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Por agora vamos às notícias. Edição do meio-dia com Miguel Cordeiro. Na Ucrânia, cinco pessoas morreram e 20 ficaram feridas num ataque com um drone russo a um mercado. Volodymyr Zelensky acusa Moscovo de estar a aumentar os ataques durante a Páscoa.

Numa mensagem na rede social X, o presidente ucraniano diz que a Rússia optou por uma escalada nesta Páscoa, em vez de um cessar-fogo. Nas últimas horas, os ataques com drones de grande porte têm vindo a aumentar. Sete civis morreram. Zelensky acusa Moscovo de escolher essa escalada de violência em período de Páscoa. Os ataques aconteceram numa altura em que as negociações para o fim da guerra estão estagnadas por causa do conflito no Médio Oriente. A Rússia intensifica, nestes dias, os ataques à Ucrânia.

E precisamente, por causa desse conflito no Médio Oriente, Joaquim Miranda Sarmento pede um imposto sobre lucros extraordinários das empresas do setor energético. É um dos cinco ministros das Finanças da União Europeia a fazer este apelo.

Esta é uma carta que foi enviada à União Europeia, enviada ontem à Comissão Europeia, neste caso, é assinada por cinco ministros das Finanças. Ministros de Itália, Alemanha, Espanha, Áustria e Portugal. Joaquim Miranda Sarmento também pede esse imposto sobre lucros extraordinários das empresas do setor energético. E nessa carta, que a agência Reuters hoje noticia, é pedido à Comissão Europeia que se crie esta taxa aos lucros extraordinários das empresas do setor energético e querem que esse imposto sirva para passar uma mensagem clara às empresas que estão a lucrar com as consequências da guerra, de que devem fazer a sua parte para ajudar os contribuintes europeus. Em setembro de 2022, para responder à crise energética que se seguiu à invasão da Ucrânia, a União Europeia chegou a acordo sobre o novo pacote de emergência, que incluiu um imposto de 33% sobre os lucros excessivos das empresas de energia.

Entretanto, o Irão abriu o Estreito de Ormuz, mas apenas a navios com bens essenciais.

Informação partilhada por agências de notícias iranianas. As autoridades de Teerão estão a autorizar que navios com bens essenciais e ajuda humanitária atravessem o Estreito de Ormuz. Esta autorização aplica-se especificamente a navios com destino a portos iranianos ou no mar de Oman. O estreito de Ormuz continua fechado a navios que transportem petróleo e isso está a causar uma crise energética. Por esse estreito que circula um quinto do comércio mundial de petróleo e de gás.

Os aumentos não se sentem só na energia. Por cá, fim de semana de Páscoa, que coincide, Miguel, com o aumento dos preços por causa da guerra no Irão.

Principalmente na energia. Esta segunda-feira os combustíveis vão ficar mais caros. O gasóleo simples aumenta cerca de €0,09 por litro, a gasolina 95 cerca de €0,04. Estas são previsões da Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis. E é já com o aumento dos preços nos combustíveis, e com isso também o aumento dos preços em toda a economia, que os portugueses vão celebrar este domingo de Páscoa, numa altura em que o cabaz essencial está no valor mais alto de sempre. Vamos perceber que impacto está a ter toda esta crise energética nas compras para este período de Páscoa. O jornalista Ricardo Lopes está nesta altura no centro de Lisboa, na freguesia de Alvalade. Ricardo, onde estás neste momento e o que é que nos consegues descrever desta véspera de Páscoa? Ainda um fim de semana de muitas compras para esse almoço de Páscoa que acontece amanhã.

Estou neste momento à frente do Mercado de Alvalade, Miguel, agora à porta de um talho, e é notório que muita gente anda já a tratar das refeições para o dia de amanhã. A Páscoa deste ano fica marcada por esse aumento generalizado dos preços. Há pouco estive no Mercado de Alvalade e o fluxo de pessoas era normal para um sábado de manhã. Alguns fregueses com quem falei queixavam-se do aumento dos preços nos legumes, dos ovos, da fruta. Mas apesar desses aumentos, há muitos portugueses que mantêm as compras da Páscoa sem grandes alterações. Há pratos tradicionais que são, como sabes, quase obrigatórios. É o caso do cabrito. Portanto, eu vou agora entrar num talho para perceber como estão as vendas. Um bom indicativo das vendas são os papéis afixados na parede com o nome e quantidade do cabrito que as pessoas encomendaram. Vamos aqui falar com o senhor Zé, que é talhante aqui no mercado, em Alvalade. Senhor Zé, até esta hora já saiu muito cabrito?

Sim. Hoje e ontem havia bastantes encomendas e saiu bastante, mesmo.

E diga-me uma coisa, qual é o preço do cabrito por quilo? Aumentou muito comparativamente ao do ano passado?

Ao do ano passado, aumentou. Está a €25 o quilo.

E recorda-se quanto é que estava o ano passado?

O ano passado devia estar aí na casa dos 19,5, 20.

Cerca de €6 de aumento. Fora o cabrito, que outras carnes é que saem mais nesta altura?

O cabrito, o borrego, alguns lombos de porco, essas coisinhas agora próprias pra Páscoa.

Mas tudo dentro da normalidade, portanto.

Tudo dentro da normalidade, por acaso está.

Muito obrigado, senhor Zé, talhante aqui no Mercado de Alvalade. A Páscoa é sinônimo de sentar à mesa e os portugueses, mesmo que façam alguns esforços financeiros, não abdicam de tal coisa. Prova disso é o movimento que se faz sentir aqui pelo comércio de Alvalade.

Ricardo Lopes, e ainda as compras para este período de Páscoa, com aumento nos preços, como aqui explicámos e como aqui escutámos, esse aumento no preço do cabrito do ano passado para este.

E Miguel, afinal não há nenhuma negociação em curso sobre a Base das Lajes. José Manuel Bolieiro diz ainda que está confortável com a utilização que os Estados Unidos têm feito nas últimas semanas.

Em pleno conflito no Irão, desde o dia 28 de fevereiro, aumentou a atividade na Base das Lajes. E José Manuel Bolieiro, presidente do governo regional, tem vindo a defender que, a seu tempo, Portugal e os Estados Unidos da América devem sentar-se à mesa para renegociar o acordo A última vez que esse acordo que permite a utilização da Base das Lajes foi renegociado foi em 1995. Quer José Manuel Bolieiro que dê mais benefícios aos Açores dessa utilização norte-americana. Ainda assim, o presidente do governo regional reconhece que não há negociações em curso neste momento.

Será prematuro fazer essa discussão. Como você disse, Iván, não há em curso nenhuma negociação. Eu não estou sugerindo que os Açores estão excluídos de uma negociação que, afinal, não existe. Seria um absurdo ter esse tipo de queixa ou de reivindicação sobre nada. Há uma projeção que eu faço: a importância de fortalecer com infraestruturas portuárias, aeroportuárias, de defesa e outras, que possam ser realizadas nos Açores, tendo em conta essa sua projeção, ser custeados, terem capacidade de uso e que beneficiem as populações.

Ontem, nos Açores, na Base das Lajes, aterrou um segundo drone de ataque norte-americano. Aterrou novamente na infraestrutura açoriana. O governante José Manuel Bolieiro esteve no programa "Explicador", não mostrou desconforto com esta utilização. Ainda assim, admite que preferia que a base militar fosse uma plataforma de segurança e dissuasão, e diz também que estaria mais confortável se houvesse uma compensação financeira para os Açores devida a esta utilização.

Estão na estrada as operações de Páscoa da PSP e da GNR. Foram registradas até o momento, Miguel, 13 vítimas mortais.

2 mil acidentes já contabilizados pelas autoridades, 13 vítimas mortais. Por parte da GNR, foram registrados desde quinta-feira cerca de 400 acidentes, 10 vítimas mortais e 15 feridos graves. A PSP tem outros números, numa operação diferente e que já começou há mais tempo. Mas sobre estes dados da GNR, a capitã Joana Machado, da Divisão de Relações Públicas e Comunicação da Guarda Nacional Republicana, explica que para os próximos dias a GNR vai intensificar a fiscalização.

A GNR vai continuar a intensificar a fiscalização durante esta época festiva, com especial foco no álcool, velocidade, uso de telemóvel e a utilização de cinto de segurança. Apelamos a todos os condutores para que adotem uma condução prudente e responsável, contribuindo para que estas festividades decorram na máxima segurança possível.

As declarações da capitã Joana Machado da GNR. Nesta Páscoa, recomenda aos condutores que adotem uma condução defensiva.

Jornada 28 da Primeira Liga, José Mourinho confirma que não vai poder contar com Ormskness para o jogo contra o Casa Pia. O treinador do Benfica acredita que o Casa Pia vai ser um adversário muito lutador.

Muitos elogios para esta equipa que já conseguiu roubar pontos ao Benfica na Luz, na primeira volta. Diz que vai ser um adversário difícil. José Mourinho foi também convidado a comentar alguns casos de arbitragem, principalmente neste fim de semana. Ainda ontem, no jogo do Sporting, mais alguns lances polêmicos. E o treinador do Benfica, o que quis dizer foi que as Águias nunca foram beneficiadas e até diz que se isso acontecer, vai admitir.

Desde o início da época, já viu o Benfica se beneficiar de alguma coisa? Eu ainda não vi, ainda não me aconteceu. E espero que não me aconteça. Honestamente, espero que não aconteça. Mas se eventualmente acontecer, deixo já aqui o desafio. Se eventualmente acontecer, eu vou sair e vou dizer que o Benfica foi beneficiado.

A posição de José Mourinho. O Benfica joga com o Casa Pia, em Rio Maior, na segunda-feira, às 20h45.

O jogo com relato e análise aqui na Rádio Observador, tal como hoje, emissão especial de desporto para acompanhar o futebol clube do Porto, o Famalicão. Agora, 12h09, antes dos cinco continentes, Miguel, há outras notícias em destaque.

O ministro alemão dos nossos estrangeiros defende que a União Europeia deve abandonar o princípio de unanimidade em questões de política externa e de segurança. O objetivo, diz, é facilitar a tomada de decisões antes do final da atual legislatura, em 2029. Também António José Seguro, que estreia as presidências abertas em Castelo Branco na segunda-feira, vai estar durante a próxima semana a estudar o impacto do mau tempo e a avaliar a resposta dada pelo governo. Vai estar António José Seguro acompanhado no terreno por alguns membros do governo. As presidências abertas terminam na sexta-feira, em Leiria.