se falava de invasões e entradas de militares em estados. Estrasburgo é precisamente isso, foi França, foi Alemanha. Nós não temos essa noção, por exemplo, aqui em Portugal achamos sempre que é uma coisa muito longínqua. Agora, tudo isto exige uma integração muito grande. Vai haver negociações que eu acho que são relevantes. Era importante que a Europa, porque o problema é na Europa, ganhasse uma preponderância maior. Eu acredito que pode ser essencial para a estabilização e a paz. Não que alguém da Europa esteja preocupado em ter o Prêmio Nobel da Paz para o ter posto num armário qualquer e dizer: "Eu tive este prêmio."

Muito bem, Diogo Feio, vamos seguir em frente. 12 pontos agora. Eu acho que esta é de boas, de facto. Em que ano entrou em vigor o IRS e o IRC, aliás, e uma série de outros impostos?

1980.

E?

E 1800.

1980 e?

Foi a Cavaco.

Certamente.

1989.

Está certo.

É isso mesmo. É Cavaco e Cadilhe.

É Cavaco, Cadilhe.

E por aí fora.

E uma alteração muitíssimo importante nos nossos impostos. Eu falo para alunos que não fazem ideia do que é o euro, mas nós aqui também não fazemos o imposto de transações, imposto profissional e essas coisas todas que tínhamos.

Foi um Simplex, quase, não foi?

Não, foi um Simplex muito relevante.

Mas agora temos Complex no meio desse Simplex.

Temos.

O Paulo hoje está o máximo nas trocadilhas.

Porque não, por uma questão muito simples. Eu trabalho nesta área, dou aulas nesta área, e então era um divertimento que era o de ser pondo Nos códigos, os papeizinhos com as alterações. E portanto, eles depois iam engordando. Neste momento, isso já não existe, mas o que é que criamos? Criamos benefícios que são relevantes numa determinada altura, depois os benefícios vão ficando, depois altera-se um bocadinho as regras.

Há dezenas de benefícios no IRS.

Exatamente. E eu percebo bem que para um contribuinte português não seja nada fácil perceber o funcionamento do IRS e o desconhecimento da lei não aproveita a ninguém, mas eu devo dizer que não é uma tarefa evidente.

E para uma resposta rápida, o que é pior? É termos uma carga fiscal que pode ser elevada ou termos um sistema tão complexo que leva toda a gente a perder muito tempo?

A carga fiscal elevada é sempre importante. Eu diria que todos nós estaríamos satisfeitos com uma carga fiscal mais baixa, mesmo que as coisas fossem complexas. Mas seria bom caminhar nos dois sentidos. E tenho visto da parte da secretária de Estado e do ministro alguma preocupação quanto a essa matéria.

Mas anda tudo muito devagar, nomeadamente na descida da carga fiscal.

Anda ao ritmo possível. Este acordo do IRC já tinha sido assinado por António José Seguro quando foi secretário-geral do Partido Socialista e não foi possível porque depois houve uma alteração no Partido Socialista e decidiu que se tinha que reverter tudo. Não é fácil e depois temos impostos em que isso ainda mais complexo é, como por exemplo o IVA, que são impostos com regras que vêm da União Europeia e que determinam muito aquilo que nós podemos fazer. E, portanto, nem sempre o Estado português tem uma liberdade total em relação a esta matéria, ao contrário daquilo que se julga.

Vamos terminar com coisas verdadeiramente importantes.

Portanto, vamos com 17 pontos.

Podemos ir aos 19 ou aos 22.

Ou até ao ficar.

Ou aos 17 também. Isso não está em cima da mesa.

Arrancou muito bem, vamos ver se chega ao fim bem. Qual o clube francês que o atual treinador do Porto, Francesco Farioli...

Nem deixa acabar.

Muito bem. Isto está a pedir um seis, não é? Um 25.

Com aquela entrada e tudo.

O Paulo, à entrada, está animado com este começo de época do Porto.

Estou. Agora, é preciso sempre ter os pés bem assentes na Terra, ainda por cima falando de futebol, ainda mais, a não ser quando se vai marcar gols de cabeça. Mas ainda ontem o Benfica, para ser simpático também com o investidor, ganhou 4 x 0.

É verdade.

Exatamente. Eu também. Fomos os dois. Já vi o Porto ser campeão estando sete pontos atrás, precisamente do Benfica no final de uma primeira volta, tal qual já vi o contrário.

O contrário também já aconteceu.

Já aconteceu.

Exato.

E o Paulo também.

O Paulo está aqui, não deixa ninguém mentir.

Chega ali ao café e troca por futebol.

O Paulo só por solidariedade. Ele não quer. Não acha que o sistema de 4-3-3, apoiado pelas alas com entrosamento central era melhor?

Não, o 4-3-3 é muito importante porque fecha o centro e precisamente permite que os jogadores, depois do jogo interior para fora, possa ganhar espaço.

O Paulo já treinou as alas com o Diogo Feio.

Sendo que o Porto, nesta altura do campeonato, está com poucos gols sem serem de bola parada. Percebe-se bem, a bola parada é a bola que...

Eu até aí consigo.

Quando a bola está parada, o Paulo percebe perfeitamente.

Não, mas a equipa está a jogar bem, tem agora um conjunto de jogos teoricamente mais fáceis. Eu logo às 20h45 lá estarei a ver o jogo com o Estrela da Amadora na televisão.

Lá vai o debate.

Não, depois passo para trás da caixa e vejo o debate. Não consigo estar a ver debates com o Porto a jogar, porque não estaria com a base interior necessária para o efeito. Mas acho que o Porto acertou no treinador, tem uma defesa extraordinária. Outro ponto, o Porto este ano, para o campeonato, tem três gols sofridos. Eu também trazia essa, caso me perguntassem. 27 gols marcados, 24 de gol average.

Isto começou bem e acabou melhor.

Sim, é verdade.

Vamos ver se acontece o mesmo ao Porto.

Muito preparada, mas estou evidentemente-

Está animado

Estou animado, satisfeito. Agora vamos ver se isso se vai manter. O futebol é uma dimensão de uma vida que tem muitas coisas importantes.

E o que foi? Saí daqui com 22 pontos. Um bom aluno, no fundo.

Muito bom.

E mais, e cumprindo o objetivo que se deve ter antes de um exame. Ontem não estudei, vim descontrair. É uma coisa importante.

Muito bem.

Muito obrigada.

Obrigado.

Foi um gosto. Bom dia.

Obrigado. Bom dia.