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Este é o Diário do Mundial. Chegou finalmente o dia de Portugal entrar em competição no Campeonato do Mundo de Futebol. A Seleção Nacional joga hoje frente à República Democrática do Congo, em Houston, no Texas. É por lá que está, claro, o repórter Miguel Cordeiro. Olá, Miguel, bem-vindo.

Olá.

Olá, Miguel. Depois de ver quase todas as outras seleções a jogar, agora finalmente chegou a vez de Portugal.

Sim, finalmente está na altura de largar a ansiedade. A ansiedade não só dos adeptos, não só da imprensa, de todos os que acompanham a seleção, mas também naturalmente dos jogadores. E nós temos vindo a perceber isso. Os jogadores estão com muita vontade de entrar em campo. Os jogadores que têm falado à imprensa nos últimos dias, nas conferências de imprensa, têm falado disso, de que há já esta expectativa a crescer. Há jogadores que se vão estrear. Há jogadores que querem mostrar mais do que mostraram em edições anteriores. Estão a preparar há várias semanas, desde o dia um que Portugal tem esta concentração a preparar o Mundial. Os jogadores do Paris Saint-Germain chegaram mais tarde. Mas desde o dia um que começou esta concentração, a convocatória ainda foi um pouco antes. Já lá vão várias semanas e só agora Portugal vai jogar. Finalmente, podemos dizer. E sobre esta questão da ansiedade, até Bruno Fernandes, o experiente Bruno Fernandes, eleito o melhor jogador da Premier League ainda esta temporada, disse que sente sempre o nervosinho. Foi ele que foi falar à imprensa, na conferência de imprensa da antevisão do jogo, e ele confessou que até subiu ao relvado do estádio quando chegou para a conferência de imprensa, porque a conferência de imprensa é no estádio, e ficou até sem vontade de ir falar aos jornalistas. Queria ficar logo ali a jogar. Portanto, a recomendação é: "Bruno, ainda bem que não ficaste logo. Há energia para soltar. Nós precisamos que Portugal apareça com toda a vontade." Bruno Fernandes falou esse nervosismo que tem sempre quando sobe ao relvado, principalmente quando estamos a falar de um mundial de futebol.

De um campeonato do mundo. Roberto Martínez também falou e, Miguel, quis apontar para a necessidade de se pensar jogo a jogo.

Sim, porque pode existir aqui a sensação de que existem duas vozes ou de que se está a colocar pressão na seleção vinda da federação. E por quê? Porque Pedro Proença disse: "Tudo o que seja não passar os quartos de final, ou seja, o patamar mínimo, são as meias-finais, tudo que não seja isso é um mau resultado." Quando, na verdade, Roberto Martínez e os jogadores têm dito que é jogo a jogo, que Portugal está entre os candidatos, mas não entre os favoritos, que há primeiro uma fase de grupos e depois uma fase a eliminar. E Roberto Martínez falou sobre isto. Disse que é natural que o presidente da federação tenha essa vontade e queira colocar essa fasquia, mas depois puxou dos galões e disse: "Há aqui uma pessoa que tem uma experiência de já ter estado em três mundiais, que tem que avisar que isto é jogo a jogo, que há dois mundiais, a fase grupos e a fase a eliminar", e até utilizou a expressão "uma voz chata" referente a ele próprio, em este caso, por ser a voz da experiência. Óbvio que Ronaldo tem seis mundiais e sabe muito bem o que é isto. Mas Roberto Martínez, de fato, tem mais experiência do que muitos membros desta federação, que é uma federação recente de Pedro Proença. Tentou ali centrar, isto é para fazer jogo a jogo e agora é para concentrar no Congo. Roberto Martínez falou, ou melhor, fugiu às perguntas sobre as bolas paradas. Nós tentamos perceber quem vai marcar livres na seleção, quem vai assumir as bolas paradas e disse que há polivalência, muitos podem fazer, há diferentes situações e portanto só durante o jogo é que vamos perceber. E depois falou sobre o Congo, para dizer que é uma equipa forte, defensiva, muito defensiva, com jogadores experientes, que já jogam na Europa. É natural, não é uma potência do mundial, mas naturalmente Portugal tem que estar atento, até porque já houve algumas surpresas neste mundial.

E olhando para o sexto dia do mundial, entraram em ação grandes nomes e, claro, Messi foi a grande estrela.

Sim, mesmo em véspera de Portugal entrar em ação, quem brilha é Lionel Messi. Isto é um brilhar ofuscante, nós temos que dizer. Lionel Messi consegue fazer um hat-trick na estreia deste mundial. Está a fazer também o sexto mundial e com este hat-trick, Lionel Messi passa a igualar o melhor marcador de sempre de mundiais, passa a ter 16 gols. É um registro impressionante para Lionel Messi, que já passou para uma liderança, passou a ser o jogador com mais contribuições para gol. Isto é uma estatística que soma os gols e as assistências. Lionel Messi tem 16 gols e oito assistências em mundiais e passa a liderar este ranking. Depois, há Kylian Mbappé. A França estava com dificuldade em quebrar o Senegal. Quando quebrou, foi como o ketchup. Mbappé dois gols e a marcar aqui uma exibição também para silenciar alguns críticos do avançado francês. E Erling Haaland, uma das figuras deste mundial, é uma máquina de fazer gols. Há muitas dúvidas sobre a potência desta seleção da Noruega, mas Haaland aparece com gols e quando é assim, fica tudo mais fácil.

Joga então Portugal às 18h aí no Texas, vão ser, Miguel?

Meio-dia. O jogo vai ser ao meio-dia e pode-se pensar: "Bem, meio-dia no Texas, começa a fazer calor." Sim, está calor, mas é cá fora, porque o estádio é coberto, tem uma cobertura gigantesca, nós já estivemos no estádio, e é climatizado. Está à temperatura que a pessoa responsável pelo ar-condicionado quiser meter. Normalmente, é 22 graus. Nós já percebemos que nos dias de jogos sobem um pouco a temperatura. Não é para os jogadores estarem mais confortáveis, não é para ninguém estar mais confortável, é para se venderem mais bebidas. A temperatura sobe um pouco para o bar ter um pouco mais de receita.

Está feito o Diário do Mundial com o Miguel Cordeiro. É para acompanhar tudo aqui na Rádio Observador. Obrigada, Miguel. Bom jogo. Até amanhã.

Até amanhã.