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Ora. Está a começar o Jornal da Uma, com edição do Miguel Vilar. Miguel, o novo presidente da República, António José Seguro, prepara-se para depositar uma coroa de flores no túmulo de Luís Vaz de Camões.
Momento que antecede a chegada ao Palácio de Belém, já na qualidade de presidente empossado. Já vamos saber o que disse António José Seguro na sessão solene que decorreu na Assembleia da República. Antes, um salto até às imediações do Mosteiro dos Jerónimos. É lá que está o repórter do Observador, Carlos Pedro. Carlos, o novo presidente já chegou?
Ainda não, Miguel. Deve estar para breves minutos a chegada do novo presidente da República, António José Seguro, o novo chefe de Estado, que deve chegar aqui acompanhado da mulher, Margarida Maldonado de Freitas. À sua espera, já tem a diretora do Mosteiro dos Jerónimos, Margarida Donas Boto, e também o prior de Santa Maria de Belém, o cônego José Manuel Santos Ferreira. Tem também à sua espera várias dezenas de curiosos, sobretudo turistas, que por razões de segurança assistem a este momento ou preparam-se para assistir a este momento desde o Jardim da Praça do Império. É de lá que vão tentando perceber o que vai acontecer ou o que prepara-se para acontecer por esta altura, numa altura em que continuamos a aguardar pela chegada de António José Seguro e, por isso, Miguel, proponho que voltássemos aqui quando o novo presidente da República chegar ao Mosteiro dos Jerónimos.
Carlos Pedro, já não falta muito. Estou aqui a olhar para as imagens que a televisão vai transmitindo e deverá estar mesmo quase a chegar aí ao Mosteiro dos Jerónimos, o novo presidente da República, António José Seguro. Está muita gente, muitos populares aí a aguardar por este momento, Carlos.
Sim, dezenas de curiosos, como dizia, sobretudo turistas que vão ficando aqui à espera da chegada de António José Seguro, sem saber muito bem o que é que vai acontecer, mas por agora estão entretidos com 134 cavalos que vão depois acompanhar António José Seguro quando sair daqui do Mosteiro dos Jerónimos em direção ao Palácio de Belém. Esse percurso, que é muito curto, cerca de um minuto e meio, dois minutos, vai ser acompanhado por 134 cavalos da Cavalaria da Guarda Nacional Republicana, que vai fazer este percurso até o Palácio de Belém, à frente do carro onde vai seguir António José Seguro, carro esse pelo qual continuamos à espera aqui à frente do Mosteiro dos Jerónimos. Este marca o início de mais um ponto protocolar desta tomada de posse. Este é, aliás, um dos primeiros atos de António José Seguro como presidente da República, vai depositar uma coroa de flores no túmulo de Luís Vaz de Camões e, ao contrário do que aconteceu em 2016 e em 2021, quando Marcelo Rebelo de Sousa, nessas duas tomadas de posse, para além da coroa de flores depositada no túmulo de Luís Vaz de Camões, fez o mesmo também no túmulo de Vasco da Gama, outro dos grandes nomes da história portuguesa nesta altura. Vamos aguardando pela chegada de António José Seguro.
Presumo que já não deverá faltar muito, Carlos Pedro. Nessa altura, estão ali os batedores, não sei se da PSP, se da GNR, que passam junto ao Centro Cultural de Belém. Portanto, presumo que estejam aí mesmo a chegar ao local onde te encontras e onde têm estado ao longo de toda a manhã, aí em Belém, onde António José Seguro se prepara, precisamente, para chegar nesta altura.
Sim, passam agora os batedores, como dizias, da Guarda Nacional Republicana. São várias motos, numa altura em que prepara-se também para estacionar, lá está o carro que transporta o novo presidente da República, António José Seguro. Vai ali estacionando, numa altura em que vai ser aberta agora a porta. Sai do carro António José Seguro, saúda, lá está, as dezenas de curiosos que se juntaram aqui no Jardim da Praça do Império, mesmo em frente ao Mosteiro dos Jerónimos, a saudarem a chegada de António José Seguro, ele que cumprimenta agora a diretora do Mosteiro dos Jerónimos, Margarida Donas Boto, e também o prior de Santa Maria de Belém, o cônego José Manuel Santos Ferreira, tal como a mulher de António José Seguro, Margarida Maldonado Freitas. O novo presidente da República vai passando por uma passadeira vermelha, que está colocada junto a uma das entradas do Mosteiro, com guarda de honra da Polícia Militar. Vai agora depositar uma coroa de flores no túmulo de Luís Vaz de Camões, como dizíamos, ao contrário do que aconteceu em 2016 e 2021, que também houve uma coroa de flores para Vasco da Gama. Depois, seguem-se outros pontos protocolares, com um momento de silêncio, que terminará com o soar da alvorada. E depois, António José Seguro segue uma visita à igreja e aos claustros do Mosteiro. Nesta parte da cerimônia da tomada de posse, que já leva no total mais de três horas, esta parte aqui no Mosteiro dos Jerónimos vai terminar com a assinatura do livro de honra do Mosteiro. Só depois disso é que António José Seguro se vai dirigir para o Palácio de Belém com a mulher e também com escolta da Cavalaria da GNR, que também já está aqui posicionada na Praça do Império. Como disse, são 134 cavalos que vão acompanhar esse percurso até o Palácio de Belém. É lá que vão continuar depois as cerimônias, incluindo o almoço com o presidente Marcelo Rebelo de Sousa. Aqui fica o registro sonoro da chegada de António José Seguro ao Mosteiro dos Jerónimos.
Realmente, aqui trazido à antena do Observador pelo jornalista Carlos Pedro. Aí voltaremos, Carlos, para assinalar a saída de António José Seguro rumo ao Palácio de Belém, onde vai entrar já na qualidade de presidente da República empossado.
Miguel, vamos puxar a fita atrás e recordar alguns dos momentos que marcaram a cerimónia de posse na Assembleia da República.
Juro por minha honra, desempenhar fielmente as funções em que fico investido e defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa.
E depois do juramento, António José Seguro dirigiu-se aos convidados da sessão para garantir, por exemplo, que tudo fará para estancar o frenesim eleitoral. Apelou a este propósito e que sejam firmados compromissos em nome da estabilidade. Antes, Miguel Viterbo Dias o elogiou a quem, nos últimos dez anos, ocupou o Palácio de Cor de Rosa.
Primeiro o cumprimento ao antecessor.
Ninguém pode negar-lhe o amor a Portugal. Fica a gratidão, o afeto de um país que sentiu sempre a sua presença.
Para logo depois ditar o tom político, bem longe da doutrina seguida por Marcelo Rebelo de Sousa.
A rejeição da proposta de lei do Orçamento de Estado não implica automaticamente a dissolução da Assembleia da República. A experiência do passado recente, de ciclos eleitorais de dois anos, não é desejável. Tudo farei para estancar esse frenesim eleitoral.
António José Seguro, que deixou um longo cumprimento aos convidados internacionais, o rei Filipe VI e os presidentes dos países da CPLP, dedicando ainda palavras à situação internacional, para logo avisar que, apesar de defender a estabilidade, há metas a cumprir.
A estabilidade não é um fim em si mesmo, muito menos significa estagnação e imobilismo. A estabilidade é uma condição para a mudança, nunca uma meta.
Uma das prioridades é a saúde, com Seguro a adiantar que vai convocar os partidos.
Um compromisso que ultrapassa ciclos governativos, com metas, políticas, medidas, orçamentos plurianuais.
Era uma das prioridades da campanha, com o Presidente da República a pedir maturidade e a deixar linhas vermelhas.
Portugal não está imune a risco igual, perturbador do nosso sistema democrático, do saltar com frente de ideias e do normal funcionamento dos contrapoderes institutos. Em nenhuma circunstância admitirei que sejam ultrapassadas estas linhas vermelhas.
Ainda assim, garante tratar todos por igual, reconhecendo que nem sempre terá o apoio da maioria.
Sou livre. Tratarei todos os partidos por igual. Sei que as minhas decisões não agradarão a todos.
O discurso de tomada de posse de António José Seguro, numa manhã na Assembleia da República.
Intervenção aqui sintetizada pela jornalista do Observador, Miguel Viterbo Dias.
Vamos agora perceber como reagiram os representantes dos partidos com assento parlamentar ao discurso do novo presidente.
E começamos com o líder no Parlamento do PSD, Hugo Soares, considera que governo e presidente da República estão alinhados na importância de evitar eleições antecipadas.
Pareceu-me, sinceramente, uma mensagem muito alinhada com aquilo que tem sido dito pelo governo e pelo PSD. O governo tem repetidamente dito que esta legislatura deve chegar até ao fim, que não temos eleições no horizonte e que a estabilidade política é fundamental para que seja possível ver as transformações que o país precisa, e precisa de muitas, muitas delas estão a ser feitas, mas elas precisam de tempo. E o tempo é o tempo de uma legislatura, evidentemente.
A reação de Hugo Soares, líder parlamentar e secretário-geral do PSD, desejou votos de sucesso, expressou votos de sucesso ao mandato de António José Seguro, que agora se inicia. Seguimos com André Ventura. O presidente do Chega garante que terá uma postura colaborativa para assegurar a estabilidade necessária para reformar o país, especialmente na área da saúde, compromisso assumido tanto por António José Seguro como André Ventura durante a campanha para as presidenciais. O presidente do Chega diz também que o discurso do novo presidente foi no sentido de não procurar confrontos com ninguém.
Acho que foi um discurso equilibrado, não confrontacional, nem com o seu adversário, nem com o partido que representa o seu adversário. Acho que temos condições políticas para trabalhar em prol das reformas do país.
André Ventura concorda com António José Seguro, quando o novo presidente afirma que os governos não têm de cair porque se chumba o orçamento, mas diz também que embora o princípio seja bom, esbarra na realidade parlamentar.
E Miguel, a tomada de posse fica marcada também por uma provocação do Chega, um convidado da cerimónia. Foi colocado um cartaz perto da Assembleia da República com a cara de João Lourenço, presidente de Angola.
E também a cara de Lula da Silva. Pode ler-se: "A culpa não é de 500 anos de Portugal, é da vossa corrupção", a inscrição neste cartaz. André Ventura foi confrontado, diz que não quer criar qualquer confronto no Parlamento, mas que não podia deixar de responder ao chefe de Estado angolano.
O nosso problema em Portugal é precisamente não sermos capazes de dizer as coisas e termos medo de dizer as coisas. Nós temos um chefe de Estado, neste caso o chefe de Estado de Angola, que quando o nosso presidente da República esteve lá, chamou-nos de colonialistas, esclavagistas, ladrões à frente do mundo inteiro. Não pode vir a Portugal sem ter a resposta que deve ter. E a resposta que deve ter é esta: deixem de usar Portugal para justificar a vossa pobreza e a vossa corrupção.
André Ventura e a justificação para o cartaz colocado a reboque desta cerimônia de posse do novo presidente da República e que visa Lula da Silva e também João Lourenço, presidente angolano, que marcou presença na Assembleia da República.
Noutras reações, o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, elogia o discurso do novo presidente, embora, Miguel, tenha um reparo a fazer.
Sim, diz que a estabilidade defendida por António José Seguro não pode significar uma carta branca ao governo.
Nós somos defensores da estabilidade política, mas como também foi afirmado, a estabilidade tem de corresponder a políticas que respondam às necessidades das pessoas na habitação, nos salários, nos rendimentos das famílias, na saúde e na resposta do Estado às circunstâncias mais exigentes, como aquelas que vivemos há poucos dias no país. E, portanto, nós estaremos sempre do lado da estabilidade, mas essa estabilidade tem de corresponder aos objetivos do desenvolvimento nacional.
Estabilidade, sim, mas não a qualquer preço, a ideia salientada por José Luís Carneiro. Vamos a outra reação. A presidente da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, pede a António José Seguro que não seja uma força de bloqueio em Belém e que, pelo contrário, contribua para as reformas de que o país precisa.
O senhor presidente da República anunciou um conjunto de preocupações, que são também as nossas, e para as quais nós também queremos manifestar a nossa total disponibilidade e o nosso compromisso em apresentar soluções para mudarmos o estado das coisas. Agora é preciso é que haja essa vontade também por parte do senhor presidente da República, que ele seja um impulsionador Dessas reformas, dessas alterações que é preciso serem feitas no país, e não uma força de bloqueio, e que além de dar esse sentido de urgência, também permita que elas sejam promulgadas.
É esse o apelo da presidente da Iniciativa Liberal, que espera que António José Seguro não represente uma força de bloqueio em Belém.
Já Rui Tavares, do Livre, destaca o compromisso assumido pelo presidente na defesa da democracia.
Há uma menção explícita a linhas vermelhas, que são as dos valores democráticos. É um discurso que nos parece que cumpre o que é essencial, também de marcação daquilo que é a defesa dessa democracia. De resto, é um discurso que salienta os pilares fundamentais das relações externas de Portugal.
Declaração de Rui Tavares, que deixou também uma mensagem de agradecimento ao antecessor Marcelo Rebelo de Sousa pelos serviços prestados à República. Ainda à esquerda, José Manuel Pureza, porta-voz do Bloco de Esquerda, deseja um mandato tranquilo a António José Seguro e faz um desafio ao novo presidente. Espera que seja claro em relação ao pacote laboral.
O presidente António José Seguro afirmou, com convicção, a necessidade de uma luta contra as desigualdades e contra a pobreza em Portugal. Por isso mesmo, o país espera do presidente António José Seguro uma posição firme, clara, contrária à aprovação do pacote laboral.
É o que diz José Manuel Pureza, porta-voz do Bloco de Esquerda. Deixou ainda votos de um bom mandato a António José Seguro e sublinha que o Bloco vai estar atento à atuação do novo presidente da República.
E o secretário-geral do PCP considera que a estabilidade política defendida pelo novo presidente é importante, sim, mas não a qualquer preço.
O que é que nos serve estabilidade política se continuamos com mais de quase 50% dos jovens em situação de precariedade? O que é que nos vale estabilidade política quando quase 70% dos trabalhadores ganham até € 1.000 de salário bruto por mês? O que é que nos vale estabilidade política quando é anunciado o encerramento das urgências no Barreiro, agora em Vila Franca, e outras estão na calha? O que é que nos serve a estabilidade política quando a pressão, a partir desta situação que estamos a enfrentar agora, com o custo brutal do aumento do custo de vida, que já era assim, e agora só vai acentuar. A estabilidade política serve para quê? Para resolver isto ou para acentuar isto? Se for para resolver, é bem-vinda. Se for para acentuar, não vale a pena.
A estabilidade é importante, sim, sublinha o secretário-geral do Partido Comunista, mas não a qualquer preço. Vamos agora escutar o líder parlamentar do CDS, parceiro de coligação do PSD no governo. Paulo Núncio considera que António José Seguro teve um discurso que define como realista.
Fez uma análise realista à situação internacional e aos perigos que advêm da situação internacional, e fez também uma análise bastante realista à situação portuguesa, à situação nacional. Eu destacaria, do discurso do senhor presidente da República, o fato de ter confirmado que Portugal precisa de estabilidade política.
Paulo Núncio elogiou ainda as palavras de António José Seguro dirigidas às Forças Armadas. António José Seguro, que terminou agora a mensagem que escreveu no livro de honra do Mosteiro dos Jerónimos, depois de ter depositado a coroa de flores no túmulo de Luís Vaz de Camões. Prepara-se então para abandonar o Mosteiro dos Jerónimos e vai percorrer uma curta distância até ao Palácio de Belém, sede da Presidência da República Portuguesa. Vamos acompanhar esse momento com a ajuda dos nossos repórteres. O Carlos Pedro está no Mosteiro dos Jerónimos, já aqui o ouvimos e vamos voltar a escutar para nos descrever esta saída do presidente da República. Antes ainda, a intervenção e a reação de Inês Sousa Real, deputada única do PAN, à intervenção de António José Seguro durante a cerimônia de posse. Não, primeiro vamos mesmo até ao Mosteiro dos Jerónimos, porque nesta altura, Carlos Pedro, António José Seguro deixou já o mosteiro para rumar depois ao Palácio de Belém.
Sim, precisamente, Miguel. Assinalar aqui a saída de António José Seguro do Mosteiro dos Jerónimos, como é bastante audível. Lá dentro depositou uma coroa de flores no túmulo de Luís Vaz de Camões. Seguiu depois numa visita à igreja e aos claustros do Mosteiro dos Jerónimos. Destaque para um momento de silêncio lá dentro. Terminou com a alvorada, a assinatura do livro de honra do Mosteiro dos Jerónimos e agora a saída de António José Seguro do mosteiro. Foi acompanhado em todo o percurso pela mulher, Margarida Maldonado Freitas, e também pela diretora do mosteiro, quem cumprimenta agora juntamente com o prior de Santa Maria Maior. Volta a cumprimentar. Foram as primeiras pessoas a cumprimentar o novo presidente da República na chegada aqui ao Mosteiro dos Jerónimos. É mais um dos tradicionais atos protocolares desta tomada de posse. Foi, aliás, o primeiro, ou um dos primeiros, de António José Seguro, que vai agora trocando ali umas palavras com a diretora do Mosteiro dos Jerónimos e também com o prior de Santa Maria Maior. Preparadas já estão as viaturas que vão transportar, não só, mas principalmente, o novo presidente da República, que volta a cumprimentar as várias dezenas de pessoas que assistem a esta cerimónia desde o jardim da Praça do Império. Já entrou dentro do carro António José Seguro. Segue agora para outro ato protocolar desta tomada de posse. Vai dar entrada pela primeira vez como presidente da República no Palácio de Belém. É já daqui a pouco. Este percurso seria normalmente feito em cerca de um minuto e meio, dois minutos de carro. Demorará um pouco mais, porque à frente da viatura onde segue o presidente da República vão seguir 134 cavalos da cavalaria da GNR, que vão atrasar um pouco este percurso até ao Palácio de Belém, onde, como já disse, vão seguir-se outras cerimónias, com destaque para um almoço com os chefes de Estado, incluindo o presidente cessante Marcelo Rebelo de Sousa.
Carlos Pedro, estamos aqui mortinhos de curiosidade para saber o que escreveu António José Seguro no livro de honra do Mosteiro dos Jerónimos. Pedíamos que contribuísses para saciar esta nossa curiosidade para que ao longo da tarde aqui possamos dar conta do que escreveu António José Seguro, o novo presidente da República. Carlos Pedro, repórter do Observador, a acompanhar este momento no Mosteiro dos Jerónimos. O novo presidente da República prepara-se então, como o Carlos aqui nos dava conta, para entrar no Palácio de Belém já na qualidade de presidente eleito. Ali a comitiva de carros já está preparada para deixar o Mosteiro dos Jerónimos numa distância curta, diria 1 km, talvez, do Mosteiro dos Jerónimos até ali ao Palácio de Belém. Há pouco escutávamos aqui as reações dos representantes dos diferentes partidos com assento parlamentar. Preparávamos para escutar Inês de Sousa Real, a deputada única do PAN, que sublinhou, em forma de agrado, as palavras dedicadas pelo novo presidente às causas climáticas e também à luta contra a violência contra as mulheres. A porta-voz do partido espera ainda que o novo chefe de Estado contribua para um ciclo de estabilidade e para a promoção de um diálogo mais efetivo entre as diferentes forças partidárias.
As crises sociais e sucessivas crises políticas que têm que ter, de uma vez por todas, não só uma resposta, mas acima de tudo, um período de grande estabilidade para que o país possa recuperar, possa progredir, possamos ter progresso, aliado com uma economia verde, aliado, como é evidente, com o maior diálogo que esperamos que, neste caso, Luís Montenegro tenha sabido ouvir o recado do presidente para também ele dialogar com as demais forças políticas, todas as forças políticas que têm representação parlamentar. E isso ficou muito claro das palavras do presidente Seguro.
Aqui sublinhada esta mensagem de António José Seguro pela porta-voz do PAN, Inês de Sousa Real, que, à semelhança de outros líderes partidários, também deixou uma palavra de agradecimento a Marcelo Rebelo de Sousa pelos 10 anos em que esteve à frente da Presidência da República.
Tomada de posse que aconteceu esta manhã e que foi objeto de uma longa emissão especial aqui na Rádio Observador e também em estúdio, Miguel. Analisámos o discurso do novo presidente.
E recuperamos agora a interpretação de José Manuel Fernandes, o publisher do Observador, desta intervenção, deste discurso de António José Seguro. Considera José Manuel Fernandes que não trouxe propriamente surpresas. Destaca também que o novo presidente da República preferiu focar-se no tema que mais abordou durante a campanha para as presidenciais, o tema da saúde.
É um discurso que, no essencial, confirma o que foi a linha da sua campanha eleitoral. Portanto, não houve aqui nenhuma surpresa especial. Gostei de ver a vontade que ele manifestou de que haja estabilidade política, portanto, não haja crises, e a vontade que também demonstrou de que, havendo diferenças no Parlamento, ele vai procurar, na medida das suas possibilidades, estabelecer os compromissos possíveis. O único que falou em concreto foi aquele que ele próprio colocou na agenda durante a campanha, o da saúde.
A análise do publisher do Observador, José Manuel Fernandes, ao discurso de António José Seguro na cerimónia de posse esta manhã na Assembleia da República. Escutámos aqui também a reação dos diferentes líderes partidários ou representantes dos partidos com assento parlamentar a esta intervenção do novo presidente da República. E a esta hora, João Miguel Santos, o presidente eleito lá vai assinando dentro do carro ruma do Mosteiro dos Jerónimos até ao Palácio de Belém.
Sim, exatamente. Dentro da viatura oficial da Presidência da República, já com a bandeira da presidência, a bandeira verde na frente do veículo de alta cilindrada, António José Seguro vai colocando a mão fora da janela do carro, janela que está aberta e conseguimos vislumbrar pelas imagens que nos chegam das televisões, um presidente que vai acenando às poucas pessoas que estão nesta altura nas ruas de Lisboa.
Não está muita gente.
Nesta altura a janela fecha-se, o novo presidente da República abandona esta zona de Lisboa, a Praça do Império, vira agora para a avenida principal que o há de encaminhar ao Palácio de Belém.
Vai contornar, não é?
Creio que sim, exatamente. Vai contornar a chamada Praça do Império. Em frente ao Mosteiro dos Jerónimos, sempre a viatura oficial do novo presidente da República, ladeada por um majestático cavalo.
Sim, belíssimo. A trote, a seguir à comitiva de veículos que se dirige-
Da Guarda Nacional Republicana
...nesta altura para o Palácio de Belém. Contamos a todo o instante ter aqui connosco na antena o Vasco Maldonado Correia, que nos vai retratar este momento da chegada de António José Seguro ao Palácio de Belém, que vai ser a residência de António José Seguro durante pelo menos os próximos cinco anos, a coincidir com o período de mandato do presidente da República. Escutámos também aqui ao longo do dia Aguiar Branco, o presidente da Assembleia da República, que foi o primeiro a fazer uso da palavra durante a cerimônia de posse que decorreu na Assembleia da República. Aguiar Branco dedicou um agradecimento muito especial a Marcelo Rebelo de Sousa, que agora cessou o mandato. Já vamos ouvir Aguiar Branco, antes e como prometido, vamos ao encontro do jornalista do Observador Vasco Maldonado Correia, que está no exterior do Palácio de Belém, a aguardar a todo momento pela chegada de António José Seguro.
A qualquer momento, Miguel, está mesmo para breve. Já passam aqui duas motas que têm estado a escoltar o carro de António José Seguro. Nesta altura, passam já também por mim vários guardas a cavalo que vão também liderar esse cortejo de António José Seguro até chegar ao Palácio Nacional de Belém. Ele que, como ouvimos há pouco também neste jornal, passou ainda pelo Mosteiro dos Jerónimos, faz esse trajeto tradicional de qualquer novo chefe de Estado. Nesta altura, como dizia, passa já aqui a guarda a cavalo por mim, a galope, vão aqui virar à frente do Museu Nacional dos Coches, viram à esquerda e depois entram para o Palácio Nacional de Belém. Será o momento que ainda deverá demorar um pouco, isto porque são mesmo muitos cavalos, é a melhor maneira de o dizer, sendo que, Miguel, temos também uma notícia de última hora que entretanto nos foi comunicada pelo gabinete da presidência. Notícia de que Cláudia Ribeiro, a nova secretária do Conselho de Estado, vai assumir, no mínimo de forma transitória, a chefia da Casa Civil. Foi uma notícia que nos foi transmitida há minutos. Ela que é licenciada em Direito, tem um curso de alta direção em administração pública e é pós-graduada também em Estudos Europeus e em Logística e Ciência da Legislação. É um currículo que nos foi transmitido aqui há segundos. Neste momento, António José Seguro sai do carro, mesmo à frente do Museu Nacional dos Coches. Vai agora fazer esse caminho a pé até ao Palácio Nacional de Belém. Vai acenando à população. Algumas pessoas que o esperam, talvez por perceberem o aparato na rua, quiseram aqui parar, vão tirando fotografias. António José Seguro vai acenando para essas pessoas e agora prepara-se também para se aproximar da guarda de honra que o espera aqui, mesmo à frente do Palácio de Belém. Vai passar em revista essa guarda, vai fazendo esse caminho também a pé. Fez o caminho de carro entre o Mosteiro dos Jerónimos e o Palácio de Belém e agora vai fazendo o caminho a pé. Há aqui muita gente também, e à medida que nos vamos aproximando do Palácio de Belém, há aqui muita gente que o espera. Alguns, e dá para perceber que são turistas, mas vão filmando este momento e António José Seguro vai aproximar-se dele, cumprimentar alguns. Creio que ainda foi tempo de tirar uma fotografia com uma dessas pessoas que o esperava, também um pouco à semelhança do antecessor Marcelo Rebelo de Sousa. E agora sim, vai começar este momento mais solene em que vai passar em revista a guarda de honra que aqui o espera. Este momento, e agora sim, começamos a ouvir também o hino nacional, marca também um momento um pouco mais institucional desta tomada de posse, depois, claro, do momento formal da passagem de testemunho de Marcelo Rebelo de Sousa para António José Seguro. Agora à tarde, António José Seguro entra no Palácio de Belém, o palácio que vai ser residente no mínimo nos próximos cinco anos, durante este próximo mandato. Fica marcado também essa tarde pelo contacto com a população que vai ter, porque vai abrir os Jardins de Belém à população. Depois, e como sabemos, vai também ter um momento com os jovens numa universidade aqui perto, na Ajuda, e acaba o dia com a condecoração de Marcelo Rebelo de Sousa. Por isso ainda um dia longo, Miguel, e sugiro aqui voltarmos assim que se justificar, talvez um pouco mais tarde, já quando estiverem abertos os Jardins de Belém.
Vasco Maldonado Correia, a acompanhar este momento da chegada do presidente da República, o novo presidente da República, António José Seguro, ao Palácio de Belém, com alguns populares, muitos turistas, facto que aqui foi sublinhado tanto pelo Vasco como também pelo Carlos Pedro, os dois repórteres do Observador que estão em Belém e que vão continuar a acompanhar este dia marcado pela posse de António José Seguro.